TRABALHOS de ARTES DECORATIVAS em: Madeira, Vidro, Velas, Chacota, Arte Floral, Eva, Patchwork, Pintura, Fotografia e Scrapbooking

Sexta-feira, 31 de Maio de 2013

(Pulo do Lobo, Rio Guadiana Distrito de Beja Alentejo)

 

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Triste canto

 

 

Pulo de poleiro em poleiro,

 

Não sei mais o que fazer,

 

É minha sina o dia inteiro,

 

Estou preso sem nada entender.

 

 

Qual será o crime que cometi?

 

Fale logo e não me enrola.

 

Vejo pássaros livres, vivendo por aí...

 

Muitos vêm até à minha gaiola!

 

 

Neste teu silêncio eu pude observar,

 

Que desprezas esses pássaros pelo ar,

 

E só me prende porque eu sei cantar,

 

Quanto a eles, estão livres a voar.

 

 

Eu canto é para esquecer,

 

O meu canto é muito triste.

 

Alegria seria... Você me conceder!

 

A liberdade que ainda existe.

 

(Djalma CMF)

 

publicado por artedasao às 12:41

Quinta-feira, 30 de Maio de 2013

(Barco nos Canais da Ria de Aveiro)

 

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Vou imprimir novos rumos

 

Ao barco agitado que foi minha vida

 

Fiz minhas velas ao mar

 

Disse adeus sem chorar

 

E estou de partida

 

Todos os anos vividos

 

São portos perdidos que eu deixo pra trás

 

Quero viver diferente

 

Que a sorte da gente

 

É a gente que faz

 

 

 

Quando a vida nos cansa

 

E se perde a esperança

 

O melhor é partir

 

Ir procurar outros mares

 

Onde outros olhares nos façam sorrir

 

Levo no meu coração

 

Esta triste lição que contigo aprendi

 

Tu me ensinaste em verdade

 

Que a felicidade está longe de ti

 

 

(Paulinho da Viola)

 

publicado por artedasao às 14:41

Quarta-feira, 29 de Maio de 2013

(Escombros das Minas de S. Domingos em Mértola)

 

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Passagem

 

Eu tenho medo da vida!

Eu tenho tanto medo dessa passagem nessa época e nessa terra!

Eu tenho medo a cada virar de esquina

Tenho medo que essa esquina possa virar completamente minha vida!

Eu tenho medo de viver!

Eu quero ter a coragem e a garra de viver cento e dez anos!

E que essa coragem me ensine a ser mais forte

Que essa coragem me traga alegrias

Que esse meu medo seja passageiro

Que a cada virar de esquina me dê mais força para seguir em frente, para seguir viva!

Que o medo de sair de casa passe

Que o medo da escuridão suma

 

Eu quero ter a coragem de um guerreiro junto a força de uma rocha

Eu quero entrar nessa batalha de viver sem me preocupar com o que irá acontecer

Eu quero ser forte como a rocha para aguentar tudo o que a vida me trouxer de cabeça e olhar adiante

Eu quero que daqui a cento e dez anos eu possa falar que vivi e vivi ainda feliz porque eu quis viver!

 

(Sthefanie Sayuri)

 

publicado por artedasao às 13:52

Terça-feira, 28 de Maio de 2013

(Escombros das Minas de S. Domingos em Mértola)

 

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Sabe, eu não gosto

 

De ler pedaços de livros

 

De ver pedaços de filmes

 

Pedaços são destroços

 

E de destroços

 

Já basta a minha alma

 

Ou eu sou oito

 

Ou eu sou oitenta

 

E de pessoas meio-termo

 

Conheço mais de noventa

 

Se for para estragar

 

A minha ''calmaria''

 

A porta da rua, meu bem

 

Será a tua serventia.

 

 

(Pamella Rodrigues de Almeida)

 

publicado por artedasao às 17:47

Segunda-feira, 27 de Maio de 2013

(Rio Cávado em Barcelos)

 

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Quando a última árvore tiver caído,

 

Quando o último rio tiver secado,

 

Quando o último peixe for pescado,

 

Vocês vão entender que dinheiro não se come

 

 

(Greenpeace)

 

publicado por artedasao às 16:13

Domingo, 26 de Maio de 2013

(Travessa em Vidro com Découpage de Guardanapo e Papel de Arroz)

 

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Tempo Certo

 

 

 

Assim Como as Frutas, Tudo Tem Seu Tempo! =)

 

De uma coisa podemos ter certeza:

 

De nada adianta querer apressar as coisas; tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto, mas a natureza humana não é muito paciente.

 

Temos pressa em tudo, aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca por pura ansiedade de não aguardar o Tempo Certo.

 

Mas alguém poderia dizer:

 

Mas qual é esse tempo certo?

 

Bom, basta observar os sinais...

 

Quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do quotidiano, enviarão sinais indicando o caminho certo.

 

Pode ser a palavra de um Amigo, um texto lido, uma observação qualquer; mas com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa!

 

Basta você acreditar que,

 

Nada Acontece Por Acaso!

 

(Maressa Amorim)

 

publicado por artedasao às 14:34

Sábado, 25 de Maio de 2013

(Quinta da Granja Barcelos)

 

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O Velho e a Flor

 

 

 

Por céus e mares eu andei,

 

Vi um poeta e vi um rei

 

Na esperança de saber

 

O que é o amor.

 

 

 

Ninguém sabia, me dizer,

 

Eu já queria até morrer

 

Quando um velhinho

 

Com uma flor assim falou:

 

 

 

O amor é o carinho,

 

É o espinho que não se vê em cada flor.

 

É a vida quando

 

Chega sangrando aberta, em pétalas de amor.

 

 

 

(Vinícius de Moraes)

 

publicado por artedasao às 16:21

Sexta-feira, 24 de Maio de 2013

(Sameiro Braga)

 

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Quem Morre?

 

 

 

Morre lentamente

 

Quem não viaja,

 

Quem não lê,

 

Quem não ouve música,

 

Quem não encontra graça em si mesmo

 

 

 

Morre lentamente

 

Quem destrói seu amor-próprio,

 

Quem não se deixa ajudar.

 

 

 

Morre lentamente

 

Quem se transforma em escravo do hábito

 

Repetindo todos os dias os mesmos trajecto,

 

Quem não muda de marca,

 

Não se arrisca a vestir uma nova cor ou

 

Não conversa com quem não conhece.

 

 

 

Morre lentamente

 

Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, Justamente as que resgatam o brilho dos olhos e os corações aos tropeços.

 

 

 

Morre lentamente

 

Quem não vira a mesa quando está infeliz

 

Com o seu trabalho, ou amor,

 

Quem não arrisca o certo pelo incerto

 

Para ir atrás de um sonho,

 

Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, Fugir dos conselhos sensatos...

 

 

 

Viva hoje!

 

Arrisque hoje!

 

Faça hoje!

 

Não se deixe morrer lentamente!

 

 

 

Não se Esqueça de Ser Feliz

 

 

 

(Martha Medeiros)

 

publicado por artedasao às 14:35

Quinta-feira, 23 de Maio de 2013

(Coreto em Ponte de Lima)

 

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A viagem...

 

A música fala por mim...

 

Expressa um simples momento,

 

Boas sessações,

 

Doces emoções.

 

 

A música me faz viajar...

 

Com ela posso alcançar qualquer lugar,

 

Céu, terra, ar,

 

Minha vontade é de nunca voltar!

 

 

Música...

 

Fonte de vida,

 

De prazer,

 

De alegria!

 

 

A música não é apenas o ato de ouvir...

 

E sim de entender,

 

De interpretar,

 

E sonhar.

 

 

Fugir da realidade!

 

Esse é o verdadeiro prazer de ouvir música,

 

É curtir o momento,

 

E ela apreciar!


 

(Vanessa Rangel)

 

publicado por artedasao às 16:31

Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

(Ponte Nova em Portimão)

 

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A Ponte Para o Sempre

 

 

 

Pensamos que, às vezes, não restou um só dragão.

 

Não há mais qualquer bravo cavaleiro, nem uma única princesa a passear por florestas encantadas.

 

Pensamos, às vezes, que a nossa era está além das fronteiras, além das aventuras. Que o destino já passou do horizonte e se foi para sempre.

 

É um prazer estar enganado.

 

Princesas e cavaleiros, encantamentos e dragões, mistério e aventura... Não existem apenas aqui e agora, mas também continuam a ser tudo o que já existiu nesse mundo.

 

Em nosso século, só mudaram de roupagem. As aparências se tornaram tão insidiosas que as princesas e cavaleiros podem se esconder uns dos outros, podem se esconder até de si mesmos.

 

Contudo, os mestres da realidade ainda nos encontram, em sonhos, para nos dizerem que nunca perdemos o escudo de que precisamos contra os dragões; que uma descarga de fogo azul nos envolve agora, a fim de que possamos mudar o mundo como desejarmos.

 

A intuição sussurra a verdade!

 

Não somos poeira, somos magia!

 

Feche os olhos e siga sua intuição.

 

 

 

(Richard Bach)

 

publicado por artedasao às 16:13

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

(Caixa em Madeira Craquelada e com Aplicações)

 

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O meu rico coração

 

É como um jardim bem florido

 

Tem de tudo, até espinho,

 

Num cantinho, um beija-flor.

 

 

 

Pra ti, um lugar certinho,

 

Onde guardo, escondidinho

 

Todo o meu sincero amor.

 

 

 

Nele, as mais belas rosas,

 

De todas, as mais cheirosas,

 

Que nem as moças formosas

 

Conseguem juntar tanta flor.

 

 

 

Fiz pra ti esse versinho,

 

Pra te dizer, com amor,

 

Que você é meu benzinho

 

E que te espero ansiosa -

 

Não secarei, como a rosa

 

Nem murcharei, como a flor.

 

(Flor D'Açucena)

 

publicado por artedasao às 17:35

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

(O Amor é um Convite de Tortura, que Aceitamos com um Sorriso.)

(Rani Sousa)


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Pastelaria


 

Afinal o que importa não é a literatura nem a crítica de arte nem a câmara escura

 

Afinal o que importa não é bem o negócio nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio

 

Afinal o que importa não é ser novo e galante - ele há tanta maneira de compor uma estante

 

Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício e cair verticalmente no vício

 

Não é verdade rapaz? E amanhã há bola antes de haver cinema madame blanche e parola

 

Que afinal o que importa não é haver gente com fome porque assim – como - assim ainda há muita gente que come

 

Que afinal o que importa é não ter medo de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:

 

Gerente! Este leite está azedo!

 

Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – Rir de tudo

 

No riso admirável de quem sabe e gosta, ter lavados e muitos dentes brancos à mostra

 

 

(Mário Cesariny)

 

publicado por artedasao às 14:17

Domingo, 19 de Maio de 2013

(Barragem da Caniçada no Gerês uma das Maravilhas de Portugal)

 

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Na Margem do Rio Piedra...

 

 

Eu me sentei e chorei.

 

Conta a lenda que tudo que cai nas águas deste rio - as folhas, os insectos, as penas das aves - se transforma nas pedras do seu leito.

 

Ah, quem dera eu pudesse arrancar o coração do meu peito e atira-lo na correnteza, e então não haveria mais dor, nem saudade, nem lembranças.

 

Às margens do rio Piedra eu me sentei e chorei.

 

O frio do inverno fez com que eu sentisse as lágrimas em meu rosto, e elas se misturaram com as águas geladas que correm diante de mim.

 

Em algum lugar este rio se junta com outro, depois com outro, até que - distante dos meus olhos e do meu coração - todas estas águas se misturam com o mar.

 

Que as minhas lágrimas corram assim para bem longe, para que meu amor nunca saiba que um dia chorei por ele. Que minhas lágrimas corram para bem longe, e então eu esquecerei do rio Piedra, do mosteiro, da igreja nos Pirineus, da bruma, dos caminhos que percorremos juntos.

 

Eu esquecerei as estradas, as montanhas, e os campos de meus sonhos - sonhos que eram meus, e que eu não conhecia.''

 

(Paulo Coelho)

 

publicado por artedasao às 12:21

Sábado, 18 de Maio de 2013

(Barco Moliceiro nos Canais no Centro da Cidade de Aveiro)

 

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Timoneiro...

 

 

No barco, SONHOS

 

No leme, FORÇA

 

No mar, CORAGEM

 

No horizonte, ESPERANÇA

 

No infinito, FÉ

 

No coração, AMOR!

 

 

Acima do ter, SER

 

Acima do falar, AGIR

 

Acima do julgar, COMPREENDER

 

Acima de tudo, AMAR!

 

 

Agora vai, timoneiro

 

Singra os mares,

 

Calmos ou revoltos mares existenciais

 

E... Sejas FELIZ!


 

(Maria Aparecida Giacomini Dóro)

 

publicado por artedasao às 12:04

Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

(Barco subindo o Rio Douro)

 

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O Furo no Barco

 

 

Um homem foi chamado à praia para pintar um barco.

 

Trouxe com ele, tinta e pincéis e começou a pintar o barco de um vermelho brilhante, como fora contratado para fazer.

 

Enquanto pintava, viu que a tinta estava passando pelo fundo do barco.

 

Percebeu que havia um vazamento e decidiu consertá-lo.

 

Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi.

 

No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e presenteou-o com um belo cheque.

 

O pintor ficou surpreso:

 

O senhor já me pagou pela pintura do barco! – Disse ele.

 

Mas isto não é pelo trabalho de pintura. É por ter consertado o vazamento do barco.

 

Ah! Mas foi um serviço tão pequeno... Certamente, não está-me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante!

 

Meu caro amigo, você não compreende. Deixe-me contar-lhe o que aconteceu.

 

Quando pedi a você que pintasse o barco, esqueci de mencionar o vazamento.

 

Quando o barco secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria.

 

Eu não estava em casa naquele momento.

 

Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois lembrei-me que o barco tinha um furo.

 

Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos.

 

Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado!

 

Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar a sua "pequena" boa acção.

 

Não importa para quem, quando ou de que maneira, mas, ajude, ampare, enxugue as lágrimas, escute com atenção e carinho, e conserte todos os "vazamentos" que perceber, pois nunca sabemos quando estão precisando de nós ou quando Deus nos reserva a agradável surpresa de ser útil e importante para alguém.


 

(Autor Desconhecido)

 

publicado por artedasao às 12:12

Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

(Rio Mondego em Coimbra)

 

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Adoração

 

 

Tu és rio profundo

 

Em mergulho, a escuridão!

 

Ou o poder adentrar o fim do mundo

 

Somente na imaginação?

 

 

Tu és manso, és sereno,

 

Podes até afirmar que não.

 

Bem sei menino moreno,

 

Tu és minha exactidão!

 

 

E por ti, deixo-me levar!

 

Neste olhar de admiração (?)

 

Ordenando-me o mergulhar

 

  

Em palavras a revelação...

 

Forma diferente, coerente no amar,

 

Eternizada em adoração!

 

 

(Siomara Reis Teixeira)

 

publicado por artedasao às 15:29

Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

(Caixa em Madeira Pintada e Trabalhada com Tecido)

 

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É muito mais preferível uma ponte que uma cerca. Isso é facto.


As pontes interligam situações, pessoas, corações e facilitam nossa passagem. Mas nem sempre existe uma ponte no nosso caminho. Às vezes, ao invés de pontes, nos deparamos com cercas.

As cercas delimitam espaço, propriedade. São elas que dizem até que ponto você pode chegar.

Nossa... Como é triste dar de cara com uma cerca. É tão frustrante. Não há como ultrapassá-la. Não há como chegar do outro lado sem ferir a integridade de alguém. Não há.

E a gente fica olhando assim, de longe, querendo estar lá dentro com as pessoas que ali estão. Mas se elas não nos querem lá, o que fazer?

Talvez esperar que aquela porta da cerca se abra. Sim. Toda cerca tem um lado de passagem que nem sempre é aberta a todos.

O jeito é esperar que essa porta se abra e enquanto isso vamos nos contentar em olhar de longe e não tentar invadir propriedade de ninguém. Isso seria um erro fatal. Invadir espaço de alguém sem o seu consentimento é como usurpar espaço. Um espaço que não é seu.

Mas parece que é mais fácil ficar construindo cercas, barreiras.

Parece que é mais fácil delimitar espaço.

É muito mais fácil vestir aquela armadura de "pessoa forte" e se colocar à distância, mesmo que você sofra com isso.

Porque é tão mais fácil fazer o difícil?

Seria tão mais fácil se, ao invés de cercas, as pessoas construíssem pontes.

Pontes que trouxessem esperança.

Pontes que diminuíssem distância.

Pontes que interligassem pessoas.

Pontes que interligassem... corações...

E nós podemos derrubar cercas e construir essas pontes. Basta apenas, querer.

 

(Jeozadaque Martins)

 

publicado por artedasao às 14:22

Terça-feira, 14 de Maio de 2013

(Rio Douro no Peso da Régua)

 

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Vozes Do Mar

 

 

Quando o sol vai caindo sobre as águas

 

Num nervoso delíquio d’oiro intenso,

 

Donde vem essa voz cheia de mágoas

 

Com que falas à terra, ó mar imenso?…

 

 

Tu falas de festins, e cavalgadas

 

De cavaleiros errantes ao luar?

 

Falas de caravelas encantadas

 

Que dormem em teu seio a soluçar?

 

 

Tens cantos d’epopeias? Tens anseios

 

D’amarguras? Tu tens também receios,

 

Ó mar cheio de esperança e majestade?!

 

 

Donde vem essa voz, ó mar amigo?…

 

… Talvez a voz do Portugal antigo,

 

Chamando por Camões numa saudade!

 

  

(Florbela Espanca)

 

publicado por artedasao às 13:07

Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

(Caixa em Madeira Craquelada e com Imagem 3 D)

 

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O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele, dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele, simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente.

 

 

(Texto budista)


publicado por artedasao às 11:51

Domingo, 12 de Maio de 2013

(Caixa em Madeira Craquelada e Trabalhada com Aplicações 3 D)

 

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Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência.

Isso inclui, idade, peso e altura.

Deixe o médico se preocupar com eles.

Para isso ele é pago.

Frequente, de preferência, seus amigos alegres.

Os de " baixo astral" puxam você para baixo.

Continue aprendendo...

Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa.

Não deixe seu cérebro desocupado.

Uma mente sem uso é a oficina do diabo.

E o nome do diabo é Alzheimer.

Curta coisas simples.

Ria muito e, muito e alto.

Ria até perder o fôlego.

Lágrimas acontecem.

Aguente, sofra e siga em frente.

A única pessoa que acompanha você a vida toda é você mesmo.

Esteja vivo, enquanto você viver!

Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, o que for.

Seu lar é o seu refúgio.

Aproveite sua saúde.

Se for boa, preserve-a.

Se está instável, melhore-a.

Se está abaixo desse nível, peça ajuda.

Não faça viagens de remorso.

Faça uma viagem ao Shopping, para cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas não faça viagens ao passado.

Diga a quem você ama, que você realmente os ama, em todas as oportunidades.

E lembre-se sempre que: a vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego: de tanto rir...

De surpresa...

De êxtase...

De felicidade...

"Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há também aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol".

 

(Pablo Picasso)

 

publicado por artedasao às 14:20

Sábado, 11 de Maio de 2013

(Rio Douro no Peso da Régua)

 

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Entre Sono e Sonhos

 

 

Entre mim e o que em mim

 

É o quem eu me suponho

 

Corre um rio sem fim.

 

Passou por outras margens,

 

Diversas mais além,

 

Naquelas várias viagens

 

Que todo o rio tem.

 

 

Chegou onde hoje habito

 

A casa que hoje sou.

 

Passa, se eu me medito;

 

Se desperto, passou.

 

 

E quem me sinto e morre

 

No que me liga a mim

 

Dorme onde o rio corre —

 

Esse rio sem fim.

 

 

(Fernando Pessoa)

 

publicado por artedasao às 15:46

Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

(Paisagem do Rio Douro na Régua)

 

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Melodrama

 

Eu sou uma mulher espantada

 

O amor me molha toda

 

Me deixa com dor nas costas

 

Ele diz no fundo gosta

 

No fundo ele tem razão

 

 

O amor tinha de ser

 

Mais uma contradição

 

Tinha de ser verdadeiro

 

Confuso e biscateiro

 

Como em toda situação

 

 

Tinha de ter remorso

 

E um querer e não posso

 

E toda essa aflição

 

Tinha de me dar pancada

 

E eu cantar não dói nem nada

 

Com um radiozinho na mão

 

 

Tinha de fazer ameaça

 

Que é pra poder ter mais graça

 

Como toda relação

 

Tinha de ser dolorido

 

 

Rasgar um pouco o meu vestido

 

Depois me pedir perdão

 

E como em todo melodrama

 

Terminar na minha cama

 

Até por falta de opção.

 

 

(Bruna Lombardi)

 

publicado por artedasao às 14:43

Quinta-feira, 09 de Maio de 2013

( Pôr-do-Sol na Régua)

 

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Sem você

 

 

Sem você

 

Não tem amanhecer,

 

Não tem entardecer,

 

Não tem anoitecer,

 

Não tem motivos para crer,

 

Não tem motivos para viver,

 

Da vontade de desaparecer.

 

 

Sem você

 

Não tem verão,

 

Não tem razão,

 

Não tem paixão,

 

É tudo solidão.

 

 

Sem você

 

Não tem amor,

 

Não tem flor,

 

Só tem dor,

 

É um horror.

 

 

Sem você

 

Não tem alegria,

 

Não tem folia,

 

Não tem vida,

 

Não tem beleza,

 

Não tem nobreza,

 

Não tem graça,

 

Não tem raça,

 

É tudo uma desgraça.

 

 

Sem você

 

Não tem verdade,

 

Não tem bondade,

 

Não tem lealdade,

 

Não tem realidade,

 

Não tem honestidade,

 

É só maldade.

 

 

Sem você

 

O amor

 

Torna-se horror,

 

A paixão

 

Pura ilusão.

 

 

(Junio Roza Dias)

 

publicado por artedasao às 12:24

Quarta-feira, 08 de Maio de 2013

(Travessa em Vidro com Découpage e Papel de Arroz)

 

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O Florista

 

 

Havia um garotinho que todos os dias oferecia rosas vermelhas às pessoas que passavam na rua.

 

Para ele, era sagrado.

 

Fizesse chuva ou fizesse sol, não importava: todos os dias lá estava ele a oferecer rosas vermelhas aos que passavam, e sempre com o melhor sorriso no rosto!

 

E havia os que gostavam muito.

 

Havia quem estivesse triste e ficasse alegre.

 

Havia os que ficavam surpresos.

 

E havia até os que iam até ele buscar mais rosas!

 

 

Mas também havia os que dispensavam e até os que reclamavam, como uma certa senhora que falou ao garotinho certa vez:

 

De novo? Outra rosa vermelha?

 

Já estou até cansada de receber todos os dias uma rosa vermelha!

 

Então o garotinho primeiro ficou envergonhado, mas depois, sorrindo, disse para ela:

 

Me perdoe.

 

A senhora merece muito mais do que isso.

 

Por favor, aceite DUAS rosas vermelhas!

 

 

 

(Augusto Branco)

 

publicado por artedasao às 12:38

Terça-feira, 07 de Maio de 2013

(Caixa de Cartão Pintada e Craquelada)

 

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Meia Dúzia de Perguntas e Três Saudades

 

 

 

Aonde é que foi guardada

 

A caixa dos meus amores?

 

Será que vai ser achada

 

Numa casa de penhores?

 

 

 

Aonde é que foi guardada

 

A minha antiga ilusão?

 

Será que vai ser achada

 

Bem junto da solidão?

 

 

 

Aonde é que foi guardada

 

A minha felicidade?

 

Será que vai ser achada

 

Abraçada com a saudade?

 

 

 

Aonde é que foi guardada

 

Minha face iluminada?

 

Será que vai ser achada

 

Perto da luz apagada?

 

 

 

Aonde é que foi guardada

 

A minha forte utopia?

 

Será que vai ser achada

 

Cozida em banho-maria?

 

 

 

Aonde é que foi guardada

 

A agenda do meu futuro?

 

Será que vai ser achada

 

Do outro lado do muro?

 

 

 

Do que perdi, bem distante,

 

Ao longo da caminhada

 

Nada me é mais importante

 

Do que andar despreocupada.

 

 

 

Quisera estar embolada

 

Com os fios do luar.

 

Mas estou é acorrentada

 

Ao viver sem esperar.

 

 

 

Vem um dia e outro dia

 

Uma hora e outra hora.

 

Só me trazem nostalgia

 

Do que de meu: foi embora.

 

 

(Hila Flavia)

 

publicado por artedasao às 10:38

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Olá Maria da Conceição!Encontrei ao acaso o seu bl...
Gostei imenso... De encontrar esses versos soltos ...
Maravilhosa tarde de segunda-feira para ti doce am...
Muito interessante!! Eu nunca tinha visto jarros c...
Uma fotografia muito linda!! Adoro pavões!!
Mais um belo poema e uma fotografia perfeita!!
Gostei muito deste poema!! Verdadeiramente encanta...
Muito linda
Ouvir o eco de nossas próprias palavras nos dá a i...
Belo poema, imagem ainda melhor!Dylan
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