TRABALHOS de ARTES DECORATIVAS em: Madeira, Vidro, Velas, Chacota, Arte Floral, Eva, Patchwork, Pintura, Fotografia e Scrapbooking

Terça-feira, 30 de Abril de 2013

(Envelope para ofertar um Álbum de recordações)

 

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O Jardim

 

Existe um jardim antigo com o qual às vezes sonho,

Sobre o qual o sol de Maio despeja um brilho tristonho;

Onde as flores mais vistosas perderam a cor, secaram;

E as paredes e as colunas são ideias que passaram.

 

Crescem heras de entre as fendas, e o matagal desgrenhado

Sufoca a pérgula, e o tanque foi pelo musgo tomado.

Pelas áleas silenciosas vê-se a erva esparsa brotar,

E o odor mofado de coisas mortas se derrama no ar.

 

Não há nenhuma criatura viva no espaço ao redor,

E entre a quietude das cercas não se ouve qualquer rumor.

E, enquanto ando, observo, escuto, uma ânsia às vezes me invade

De saber quando é que vi tal jardim numa outra idade.

 

A visão de dias idos em mim ressurge e demora,

Quando olho as cenas cinzentas que sinto ter visto outrora.

E, de tristeza, estremeço ao ver que essas flores são

Minhas esperanças murchas e o jardim, meu coração.

 

(H. P. Lovecraft)

 

publicado por artedasao às 18:19

Segunda-feira, 29 de Abril de 2013

(Álbum de Bebé para mais tarde Recordar com Envelope de Oferta)

 

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Paz é o sorriso puro

Do bebé que dorme sonhando,

É o beija- flor que saltita

Coreografias desenhando.

 

Paz é o olhar da lua

Sentinela dos namorados,

É o gosto de ser tua

Hoje e também no passado.

 

É a brisa refrescante

Que acaricia minha face,

É a fisionomia tranquila

De quem não usa disfarce.

 

É a luz do vaga-lume

Piscando na escuridão,

É o amor sem ciúme

Que prende meu coração.

 

Paz é o sol nascendo

É o grilo que faz cri, cri,

Paz é o teu despertar

Quando estou perto de ti.

 

Paz é o regato manso

Que desliza sobre a areia,

É o amor que nos une

Como sangue em nossas veias.

 

(IsisDumont)

 

publicado por artedasao às 17:41

Domingo, 28 de Abril de 2013

(Prato em Vidro com Técnica do Pingado e com folha de Alumínio)


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Hoje é um dia simples

Sem data especial

Sem nada de diferente

Eu caminho pela casa sozinha

A lua parece alegre no céu

Tudo conspira pra minha alegria

Mas falta um pedaço

O melhor pedaço

Uma tristeza no peito

Uma confusão na cabeça

Quando o dia chega encontro refugio

Mas coisas importantes que faço

Mas a noite eu adoeço de solidão

E toda a minha imaginação

Vira minha companhia

As vezes boa, as vezes má

É tão estranho viver sem mim

Me sinto uma turista na minha própria vida

Passeando

Conhecendo cada canto meu

Sentindo desinteresse por tudo

E pensando no que realmente me faz bem

Queria, me transportar pra perto de você

E me recarregar no calor do seu abraço

No seu carinho sincero

Na sua força perfeita

Mas desmereço tudo

E vivo desse deserto

Dessa ventania de areia na cara

Procurando, tentando sem sucesso

Por alguém que não esta mais

Que não vive mais

Isso me faz tão pequena

Por trás de toda minha vida

Eu subestimei o destino

E agora estou de novo aqui...

 

(Carla Veloso)

 

publicado por artedasao às 14:51

Sábado, 27 de Abril de 2013

( e Decorativas)


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O que escrevo é impossível descrever

 

 

À luz de velas é difícil se apagar

 

Até o infinito é mais fácil decifrar

 

Brancos no preto, tarda a acender

 

Noite estrelada, tarda o amanhecer

 

 

Noite escura que se esqueceu de acabar

 

Raios da manhã se esqueceram de aparecer

 

Uma sombra teima a iluminar

 

A luz insiste em iludir

 

Uma vida inteira a acordar

 

Inúmeras noites sem dormir

 

 

Palavras mais sinceras com letras ilegíveis

 

Imagens abstractas com tintas invisíveis

 

Pretos no branco na margem da reflexão

 

Verdades expostas na mais clara escuridão

 

Extinto de menino, sentimento em extinção

 

 

(Junior Fortini)

 

publicado por artedasao às 13:59

Sexta-feira, 26 de Abril de 2013

(Convite para um Qualquer Evento)

 

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Onde está a felicidade? No amor, ou na indiferença? Na obediência, ou no poder? No orgulho, ou na humildade? Na investigação, ou na fé? Na celebridade, ou no esquecimento? Na nudez, ou na prosperidade? Na ambição, ou no sacrifício? A meu ver, a felicidade está na doçura do bem, distribuído sem ideia de remuneração. Ou, por outra, sob uma fórmula mais precisa, a nossa felicidade consiste no sentimento da felicidade alheia, generosamente criada por um ato nosso.

 

(Rui Barbosa)

 

publicado por artedasao às 13:41

Quinta-feira, 25 de Abril de 2013

(Convite para Aniversário de Casamento)

 

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Até que a morte os separe

 

O filósofo Arthur Schopenhauer disse que o casamento é uma dívida que se obtém na juventude e se paga na velhice, mas na época em que ele disse isso a separação era algo praticamente incomum, e de facto só a morte separava um casamento, o que fazia talvez com que os maridos mandassem assassinar suas mulheres e elas, seus maridos.

 

Hoje em dia as coisas estão mais fáceis, as pessoas terminam tão rápido, às vezes só até acabar a lua-de-mel, mas o padre ainda continua dizendo a sentença final: até que a morte os separe. Seria mais fácil dizer “até quando vocês não aguentarem mais olhar para cara um do outro”, pois sempre chega esse momento, uns casais preferem terminar, outros preferem se torturarem e empurrar com a barriga, até que finalmente a morte os separe...

 

Essa coisa de casamento precisa ser inovada, ter novas regras, acompanhar a mudança de século, acompanhar as mudanças climáticas, as vontades. Precisa ter uma nova cara, sinceramente, não conheço uma pessoa que seja casada e completamente satisfeita, ou feliz por inteira. O casamento deveria completar os espaços que faltam para gente ser feliz por inteiro, mas isso só acontece no começo, na lua-de-mel, afinal a lua-de-mel é para adoçar o começo, pois depois é uma amargura que só.

 

Tudo bem que eu ainda não sou casado, talvez não seja assim mesmo, mas pelos exemplos que vejo, já estou traumatizado, mas de uma coisa eu tenho certeza, a sentença final deveria mudar, os Padres deveriam dizer: Até que o Amor acabe.

 

(Maicon Carlos)

 

publicado por artedasao às 13:59

Quarta-feira, 24 de Abril de 2013

(Garrafa Craquelada e com Découpage)

 

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Meia garrafa e uma poesia.

 

Outra noite no mesmo bar,

aquela garota com uma tatuagem

tocava em sua guitarra

Ódio, Amor e Coragem

 

Aqueles; velhos acordes

ainda soam perfeitos,

ainda contam a minha vida

e também cantam meus defeitos

 

A onda fria queimava na minha garganta.

A guitarra chorava e a garota sorria

que nem minha tristeza já parecia tanta

 

Todo homem naquele bar sofria,

sendo por ouro, mulheres ou ganas.

A bebida gelada descia

e ainda queimava na minha garganta.

 

"Quem não encontrou o amor, anda perdido nos vícios".

Ouvi de um velho ao meu lado

que mesmo choroso mostrava um sorriso.

 

Pergunto a todos aqui

e a quem souber, agradecerei.

Como querer largar este vicio,

se meu amor eu já encontrei?

 

Meu vicio não é bebida,

nem drogas, posso, lhes dizer! 

Eu só bebo para amenizar,

a dor que venho a sofrer

 

Viver longe de quem se ama

eu afirmo, não é viver!

 

Assim como a lua precisa do sol,

eu preciso te amar,

mesmo que do outro lado do mundo

Sem você, eu não sei brilhar.

 

Meu vício é querer estar perto

e também é, querer amar

alguém que está longe de mim,

mas sei que um dia irá voltar.

 

Nunca é uma causa perdida

quando se ama, de verdade

e a distância é só um degrau

entre a tristeza e a felicidade!

 

(Somenteigor)

 

publicado por artedasao às 14:30

Terça-feira, 23 de Abril de 2013

(Convite de Aniversário scrapbooking)

 

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Convite


Não sou a areia onde se desenha um par de asas ou grades diante de uma janela.

Não sou apenas a pedra que rola nas marés do mundo, em cada praia renascendo outra.

Sou a orelha encostada na concha da vida, sou construção e desmoronamento, servo e senhor, e sou mistério

A quatro mãos escrevemos este roteiro para o palco de meu tempo: o meu destino e eu.

Nem sempre estamos afinados, nem sempre nos levamos a sério.


(Lia Luft)

 

publicado por artedasao às 15:28

Segunda-feira, 22 de Abril de 2013

(Garrafão em Vidro Craquelado e com Découpage)

 

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“ Achada a garrafa,

Não tinha dentro génio nenhum

Para atender meus três desejos:

Boca para encher de beijos

Bolso onde sobrasse algum

Alegria repartida a esmo.

Mas tinha muita pinga

O que vinha a dar no mesmo.”

 

(Ulisses Tavares)

 

publicado por artedasao às 12:21

Domingo, 21 de Abril de 2013

(Igreja Matriz de Santo Ildefonso)

 

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Soneto a quatro mãos

 

Tudo de amor que existe em mim foi dado

Tudo que fala em mim de amor foi dito

Do nada em mim o amor fez o infinito

Que por muito tornou-me escravizado.

 

Tão pródigo de amor, fiquei coitado

Tão fácil para amar, fiquei proscrito

Cada voto que fiz ergueu-se em grito

Contra o meu próprio dar demasiado.

 

Tenho dado de amor mais que coubesse

Nesse meu pobre coração humano

Desse eterno amor meu antes não desse.

 

Pois se por tanto dar me fiz engano

Melhor fora que desse e recebesse

Para viver da vida o amor sem dano.

 

(Vinícius de Moraes)

 

publicado por artedasao às 18:18

Sábado, 20 de Abril de 2013

(Sabonete com Decoupagem e Galão)

 

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Hoje quero- lhe presentear com,    

Uma borracha para apagar tudo que te desagrada.

Um sabonete para retirar as marcas ruins do dia-a-dia.

Uma tesoura para cortar tudo aquilo que te impede de crescer.

Um frasco transparente para conservar os seus sorrisos.

Lentes corretoras da visão que lhe permita enxergarem com amor o próximo.

Um cofre para guardar as lembranças construtivas e edificantes.

Um zipe para fechar sua boca quando necessário, e outro para abrir seu coração.

Um relógio para mostrar que é sempre hora de amar.

Um rebobinado de filmes, para recordar os momentos mais felizes de sua vida.

Sapato da moral e da ética para pisares com firmeza e segurança por onde quer que for.

Uma balança para pesar tudo que é vivido e experimentado.

Um espelho para admirar uma das obras mais perfeita de Deus.

"VOCÊ"!!!

 

(Autor Desconhecido)

 

 

publicado por artedasao às 15:55

Sexta-feira, 19 de Abril de 2013

(Vela trabalhada com Tecido)

 

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Caminhos

 

Na vida existem caminhos...uns tortuosos, outros dolorosos, outros planos.

Caminhos, que nos fazem trilhar horas de intensa felicidade, de infinitas verdades, caminhos que inspiram o nosso pensar.

Há caminhos atraentes, cuja trilha enche a vista, mas são caminhos enganosos, fraudulentos, traiçoeiros.

Há quem encontre no caminho uma sombra onde repousar, onde declinar a cabeça, respirar o ar puro da natureza, revigorar as forças e fazer um novo começo.

Caminhos...

De dor e desespero, caminhos do pavor e do medo, do desconhecido e também de segredos.

Caminhos que não te deixam opção, onde deves ponderar e até duvidar do que diz o coração.

Caminhos e trajectórias de esperança e de vontades, caminhos que te levam a liberdade. Caminhos que te dizem o que fazer, onde está a razão e onde encontrar o querer.

Caminhos que impedem de ser covarde. Caminhos que gritam onde está a minha felicidade.

Então...Caminho nesse sol causticante, na estrada da vida que outrora fora errante.

Caminho a passos largos porque tenho pressa. Deixando assim, a dúvida e o medo que resta, caminho em busca do que acredito, não sei se estarei em caminhos próximos ou longe do que vivo, caminho simplesmente...

 

(Elke Sandra)

 

publicado por artedasao às 11:45

Quinta-feira, 18 de Abril de 2013

(Este quadro de Uvas foi a minha primeira pintura)

 

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Vida Vivida

 

À batida do tambor

O horror da traição

Uma taça de vinho sobre a mesa

Uma meia largada no chão

 

A simplicidade da vida

A complicação no amor

E a experiência com a dor

Forma uma vida bem vivida

 

Não aprendi a lidar com as diferenças

Fui obrigado a aceitar as consequências

Não tive medo das verdades e muito menos das mentiras

Mas de onde veio tanta expiração?

 

Se em seu coração não havia nenhuma menina!

E se não a achei, foi azar.

Mas se pude encontrá-la não posso negar,

Que a competência teimou a acompanhar-me!

 

Não sei se foi ingratidão,

Ou compaixão de sua parte.

Modéstia á parte, você me surpreendeu com sua bela face!

Como a arte de Picasso e com o coração revestido de aço.

 

(Hudson Charles)

 

publicado por artedasao às 14:21

Quarta-feira, 17 de Abril de 2013

(Caixa em Madeira Pintada, Trabalhada com Découpage e Guardanapo. O Copo é Decorado com Areira )

 

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Nossa vida

É cheia de caminhos intermináveis

Inúmeras pedras...

abismos...

Rectas infinitas...

Sinuosas estradas.

Mas não deixamos de caminhar adiante

Por não sabermos

O que o destino ali adiante

Nos reservará...

Caminhamos sempre em frente

Algumas vezes olhando para, traz

Por sorte

Ou azar

Não sabemos no que vai dar

medos...

Existem a todo instante

coragem...

determinação...

Muitas vezes nos fazem acreditar

Dizem que o futuro se escreve hoje

Vamos encarar a vida

Levantar a cabeça

E olhar adiante...

voar...

sonhar...

imaginar...

São armas poderosas

Na busca contínua de acertar.

Levantemos a cabeça

E em frente seguiremos

Para no futuro prosperar.

 

(Marcelo Fouquet Rosembrock)

 

publicado por artedasao às 12:27

Terça-feira, 16 de Abril de 2013

(Pintura tridimensional com moldura) 

 

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Toda pintura, por mais bela que seja,

sem uma moldura é uma pintura e nada mais,

falta-lhe brilho e formosura.

Depois de uma moldura,

uma pintura não é mais uma pintura,

é uma obra de arte.

Assim é o nosso rosto sem um sorriso.

Por mais belo que seja o nosso rosto,

sem um sorriso é um rosto e nada mais.

Com um sorriso, o nosso rosto não é apenas um rosto,

é um retracto de nossa mais expressiva beleza.

Experimente fazer uma plástica automática nesse rosto:

SORRIA!

 

(Nilson Soares)

 

publicado por artedasao às 13:31

Segunda-feira, 15 de Abril de 2013

(Vela Trabalhada com Tecido)

 

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São essas pequeninas coisas bordadas com fios de afectos no tecido áspero do cotidiano, que enfeitam com gotinhas açucaradas a nossa alma.

 

(Elza Nack)

 

publicado por artedasao às 12:04

Domingo, 14 de Abril de 2013

(Envelope para guardar ou ofertar lembranças)

 

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História menino poeta

 

Vejo um singelo menino,

Na calçada de sua casa

Com um pedaço de papel e um toco de lápis.

Parece-me pensativo, a pobre criança.

De repente a criança começa um escrito,

E eu a observo lá de longe:

Parece-me triste, a pobre criança.

Fico-me perguntando:

O que faz uma criança escrevendo na calçada?

Percebo no olhar do menino, que ele sofre muito.

 

Então, outras crianças daquele bairro aproximam-se do garoto,

Que concentrado não percebe o barulho que se aproxima,

As crianças gritando o chamam pra brincar,

E sem olhar pro lado responde que os poemas não podem esperar.

As crianças o deixam lá sentado e vão pra diversão,

Enquanto ele apenas escreve com o máximo de atenção.

 

Descubro que o menino é um pequeno poeta,

E que sua poesia é apenas seu sofrimento transformado em versos.

Dele me aproximo e me apresento.

Peço a ele que me deixe ler o que está a escrever ali,

E sem o menor pudor me entrega folha.

Fico espantado com o que acabara de ler.

Suplico a ele que me dê a tal folha, para guardar comigo.

E ele me responde que sim e diz: Fiz para você amigo!

Ele também me observava de longe então um poema me fez.

Só não entendia porque me chamara de amigo se nem mesmo me conhecia.

Mesmo assim, dei-lhe um forte abraço, derramei algumas lágrimas

E fui embora pelo meu caminho com o menino poeta no coração.

 

(Wallace Neres)

 

publicado por artedasao às 12:39

Sábado, 13 de Abril de 2013

(Prato em vidro trabalhado com emblema Rotary Clube da Trofa e papel de Arroz)

 

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Bom dia, desperte!

Beba logo uma xícara de sorrisos,

Coma um Prato de bom humor!

Tome um banho de alegria

Vista-se de esperança

Perfume-se com paciência

E estará pronto para enfrentar o Dia!

 

(A. Higa)

 

publicado por artedasao às 13:31

Sexta-feira, 12 de Abril de 2013

(Caixa em Latão Pintada e Trabalhada com imagens 3D)

 

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Já procurei um ombro amigo e encontrei, as costas.

Já procurei o calor de um amor e encontrei a frieza de um homem.

Já menti para ter um amor, e encontrei o melhor amor que alguém pode encontrar.

Já falei a verdade, e descobri que a verdade tem duas faces, uma boa e uma ruim.

Já pedi perdão, quando na verdade não havia o que ser perdoado.

Já tentei lutar contra meus sonhos e acabei sonhando mais alto ainda, e caindo cada vez mais e mais.

Já quis só abraçar, tocar sentir o cheiro, e recebi um não.

Já chorei de saudades e descobri que nunca existiu nada para eu sentir saudades.

Já fui feliz em meio as tempestades.

Já fui a felicidade de alguém, hoje eu sou a lembrança triste daquilo que não aconteceu.

Já fiz planos, e descobrir que planos não passa de planos, até que um dia, você pare de planejar e comece a realizar.

Já um Eu Te Amo de descobrir que o amor só existe nas palavras.

Já disse Eu Te Amo e ouvi o silêncio.

Já pedi uma chance para recomeçar e ouvi um não posso.

Já desejei ser outra pessoa e descobri que eu posso ser a melhor pessoa do mundo, desde que eu seja sempre eu mesma.

Já arrependi de ter feito, e de não ter continuado até o fim.

Já pedi pra ser amada e recebi a indiferença.

Já chutei o balde, e descobri que o balde tinha mais coisas que eu imaginava.

Já briguei comigo mesma, por pensar tanto em alguém, e descobrir que era inútil tentar não pensar.

Já quis amor olhando nos olhos, beijando na boca, fazer carinho, dizer Eu te amo baixinho e no fim ficar abraçada, e descobri que os homens não fazem amor e sim sexo, que olhar nos olhos, beijo na boca, carinho, abraço e eu te amo esta fora de moda, eles preferem ter uma boa pegada e fazer o melhor sexo da noite.

Já procurei a felicidade e descobri que ela existe no momento em que não conseguimos ver um palmo há frente do nariz.

Já busquei apoio e encontrei a solidão.

Já dei risadas de raiva e chorei de alegria.

Já me calei para ouvir quando a minha vontade era fazer ser ouvida.

Já fui impaciente, hoje espero paciente por um gesto de carinho.

Já errei muito, hoje tento aprender com meus erros para não comete-los novamente.

Já engoli um choro e desejei boa sorte.

Já pensei que nunca mais iria conseguir ser feliz novamente, e hoje procuro não pensar em nada para conseguir ser feliz novamente.

Já desistir de ter o amor, passei a me contentar com o pouco que você sente por mim.

Já pensei que nunca mais iria-me levantar do tombo, e descobrir que eu sou mais forte que o tombo que levei……

 

(Maria)

 

publicado por artedasao às 12:52

Quinta-feira, 11 de Abril de 2013

(Travessa em barro Pintada e trabalhada com gliter dourado)

 

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Pessoas

 

Eu queria ser um pássaro

Para sobrevoar as Cidades

E descobrir como as pessoas realmente são

 

Eu queria ser um cachorro

Para andar nas ruas escuras das Cidades

Na escuridão da noite

Para descobrir como as pessoas realmente são

 

Eu queria ser um rato

Para entrar em lugares pequenos

E passar despercebido

Para descobrir como as pessoas realmente são

 

Pois sendo um ser humano

Não tenho tempo de observar as pessoas

Pois tenho que me esconder

Para que não descubram quem eu, realmente sou.

 

(João Prebianchi)

 

publicado por artedasao às 13:54

Quarta-feira, 10 de Abril de 2013

(As Três Gérboras Brancas Naturais)

 

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Flor de Papel

 

Para você fiz essa flor, meu amor

E nela dobrei todo o meu querer

A paixão, eu pus em sua cor

E em suas pétalas imagem de flor viva ser

 

E lembra, meu amor

Sempre quando a ver

Que assim como nosso amor

Ela jamais irá morrer

 

(André Moraes)

 

publicado por artedasao às 15:09

Terça-feira, 09 de Abril de 2013

(Caixa em Lata, Pintada e trabalhada com 3 D)

 

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Quem tem dois corações

Me faça presente de um

Que eu já fui dono de dois

E já não tenho nenhum

Dá-me beijos, dá-me tantos

Que enleado em teus encantos

Preso nos abraços teus

Eu não sinta a própria vida

Nem Minh’ alma ave perdida

No azul amor dos teus céus

Botão de rosa menina

Carinhosa, pequenina

Corpinho de tentação

Vem morar na minha vida

Dá em ti terna guarida

Ao meu pobre coração

Quando passo um dia inteiro

Sem ver o meu amorzinho

Cobre-me um frio de Janeiro

No Junho do meu carinho.

 

(Fernando Pessoa)

 

publicado por artedasao às 12:43

Segunda-feira, 08 de Abril de 2013

(As Três Gerberas Fúchsia)

 

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Quero voltar a confiar

 

“Fui criado com princípios morais comuns:

Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos, eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afecto. Inimaginável responder de forma mal-educada aos mais velhos, professores ou autoridades… Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade… Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror… Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão.

Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos. Direitos humanos, para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas em dia é ser tonto… Amnistia para corruptos e sonegadores… O que aconteceu connosco? Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas. Que valores são esses? Automóveis que valem mais que abraços, filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano. Celulares nas mochilas de crianças. O que vais querer em troca de um abraço? A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa. Mais vale uma maquiagem que um sorvete. Mais vale parecer do que ser… Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?

Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores! Quero, me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a vergonha na cara e a solidariedade. Quero a rectidão de carácter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho. Quero a esperança, a alegria, a confiança! Quero calar a boca de quem diz: “temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa. Abaixo o “TER”, viva o “SER”. E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como um céu de primavera, leve como a brisa da manhã!

E definitivamente bela, como cada amanhecer. Quero ter de volta o meu mundo simples e comum. Onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases. Vamos voltar a ser “gente”. Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas. Utopia? Quem sabe?… Precisamos tentar… Quem sabe comecemos a caminhar transmitindo essa mensagem… Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!”.

 

(Arnaldo Jabor)

 

publicado por artedasao às 12:48

Domingo, 07 de Abril de 2013

(Rosa Desabrochando para prazer do nosso Olhar)

 

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Como uma jovem rosa, a minha amada...

Morena, linda, esgalga, penumbrosa

Parece a flor colhida, ainda orvalhada

Justo no instante de tornar-se rosa.

 

Ah, porque não a deixas intocada

Poeta, tu que és Pai, na misteriosa

Fragrância do seu ser, feito de cada

Coisa tão frágil que perfaz a rosa...

 

Mas (diz-me a Voz) por que deixá-la em haste

Agora que ela é rosa comovida

De ser na tua vida o que buscaste

 

Tão dolorosamente pela vida?

Ela é rosa, poeta... Assim se chama...

Sente bem seu perfume... Ela te ama...

 

(Vinícius de Moraes)

 

publicado por artedasao às 11:53

Sábado, 06 de Abril de 2013

(Álbum para recordações em Scrap)

 

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O Pássaro Cativo


Armas, num galho de árvore, o alçapão.

E, em breve, uma avezinha descuidada, batendo as asas cai na escravidão.

Dás-lhe então, por esplêndida morada, a gaiola dourada.

Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos, e tudo.

Por que é que, tendo tudo, há-de ficar o passarinho

Mudo, arrepiado e triste, sem cantar?

É que, criança, os pássaros não falam.

Só gorjeando a sua dor exalam, sem que os homens os possam entender.

Se os pássaros falassem,

Talvez os teus ouvidos escutassem este cativo pássaro dizer:

"Não quero a tua alpista!

Gosto mais do alimento que procuro na mata livre em que a voar me viste.

Tenho água fresca num recanto escuro.

Da selva em que nasci; da mata entre os verdores,

Tenho frutos e flores, sem precisar de ti!

Não quero a tua esplêndida gaiola!

Pois nenhuma riqueza me consola de haver perdido aquilo que perdi...

Prefiro o ninho humilde, construído de folhas secas, plácido, e escondido.

Entre os galhos das árvores amigas...

Solta-me ao vento e ao sol!

Com que direito à escravidão me obrigas?

Quero saudar as pompas do arrebol!

Quero, ao cair da tarde, entoar minhas tristíssimas cantigas!

Por que me prendes? Solta-me, covarde!

Deus me deu por gaiola a imensidade!

Não me roubes a minha liberdade...

QUERO VOAR! VOAR!..."

Estas coisas o pássaro diria, se pudesse falar.

E a tua alma, criança, tremeria, vendo tanta aflição.

E a tua mão, tremendo, lhe abriria a porta da prisão...

 

(Olavo Bilac)

 

publicado por artedasao às 11:34

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Olá Maria da Conceição!Encontrei ao acaso o seu bl...
Gostei imenso... De encontrar esses versos soltos ...
Maravilhosa tarde de segunda-feira para ti doce am...
Muito interessante!! Eu nunca tinha visto jarros c...
Uma fotografia muito linda!! Adoro pavões!!
Mais um belo poema e uma fotografia perfeita!!
Gostei muito deste poema!! Verdadeiramente encanta...
Muito linda
Ouvir o eco de nossas próprias palavras nos dá a i...
Belo poema, imagem ainda melhor!Dylan
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