TRABALHOS de ARTES DECORATIVAS em: Madeira, Vidro, Velas, Chacota, Arte Floral, Eva, Patchwork, Pintura, Fotografia e Scrapbooking

Domingo, 30 de Setembro de 2012

Cidade de Guimarães

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publicado por artedasao às 14:40

Sábado, 29 de Setembro de 2012

(Cidade da Régua)

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Assassino de Passagem

 

Quando não existia tecnologia o mundo vivia em harmonia, não era prejudicado por nenhuma acção dos seres vivos que nele habitavam.

O homem ainda não habitava a Terra, mas quando surgiu, foi o começo da morte do planeta.

Antes, ele não prejudicava o meio ambiente, apenas matava para comer, como todos os outros seres vivos.

Mas, em algum momento, tudo evoluiu e infelizmente o homem começou a pensar, imaginar muito além daquilo que ele tinha, ou como ele vivia.

Surgiu a tecnologia, o botão para a destruição a prazo do planeta.

Por consequência dela, o homem foi desenvolvendo cada vez mais e criar aparelhos electrónicos fantásticos, que encantou os olhos das pessoas e fez esquecer a beleza da natureza, de como é bom respirar um ar puro, escutar o barulho que o vento faz ao balançar as árvores.

Tudo isso foi trocado por buzinas, um céu cinza e rios podres. O homem ficou cego e surdo e só vai perceber realmente, que estragou a vida no planeta quando não ter mais o que comer e beber.

Ele se achou superior a tudo e a todos os seres vivos da Terra, mas é o mais ignorante e egoísta, logo vai morrer, pois não aguentará as consequências dos danos causados por ele mesmo.

Os pequenos seres, insignificantes, assim julgados, serão os que habitarão a Terra e agora será o homem o ser pequeno e extinto.

 

(Flávia Basílio)

 

 

publicado por artedasao às 11:25

Sexta-feira, 28 de Setembro de 2012

(Arganil)

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PEDRAS OU SEMENTES

 

Ao sair para uma longa caminhada em lugar desconhecido,

Não jogue pedras na esperança de marcar o seu caminho de volta.

 

Depois de um tempo, a poeira e areia do caminho

Vão cobrir essas pedras.

Por isso, quando você voltar

Não vai ver pedras no caminho.

 

Você só vai perceber que têm pedras no caminho,

Quando pisar em uma delas.

Logo essas pedras não vão marcar o seu caminho,

Vão marcar você.

Essas pedras vão marcar você,

Machucando e ferindo seus pés.

Na verdade pedras são mágoas e ressentimentos

Que deixamos pelo caminho.

 

Jogue sementes ao longo do caminho.

Porque, quando você voltar,

Vai encontrar árvores

Que servirão de sombra

Para que você descanse na longa caminhada de volta.

 

Sementes que vão produzir árvores.

Árvores que, além de sombras,

Produzirão frutos.

 

Jogue a semente do amor,

Que vai produzir frutos.

Os frutos do amor são:

Carinho e compreensão.

 

Jogue a semente da paz,

Que vai produzir frutos.

Os frutos da paz são:

União e tranquilidade.

 

Jogue a semente da esperança,

Que vai produzir frutos.

Os frutos da esperança são:

Longanimidade e fé.

 

Sementes vão marcar a sua caminhada com frutos.

Pedras não vão marcar sua caminhada,

Vão deixar marcas em você.

 

(Nilson Soares)

 

publicado por artedasao às 11:46

Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012

Linha do Douro (Régua)

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TREM DA VIDA.

 

Há algum tempo atrás, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma leitura extremamente interessante, quando bem interpretada.

 

Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.

 

Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que julgamos, estarão sempre nessa viagem connosco: nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituível... Mas isso não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser muito especiais para nós, embarquem.

 

Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.

 

Muitas pessoas tomam esse trem apenas a passeio. Outros encontrarão nessa viagem somente tristezas. Ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém nem sequer percebe.

 

Curioso é constatar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; portanto, somos obrigados a fazer esse trajecto separados deles, o que não impede, é claro, que durante o trajecto, atravessemos com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles... Só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar.

 

Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas... Porém, jamais, retornos. Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando, sempre, que, em algum momento do trajecto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.

 

O grande mistério, afinal, é que jamais, saberemos em qual parada, desceremos muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.

 

Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades... Acredito que sim. Me separar de alguns amigos que fiz nele será, no mínimo dolorido. Deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos, com certeza será muito triste, mas me agarro na esperança que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram... E o que vai-me deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

 

Amigos; façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranquila, que tenha valido a pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem.

 

(Silvana Duboc)

 

 

publicado por artedasao às 12:35

Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012

Imagem do Douro (Régua)

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A montanha e o lago

 

É um lago azul, tranquilo, pequenino,

Sereno, cristalino,

Bem ao pé da montanha distante, onde o vê...

Da sua superfície sempre calma

Nada perturba a suave placidez

 

De súbito, uma pedra vem rolando

E sobre as águas cai...

 

Uma onda, uma outra mais se vão formando

E em círculos concêntricos crescendo, aumentando,

Chegam até as bordas, e a primeira

transborda... E sai...

 

A alma da gente é assim, é como um lago

Bem ao pé da montanha do destino,

Com a sua superfície transparente...

 

Vem a pedra rolando e a água perturba,

Os círculos se vão formando, vão crescendo,

E de repente,

As lágrimas transbordam uma a uma

Pelos olhos da gente

 

(Beto Barion)

 

 

publicado por artedasao às 11:29

Terça-feira, 25 de Setembro de 2012

Piodão (Arganil)

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Canção da tarde no campo

Caminho do campo verde

Estrada depois de estrada.

Cerca de flores, palmeiras,

Serra azul, água calada.

 

Eu ando sozinha

No meio do vale.

Mas a tarde é minha.

 

Meus pés vão pisando a terra

Que é a imagem da minha vida:

Tão vazia, mas tão bela,

Tão certa, mas tão perdida!

 

Eu ando sozinha

Por cima de pedras.

Mas a tarde é minha.

 

Os meus passos no caminho

São como os passos da lua;

Vou chegando, vai fugindo,

Minha alma é a sombra da tua.

 

Eu ando sozinha

Por dentro de bosques.

Mas a fonte é minha.

 

De tanto olhar para longe,

Não vejo o que passa perto,

Meu peito é puro deserto.

Subo monte, desço monte.

 

Eu ando sozinha

Ao longo da noite.

Mas a estrela é minha.

 

(Cecília Meireles)

 

 

 

publicado por artedasao às 12:43

Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012

Piodão (Arganil)

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Se…

Se você precisar de descanso,

Não descanse muito mais que o necessário,

Porque ferro parado enferruja,

Água estagnada apodrece…

E, além disso, talvez, mais tarde, lhe falte tempo

Para terminar a tarefa da existência,

E é trágico demais morrer inacabado…

Se você for alegre e feliz,

Não ria alto demais,

Para que sua gargalhada

Não vá tornar mais doloroso

O gemido de alguém,

Na casa ao lado…

Se nas dores você soluçar,

Faça-o baixinho, bem no fundo,

Bem lá dentro,

Para não apagar algum sorriso

No semblante de alguém,

No andar de cima…

Se você escorregar, na estrada da existência,

E até mesmo cair de uma vez

Não fique deitado no solo,

Clamando pelo destino

Porque lhe falta ainda muito chão,

Muito caminho para andar

E, além disso, você só vai atrapalhar

A passagem dos outros.

E, se é triste cair, muito mais triste ainda

É arrastarmos alguém na nossa queda…

Se algum dia, talvez, você perder a linha

E der vazão ao grito, à cólera, à revolta,

Com ganas de quebrar o mundo ao seu redor,

Não quebre tudo, amigo, por favor.

Porque atrás de você vem muita gente ainda

Que deseja encontrar tudo inteiro e belo…

Se você encontrar a semente ou muda

Do raro arbusto da felicidade,

Não vá plantá-lo em seu quintal todo cercado,

Mas sim ao lado de um caminho frequentado

Para que muitos possam descansar à sua sombra

E comer seus frutos, sem pagar…

Mas se encontrar apenas o caminho

Que leva a essa árvore bendita…

Não vá por ele sozinho!

Fique bem à entrada dele

Com um braço estendido

Assim… como uma flecha,

Apontando e dizendo:

É POR AQUI !…

 

(Autor Desconhecido)

 

 

 

publicado por artedasao às 15:33

Domingo, 23 de Setembro de 2012

Felicidade

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Só a leve esperança, em toda a vida,

Disfarça a pena de viver, mais nada:

Nem é mais a existência, resumida,

Que uma grande esperança malograda.

 

O eterno sonho da alma desterrada,

Sonho que a traz ansiosa e embevecida,

É uma hora feliz, sempre adiada

E que não chega nunca em toda a vida.

 

Essa felicidade que supomos,

Árvore milagrosa, que sonhamos

Toda arreada de dourados pomos,

 

Existe, sim: mas nós não a alcançamos

Porque está sempre apenas onde a pomos

E nunca a pomos onde nós estamos.

 

(Vicente de Carvalho)

 

 

publicado por artedasao às 14:47

Sábado, 22 de Setembro de 2012

Quem sou eu!

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Pássaro livre de voos altos e plenos, mas que sabe reconhecer seu ninho de qualquer altura.

Que compartilha alegrias e porque não dizer tristezas, pois elas fazem parte dessa vida.

Pássaro que sabe correr dos inimigos para não interromper a alegria de seu voo, mas que sabe enfrentar se for preciso!

Voa muito, mas nunca o suficiente para se perder, pois tudo que precisa tem em seu ninho.

Passa pelo inverno com muita força de vontade, assim como o noivo que espera sua amada ansiosamente no altar, na frente de todos, trespassado de vergonha e nervosismo, o pássaro fica ali esperando o grande sol aparecer no horizonte, como a noiva que atravessa a igreja.

Para ele ser um pássaro é tudo e nada é vento no rosto e chuva no corpo, mais acima de tudo e todos, ele é livre….

Sentir-se um pássaro é fácil o complicado é passar por essas dificuldades e mesmo assim não perder a leveza.

 

(Fernanda de Ramos)

 

 

 

publicado por artedasao às 12:08

Sexta-feira, 21 de Setembro de 2012

O velho pedreiro

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Um velho pedreiro que construía casas estava pronto para se aposentar.

Ele informou o chefe, do seu desejo de se aposentar e passar mais tempo com sua família. Ele ainda disse que sentiria falta do salário, mas realmente queria se aposentar.

 

A empresa não seria muito afectada pela saída do pedreiro mas o chefe estava triste em ver um bom funcionário partindo e ele pediu ao pedreiro para trabalhar em mais um projecto como um favor.

O pedreiro não gostou mas acabou concordando. Foi fácil ver que ele não estava entusiasmado com a ideia. Assim ele prosseguiu fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados.

 

Foi uma maneira negativa dele terminar a carreira. Quando o pedreiro acabou, o chefe veio fazer a inspecção da casa construída. Depois deu a chave da casa ao pedreiro e disse:

"Esta é a sua casa. Ela é o meu presente para você".

O pedreiro ficou muito surpreendido. Que pena! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito tudo diferente….

 

O mesmo acontece connosco. Nós construímos nossa vida, um dia de cada vez e muitas vezes fazendo menos que o melhor possível na sua construção.

Depois, com surpresa, nós descobrimos que precisamos viver na casa que nós construímos. Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos tudo diferente.

Mas não podemos voltar atrás.

Tu és o pedreiro. Todo dia martelas pregos, ajustas tábuas e constróis paredes. Alguém já disse que:

"A vida é um projecto que você mesmo constrói".

 

Tuas atitudes e escolhas de hoje estão construindo a "casa" em que vai morar amanhã. Portanto a construa com sabedoria!

E lembre-se:

Trabalhe como se não precisasse do dinheiro. Ame como se nunca tivessem, lhe magoado antes. Dance como se ninguém estivesse olhando.

 

(Autor desconhecido)

 

 

publicado por artedasao às 10:11

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2012

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Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egipto, com o objectivo de visitar um famoso sábio.

 

O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.

 

Onde estão seus móveis? - Perguntou o turista. E o sábio, bem depressa, perguntou também: E onde estão os seus...? Os meus?! - Surpreendeu-se o turista - mas eu estou aqui só de passagem! Eu também... - Concluiu o sábio.

 

"A vida na Terra é somente uma passagem... No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente, e esquecem de ser feliz."

 

(FenixFaustine)

 

 

publicado por artedasao às 11:09

Quarta-feira, 19 de Setembro de 2012

Ponte do Infante

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Conta a lenda que dormia

Uma Princesa encantada

A quem só despertaria

Um Infante, que viria

De além do muro da estrada.

 

Ele tinha que, tentado,

Vencer o mal e o bem,

Antes que, já libertado,

Deixasse o caminho errado

Por o que à Princesa vem.

 

A Princesa adormecida,

Se espera, dormindo espera,

Sonha em morte a sua vida,

E orna-lhe a fronte esquecida,

Verde, uma grinalda de hera.

 

Longe o Infante, esforçado,

Sem saber que intuito tem,

Rompe o caminho fadado,

Ele dela é ignorado,

Ela para ele é ninguém.

 

Mas cada um cumpre o destino

Ela dormindo encantada,

Ele buscando-a sem tino

Pelo processo divino

Que faz existir a estrada.

 

E, se bem que seja obscuro

Tudo pela estrada fora,

E falso, ele vem seguro,

E vencendo estrada e muro,

Chega onde em sono ela mora,

 

E, inda tonto do que houvera,

À cabeça, em maresia,

Ergue a mão, e encontra hera,

E vê que ele mesmo era

A Princesa que dormia.

 

(Fernando Pessoa)

 

 

publicado por artedasao às 11:20

Terça-feira, 18 de Setembro de 2012

Guindais....

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Hoje estava na Cidade e vi um empresário abraçar um mendigo. Logo depois assisti na TV que Israel e a Palestina entraram em paz. Também hoje descobriram a cura da SIDA e esta está sendo distribuída de graça. Quase agora o governo Chinês acabou com a censura no seu País. A Coreia do Norte e do Sul se uniram para acabar com o sofrimento do seu povo. Nesse momento os Islâmicos extremistas declararam paz ao ocidente e o ocidente aceitou sem nenhum interesse escuso. Nesse momento todos os habitantes do planeta se consciencializaram que devem proteger o planeta de si mesmos e de todas as suas indústrias, poder e egoísmo. Os ricos doaram um terço de suas riquezas para acabar com a fome nos países pobres. Todos os países que tinham desenvolvimentos de armas atómicas assumiram suas pesquisas e acabaram com essa loucura. No Brasil acabou a corrupção. No Rio de Janeiro a violência também teve fim. Não há mais fome, nem analfabetismo no planeta. Todos têm direitos iguais. E o acesso à educação e cultura é igual para todos. Tudo isso aconteceu hoje. Hoje enquanto estava sonhando….

 

(Jeferson Souto)

 

  

publicado por artedasao às 12:12

Segunda-feira, 17 de Setembro de 2012

Pontes D. Maria Pia e São João

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Retrato do poeta quando jovem

 

Há na memória um rio onde navegam

Os barcos da infância, em arcadas

De ramos inquietos que despregam

Sobre as águas as folhas recurvadas.

 

Há um bater de remos compassado

No silêncio da lisa madrugada,

Ondas brancas se afastam para o lado

Com o rumor da seda amarrotada.

 

Há um nascer do sol no sítio exacto,

À hora que mais conta duma vida,

Um acordar dos olhos e do tacto,

Um ansiar de sede inextinguida.

 

Há um retrato de água e de quebranto

Que do fundo rompeu desta memória,

E tudo quanto é rio abre no canto

Que conta do retrato a velha história

 

(José Saramago)

 

 

publicado por artedasao às 11:04

Domingo, 16 de Setembro de 2012

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Cidade de gente importante,

Uma Cidade que permanece radiante

De montante a jusante brilhante.

Uma Cidade com vida,

Em que vemos uma grande Nação

Nos alicerces bem construída.

Possuidora de uma das Universidades

Mais belas do mundo, mas contudo.

Aqui feitos grandes Doutores,

Escritores, e sabedores.

Ai não sei o que seria de mim!

Se esta Cidade não existisse

Eu não estaria aqui neste mundo.

Não estaria a escrever, hoje, neste dia.

E na sociedade a que pertenço sentir-se-ia

Em parte vazia sem conhecer este nobre Português.

Que Deus fez, refez, no fundo modelou, e falou:

Tu és quem és por que mereces ser, seja o que quer

Que fores pensa nas consequências, nas sequências

Dos teus actos mas não te esqueças honra os teus Antepassados, para que estes não se sintam mal, com tal

Degenerado, que em vez de aprimorar a sua família,

Preferiu estragá-la e acabá-la.

Não te esqueças Renato deves muito a este país,

Mas também a ti mesmo, não te esqueças,

Se continuares assim, se depender de mim serás o que tu Quiseres ser, e assim irás permanecer no futuro feliz,

E irás, como sabes, ser sempre um aprendiz

Com catividade, originalidade nas letras e nos sons

Pois como sabes te oferecem dons.

Coimbra Cidade de Doutores, Engenheiros e de gente

Sapientíssima quer de história, quer de ciências.

Cidade de humilde e de gente forte.

Faz este país forte a Norte, ao Centro e ao Sul,

Gente rodeada de Cultura, de muito boa Literatura.

 

(Renato Alexandre dos Santos Freitas)

 

 

publicado por artedasao às 10:09

Sexta-feira, 14 de Setembro de 2012

Ponte Luiz I

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A Cidade é um chão de palavras pisadas

A palavra criança a palavra segredo.

A cidade é um céu de palavras paradas

A palavra distância e a palavra medo.

 

A cidade é um saco, um pulmão que respira

Pela palavra água pela palavra brisa

A Cidade é um poro, um corpo que transpira

Pela palavra sangue pela palavra ira.

 

A Cidade tem praças de palavras abertas

Como estátuas mandadas apear.

A Cidade tem ruas de palavras desertas

Como jardins mandados arrancar.

 

A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.

A palavra silêncio é uma rosa chá.

Não há Céu de palavras que a Cidade não cubra

Não há rua de sons que a palavra não corra

À procura da sombra de uma luz que não há.

 

(José Carlos Ary dos Santos)

 

publicado por artedasao às 12:42

Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012

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Há quem passa... E deixa só cicatrizes.

Há quem passa... Semeando flores.

Há quem passa... Banhando-nos em lágrimas.

Há quem passa... Disposto a secá-las.

Há quem passa... Torcendo por nossa vitória.

Há quem passa... Aplaudindo nossos fracassos.

Há quem passa... Ajudando-nos a levantar.

Há quem passa... Fazendo-nos cair.

Há quem passa... Como sombra.

Há quem passa... Como luz.

Há quem passa... Como pedra no caminho.

Há quem passa... Como pedra de construção.

Há quem... Para todo deslize vê uma falha irreparável.

Há quem... Nos oferece o perdão.

Há quem... Ignora nossos erros.

Há quem... Nos ajuda a corrigir.

Há quem passa... Rápido, veloz, despercebido.

Há quem... Deixa marcas profundas.

Há quem... Simplesmente passa.

Há, porém, quem... Fica para sempre no nosso coração!

 

Você está no meu!!!!! Beijos

 

(Desconheço o Autor)

publicado por artedasao às 11:59

Quarta-feira, 12 de Setembro de 2012

Ponte Pênsil da Barca (Trofa) - 1858, Desaparecida a 15/01/1935 - -Reprodução da autoria de Alberto Lima

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Eles

 

Eles tentaram nos impedir

A passagem pela ponte

Travando palavras e desenvolvimento

Nesta boa busca

Na estrada do melhor horizonte

 

Eles tentaram sem sucesso

Fragilizar nossas defesas

Superiores a cada momento

De ataques e incertezas

 

Eles são tão fracos

Pobres almas adormecidas

Em sentimentos menos nobres

Continuarão eternas desmerecidas

 

Eles seguirão cegos

Enquanto nós, vacinados

Seguiremos outras direcções

Imunes, livres e adiantados

 

(William Contraponto)

 

publicado por artedasao às 20:29

Terça-feira, 11 de Setembro de 2012

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Gaivota, trazida pelo vento,

Corta o ar, envolta em brumas.

De tão leve aninha as plumas

E faz o mar unir-se ao firmamento.

 

Lança-se em vão no infinito,

Envolve-nos em sua dança.

Exibe-se com graça e avança

Ruflando as asas de um modo tão bonito

 

E da janela observo tudo á volta

Mas o que mais me encanta é a gaivota

No seu voo alto e fiel.

 

Pássaro de brancura alva

Feito um brilho de estrela-d’alva

A desenhar pela manhã a flor do céu.

 

(Luciana Mara Ribeiro)

 

publicado por artedasao às 12:49

Segunda-feira, 10 de Setembro de 2012

Fonte Luminosa no Centro de Viseu

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Agora, tudo acabou...

A fonte secou

A luz se apagou

A cortina fechou

A taça quebrou

De nós, o que restou

O corpo quebrado

O sonho acabado

O coração calado

Um dia, tudo termina

A alma confina

A tristeza do coração

A dor da ilusão

O coral termina a canção

E agora, tudo acabou...

A promessa quebrou

A solidão que restou

No corpo caído

Coração sem sentido

Que quisera sonhar

Que quisera amar

Que ousou se entregar

Mas agora, tudo acabou

A hora passou

A alegria, a tristeza levou

De nós o que restou

Um anjo caído

De asa quebrada

Coração partido

E alma despedaçada.

 

(Francene Arnaut)

 

 

publicado por artedasao às 15:23

Domingo, 09 de Setembro de 2012

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Vejo pessoas acorrentadas na rotina

Outras atrás das grades

Algumas em busca da sobrevivência

Outros só atraem vaidade!

 

Pessoas se corrompendo por dinheiro

Umas juntando rancor, má-fé, vingança... Desespero!

Alguns desistindo de ter vida

Outros vivem até demais... Experiência com sabedoria!

Tantas pessoas ao nosso redor passam até despercebidas.

 

Tudo porque a paz já não existe

Agora "tudo" tem final triste!

Tantos génios já se foram

Tantas vozes se calaram

O bom da música acabou... Meu ouvido se isolou!

Relembrar e reviver é o que restou!

 

A felicidade foi morar longe

O amor se encontra velho, frio, onde se esconde?

E a verdadeira "VIDA"? Foi parar aonde?

Vou procurar, fazer de tudo para beber dessa fonte.

 

Vejo cultura se degradar lentamente

O povo nem quer mais saber da mente

A natureza some rapidamente... Ah! Que vergonha é essa?

Creio que seja a má administração do homem que só tem pressa

Estamos perecendo num mar de hipocrisia

Onde se deposita o voto no bolso do político vigarista.

 

O ar!? Já não respiraremos

Água!? Já não beberemos

E quem riu do nordeste

Vai virar "Cabra da Peste"

Calor vai ter de monte, vão morar debaixo da ponte

Ah?! Não é lugar digno? Por quê na hora de poluir deu risada e jogou o lixo?

Agora descerão lágrimas de arrependimento, da sociedade que só soube pensar em dinheiro

Dinheiro agora não será água, comida, nem casa!

Vai ficar vagando com sua família no meio do nada...

Infelizmente.

Cada um, caminha junto com a quebrada!

 

(Cauê Drumond)

 

publicado por artedasao às 15:54

Sábado, 08 de Setembro de 2012

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Talvez não ser,

É ser sem que tu sejas,

Sem que vás cortando

O meio-dia com uma

Flor azul,

Sem que caminhes mais tarde

Pela névoa e pelos tijolos,

Sem essa luz que levas na mão

 

Que, talvez, outros não verão dourada,

Que talvez ninguém

Soube que crescia

Como a origem vermelha da rosa,

Sem que sejas, enfim,

Sem que viesses brusca, incitante

Conhecer a minha vida,

Rajada de roseira,

Trigo do vento,

 

E desde então, sou porque tu és

E desde então és

Sou e somos...

E por amor

Serei... Serás...Seremos...

 

(Pablo Neruda)

publicado por artedasao às 14:12

Sexta-feira, 07 de Setembro de 2012

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A lua, a praia, o mar

A rua, a saia, amar...

Um doce, uma dança, um beijo,

Ou é a goiabada com queijo?

Afinal, o que faz você feliz?

Chocolate, paixão, dormir cedo, acordar tarde,

Arroz com feijão matar a saudade...

O aumento, a casa, o carro que você sempre quis

Ou são os sonhos que te fazem feliz?

Um filme, um dia, uma semana

Um bem, um biquíni, a grama...

Dormir na rede, matar a sede, ler...

Ou viver um romance? O que faz você feliz?

Um lápis, uma letra, uma conversa boa

Um carinho, café com leite, rir à toa,

Um pássaro, ser dono do seu nariz...

Ou será um choro que te faz feliz?

A causa, a pausa, o sorvete,

Sentir o vento, esquecer o tempo,

O sal, o sol, um som

O ar, a pessoa ou o lugar?

Agora me diz,

O que faz você feliz?

 

(Pão De açúcar)

 

publicado por artedasao às 11:50

Quinta-feira, 06 de Setembro de 2012

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Dói mergulhar em um retracto

E lembrar-se de um tempo

Que o vento levou

Dói assistir o passado

Com a lembrança do lado

Com a dor do que já passou

 

Porquê, que tem que ser assim

Porque o passado não volta para mim

Porque eu não sou mais quem achei ser

Porque o relógio parou de tocar

Porque as fotos não podem voltar

Porque o tempo que já passou

Jamais vai chegar

 

Sempre perguntei as verdades nas horas erradas

Mais sempre soube e sei

Qual a carta marcada, do jogo da vida

Mais, o que posso fazer se o passado jamais vai voltar

Algo que me machuca que me sacode que me faz chorar

Sei que as marcas do tempo

 

Levada pelos ventos

São momentos quaisquer

Mais, também sei que a verdade

Só é felicidade, quando tem o que quer.

 

(William Diniz)

 

publicado por artedasao às 15:51

Quarta-feira, 05 de Setembro de 2012

 

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Nesse fosco baú de lembranças

Guardo acorrentada a minha esperança

Para que ela não mais me escape

Para que ela não se afunde nesse mar

Mar escuro, cheio de tubarões

Tubarões sem alma, comedores de corações!..

Por de baixo daquela pedra mágica

Ficam esmagadas as minhas risadas

Para que mesmo destruídas

Eu possa guardá-las

Guardá-las para o resto de minha jornada!..

Dentre aquele cardume de peixes dourados

Existem fagulhas de meu passado

Fagulhas intensas e tristes

Que me obrigaram a crescer e a esquecer,

Esquecer dos contos de fadas

Das pessoas que por mim foram amadas

E da inocência que me foi tirada!

Tudo que guardo neste baú é o que sou

O que já sonhei

É o que não consegui conquistar,

É o que ainda hei de amar (..)

 

(Débora Cristina Gallazzini)

 

 

publicado por artedasao às 14:17

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Olá Maria da Conceição!Encontrei ao acaso o seu bl...
Gostei imenso... De encontrar esses versos soltos ...
Maravilhosa tarde de segunda-feira para ti doce am...
Muito interessante!! Eu nunca tinha visto jarros c...
Uma fotografia muito linda!! Adoro pavões!!
Mais um belo poema e uma fotografia perfeita!!
Gostei muito deste poema!! Verdadeiramente encanta...
Muito linda
Ouvir o eco de nossas próprias palavras nos dá a i...
Belo poema, imagem ainda melhor!Dylan
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