TRABALHOS de ARTES DECORATIVAS em: Madeira, Vidro, Velas, Chacota, Arte Floral, Eva, Patchwork, Pintura, Fotografia e Scrapbooking

Domingo, 30 de Junho de 2013

(Louça em Barro Personalizada, Produzida em Barcelos)

 

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O Barro não ama, não sente, não chora, não sorri, o barro não tem sentimentos, não pensa, o barro não tem pêlos, olhos, boca e nariz, o barro não anda,

NÃO ABRAÇA... Eu não vim do barro!

 

(Júlio César de Melo) 

 

publicado por artedasao às 16:31

Sábado, 29 de Junho de 2013

(Cerejas na Árvore em Resende)

 

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Vida

 

Muitas vezes, a vida mede nossa fé opondo-nos resistência. Os obstáculos fazem parte da caminhada e render-se a eles demonstra fraqueza.

 

Somente através da persistência e do bom ânimo é que conseguimos tornar realidade nossos mais ousados sonhos.

 

Quando se tem a certeza interior de que estamos no caminho certo, nada, nem ninguém, pode ser mais forte que nós mesmos.

 

Possuímos uma força poderosa, capaz de perseverar e conseguir tudo, bastando acreditar firmemente que, mesmo difícil, jamais será impossível.

 

Vale lembrar o ditado: "O IMPOSSÍVEL É O POSSÍVEL QUE NUNCA FOI TENTADO". Chega quem caminha. Estão, caminhe com determinação, jamais duvidando da sua capacidade de vencer.

 

Você pode, se acredita que pode.

 

Todos nós, quando bem-intencionados, somos verdeceres de uma vida nova. E, para tanto, necessário se faz uma acção contínua e persistente no sentido de tornar nossa vida mais próspera e feliz. Sem esforço não existe vitória. Persistência hoje e sempre, persistência mais e muito. E lembre-se: "UM MUNDO MELHOR COMEÇA EM VOCE".

 

Tantas outras constatações invadem o nosso dia-a-dia entrando também no espaço do desenvolvimento espiritual. Diversos são os caminhos, mas uma coisa é certa: o ser humano é resultado de si mesmo, ou seja, ele é consequência natural de seus pensamentos e acções.

 

Viver positivamente é criar uma visão construtiva, amorosa e optimista para melhor actuar neste mundo mágico de Deus.

 

Mas o que é, de forma mais detalhada, ter uma vida positiva?

 

Pois então vou dar algumas dicas preciosas para você conquistar tempos novos e mais prósperos para sua vida querida.

 

Ter uma vida positiva é ter consciência que o universo precisa de você; é lutar pelos SONHOS de maneira determinada; é crescer sem precisar diminuir ninguém; é ter a verdade como um princípio vital; é usar o poder da ousadia construtiva; é saber agradecer e perdoar, fraterna e totalmente; é priorizar a família; é viver cada dia de uma vez, sendo alegre no presente e optimista no futuro; é respeitar o próprio corpo; é se preocupar com os mais carentes; é preservar a natureza; é ter a tenacidade de uma águia, o entusiasmo de uma formiga e a meiguice de um beija-flor; é não se abater nos momentos de dor; é jamais perder a esperança; é ter auto estima; é ser rico em humildade; é sempre fazer a sua parte...

  

(Ana Cíntia)

publicado por artedasao às 15:12

Sexta-feira, 28 de Junho de 2013

(Gaivota Planando em Vila do Conde)

 

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Saudades; é quando a voz tu não alcanças

 

E do peito o coração; arrancas

 

O dá a uma gaivota alada

 

Para que leva até sua amada...

 

 

 

E na volta traz o eco da voz embargada

 

Da princesa na torre trancada

 

Ansiando por seu carinho

 

Por seu calor no ninho

 

 

 

Saudade é a palavra entalada

 

Aquela paixão mal curada

 

O primeiro beijo da princesa encantada

 

O perfume da primeira namorada

 

 

 

Saudade é lágrima na face rolada

 

O lenço guardado onde foi enxugada

 

Aquela camisa do batom dela manchada

 

A fita da secretaria com a voz dela gravada

 

 

 

Saudade é aquela gaveta desarrumada

 

A camisola por ela largada

 

Os cabelos que ficaram no pente

 

A marca dos dedos no tubo de pasta de dente

 

 

 

Existe a saudade boa

 

De andar de mãos dadas na rua à toa

 

Da risada

 

Da pizza requentada

 

 

 

Saudade dos bons momentos

 

Do corpo em brasa, dos movimentos

 

Da saliva adocicada

 

Do suor, da pele salgada

 

 

 

Não, a saudade não é um tormento

 

É um reviver, este sentimento

 

A saudade é se fazer lembrar

 

De como é belo amar

 

 

(Cláudio de Andrade)

publicado por artedasao às 12:28

Quinta-feira, 27 de Junho de 2013

(Casa da Quelha da  Sapateira no Gerês uma das Maravilhas de Portugal)

 

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Casa suspeita

 

 

Talvez eu quisesse ser teu lado mais bonito

 

A parte da tua história mais repleta, plena

 

A coisa certa

 

De uma forma tão serena, tão doce

 

Mas que ao mesmo tempo fosse

 

Selvagem e obscena, violenta até.

 


Que o ódio está sempre contido na paixão

 

E se eu tenho uma paz toda que me enfeita

 

Trago uma casa suspeita dentro do coração

 

 

Trago um crime que cometi ou que vou cometer

 

E jogo contra mim, jogo contra você

 

Vivo do perigo de te fazer enlouquecer

 

No eterno dilema de ser e não ser

 

Ando na beira do que pode acontecer

 

E morro de medo de te perder.


 

(Bruna Lombardi)

 


publicado por artedasao às 15:55

Quarta-feira, 26 de Junho de 2013

(Dizem que quem canta seus males espanta? Por favor, que rufem os tambores, que os sinos toquem e a orquestra me acompanhe.)

 

(Day Anne)


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O Som dos Tambores

 

Sem rotas, sem mapas, sem portas, sem passes.

 

Cem passos os gritos torpedos, os sentimentos sem rumo, as dores.

 

Compassos, o desespero, os arranhões, a vermelhidão.

 

Os vergões nas frestas das feridas abertas, na alma rasgada.

 

Soluços de medo cortando a escuridão.

 

Anseios

 

Vertigens

 

Náuseas

 

Convulsões

 

Coragem em contracções parindo o urro da mulher forte

 

Gerados em interrogações.

 

(Rosa Berg)


publicado por artedasao às 20:54

Terça-feira, 25 de Junho de 2013

(Situado no Terreiro do Paço em Vila Viçosa Distrito de Évora "O Paço Ducal")

 

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Vila Velha

 

 

 

Oh minha bela Vila Velha

 

Vila nova, terra bela.

 

Pôde ser nova ante bela

 

Pois escolheu ser velha.

 

 

 

Desde os tempos da manivela

 

Encantou caravela

 

És mais formosa dentre as vilas,

 

Dentre as vilas que se vela.

 

 

 

(Lucian Rodrigues Cardoso)

 


publicado por artedasao às 12:43

Segunda-feira, 24 de Junho de 2013

(Entardecer em Évora)

 

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Dono da Solidão

 

Enquanto eu busco a Primavera,

 

Você trás o entardecer,

 

Vejo noites em seus olhos em pleno amanhecer,

 

 

 

Teu sorriso não tem mais cor,

 

Teu olhar perdeu a direcção,

 

Vive sofrendo, só porque alguém machucou seu coração.

 

 

 

Ofereço-te a liberdade,

 

Você se fecha na clausura,

 

Sua vida é uma porta fechada,

 

Mas lá fora a vida continua.

 

 

 

Ofereço-te a esperança,

 

Você prefere a ilusão,

 

Seus dias sãos cinzentos,

 

Não tem paz no seu coração.

 

 

 

Passei a vida inteira a te amar,

 

E, por ser dono da solidão,

 

Resolvi -te abandonar.

 

 

(Rosangela Schivei)

 

 

publicado por artedasao às 14:50

Domingo, 23 de Junho de 2013

(Oliveiras em Horto)

 

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Talvez nunca saibamos reconhecer no calor do bronze

O gesto que as fez crescer entre oliveiras e puros vinhedos

Na sombra do vale onde elas ainda dizem o pulsar da água

E a necessidade do movimento a luz amedrontada de um entardecer

 

Admiro aqui pequeninas coisas em companhia dessas mulheres

Coisas sensíveis como as migalhas de pão na mesa azul

Como os rostos amados da serenidade do cair do dia

Os que na certa vêm sem que os vejamos chegar

 

Fiz-me árvore e sinceridade do alento para os tocar de leve

Vi-me estendido próximo da carícia da mão

Para me lembrar acabada a obra da rocha que as havia de guardar

E que seria decerto a única imagem enganadora da pele delas


Olharei a ternura do horizonte com a queimadura dos seus olhos

 

(Joan Ives)

 

publicado por artedasao às 16:45

Sábado, 22 de Junho de 2013

(Museu no Jardim Buda Eden (O Jardim da Paz) de Joe Berardo, Quinta dos Loridos Bombarral)

 

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Amarga Lição

 

 

De encontro ao inimigo

 

Ao som do fuzil

 

O forte soldado avança

 

Tomado de coragem viril

 

 

Uma marcha em direcção à morte

 

Pela ordem do comandante

 

Homens forjados na bravura

 

Patriotas seguem adiante

 

 

Granadas mutilam soldados

 

Blindados ganham terreno

 

Mulheres rezam por seus amados

 

Pedindo paz ao Senhor Supremo.

 

 

A violência se cala ao toque de recolher

 

O medo consome os inocentes

 

Não haverá heróis ao amanhecer

 

Mas sim tolos incoerentes

 

 

A direcção do projéctil foi certeira

 

Meu peito queima feito brasa.

 

A morte se fez traiçoeira

 

“Mãe! Não voltarei mais para casa.”

 

 

Dias de luta e aflição

 

Findada com o ultimo tiro de canhão.

 

Nem vencidos. Nem vencedores.

 

Somente uma amarga lição.

 

(Sergio Zamproni)

 

 

publicado por artedasao às 14:43

Sexta-feira, 21 de Junho de 2013

(Casa na Quinta da Granja em Barcelos)

 

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Telha de vidro

 

Quando a moça da cidade chegou veio morar na fazenda, na casa velha...

 

Tão velha!

 

Quem fez aquela casa foi o bisavô...

 

Deram-lhe para dormir a camarinha, uma alcova sem luzes, tão escura! Mergulhada na tristura de sua treva e de sua única portinha...

 

A moça não disse nada, mas mandou buscar na cidade uma telha de vidro...

 

Queria que ficasse iluminada sua camarinha sem claridade...

 

Agora, o quarto onde ela mora é o quarto mais alegre da fazenda, tão claro que, ao meio dia, aparece uma renda de arabesco de sol nos ladrilhos vermelhos, que - coitados - tão velhos só hoje é que conhecem a luz doa dia...

 

A luz branca e fria também se mete às vezes pelo clarão da telha milagrosa...

 

Ou alguma estrela audaciosa careteia no espelho onde a moça se penteia.

 

Que linda camarinha! Era tão feia!

 

- Você me disse um dia que sua vida era toda escuridão cinzenta, fria, sem um luar, sem um clarão...

 

Por que você na experimenta?

 

A moça foi, tão vem sucedida...

 

Ponha uma telha de vidro em sua vida!

 

 

(Rachel de Queiroz)

 

publicado por artedasao às 12:40

Quinta-feira, 20 de Junho de 2013

(Nome científico Zantedeschia é necessária alguma cautela com esta Flor, brancas ou de qualquer outra côr, por ser uma planta tóxica. No caso de haver contacto nos lábios ou língua, é comum haver irritação, inchaço, salivação abundante, dificuldade de engolir e respirar.)

 

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Flor em jarro, edredom e fé

 

Música em carro, som que faz maré

 

Cor da lua, tecto que faz pensar

 

Tudo quando diz que estás por ''perder tempo''. Será?

 

 

 

Esperas, elevador, bates pés em chão

 

Estes dois minutos poderiam ser até, a decisão

 

De um olhar que está ao lado esperando ou a calar

 

Um futuro que tu não estando, acaba de desperdiçar

 

 

 

Ganhastes uma carta, não mais a leste

 

Tocastes em rosa, nem sentes aroma

 

Só sentes espinhos, porque são destes

 

O presente que vislumbra o coma

 

 

 

Sem nada para fazer, foi o homem redigir

 

E descobriu mais um dom, que a pressa veio a retrair

 

E aquele a reclamar das horas que ainda faltariam

 

Perdeu a chance de cantar e descobrir que aplaudiriam

 

 

 

Ó, pois! Foi em um destes tempos sem tempo

 

Que peguei-me decalcando tua mão

 

Sentindo teu cheiro destempo

 

Vendo teu olhar em adjecção

 

 

 

Quando reparar a importância deste momento

 

Ou apenas, e até, a leveza do que pressuposto estava

 

Este será, então arquivo: Vento

 

Que passa, e apenas quando cessa mostra o que arrastava

 

 

 

Quando reconhecer o que quis dizer-me

 

Tu já terás ido

 

E só entenderei em uma destas perdas de tempo

 

O que terá partido

 

 

 

Pois colocar-me-ei a relembrar

 

Já que estarei ignorando horas ao recostar

 

A cabeça na cama, até ver que a luz queimou

 

E aprenderei a religar isto e aquilo que intimou

 

 

 

Só compreenderei disto, a intensidade

 

Quando estiver por esperar o elevador

 

E olhar ansiosa para o lado, e em verdade

 

Não enxergar a parede, e sim, o amor

 

 

 

E em uma manhã engarrafada

 

Tu lerás a carta esquecida

 

E perceberás que esta jornada

 

É das horas, exprimida

 

 

 

Então, não anseies no sinal vermelho

 

Que até que verde fique, tudo pode acontecer

 

Não fiques sentindo as dores de um joelho

 

Que nem ralou, e pode inda fortalecer

 

(Vanessa Brunt)

 

publicado por artedasao às 12:43

Quarta-feira, 19 de Junho de 2013

(O girassol é uma flor simbólica que significa Fama, Sucesso, Sorte e Felicidade)


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Uma flor pode sobreviver com pouca água,

 

Mas não sobreviverá sem água nenhuma.

 

Da mesma forma um amor, uma amizade,

 

Pode sobreviver com pouco carinho,

 

Mas não sobreviverá sem carinho nenhum.

 

É preciso dispensar carinho e atenção

 

Às pessoas que você ama, às flores do seu jardim.

 

 

(Augusto Branco) 

 

publicado por artedasao às 13:29

Terça-feira, 18 de Junho de 2013

(Scrapbooking em Convites e Envelopes)

 

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Convite

Venha hoje comigo
Mostrar-te-ei a verdade
Vamos juntos meu amigo
Na prática da caridade

Não é perca de tempo
Amor ao próximo é o pilar
Nasce no sentimento
E se conjuga no praticar

Se tu negar-se a lida
E viver de ilusão
Vivendo uma paz fingida
E não ouvir o coração
Mesmo assim, amigo,
Deus te espera
Ouça se tiver ouvidos para ouvir
Veja com os olhos de ver
Quando tudo fizer sentido
O verbo é claro; Vencer


Moacir Proença Morais


publicado por artedasao às 13:21

Segunda-feira, 17 de Junho de 2013

(Barco Praia de Galapos Setúbal)

 

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Urgentemente

 

É urgente o amor.

 

É urgente um barco no mar.

 

É urgente destruir certas palavras.

 

Ódio, solidão e crueldade,

 

Alguns lamentos

 

Muitas espadas.


 

É urgente inventar alegria,

 

Multiplicar os beijos, as searas,

 

É urgente descobrir rosas e rios

 

E manhãs claras

 

 

 

Cai o silêncio nos ombros e a luz

 

Impura, até doer.

 

É urgente o amor, é urgente

 

Permanecer.

 

(Eugénio de Andrade)

 

publicado por artedasao às 11:27

Domingo, 16 de Junho de 2013

(Lago no Parque da Cidade do Porto)

 

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A Lógica De!


 

Conta certa lenda, que estavam duas crianças patinando num lago congelado.

 

Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas.

 

De repente, o gelo quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.

 

A outra, vendo seu amiguinho preso, e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, quebrá-lo e libertar o amigo.

 

Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:

 

- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!

 

Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:

 

- Eu sei como ele conseguiu.

 

Todos perguntaram:

 

- Pode nos dizer como?

 

- É simples: - respondeu o velho.

 

- Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz.

 

 

(Albert Einstein)


publicado por artedasao às 13:18

Sábado, 15 de Junho de 2013

(Estacas em Pedra que serviam para fazer ramadas para vinhas)

 

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No fio da faca eu afio meus medos

 

Enfio estacas, alicerço os segredos

 

Construo muros de seda tal qual camisola

 

E nos teus dedos minha alma rebola

 

 

 

Se sou brinquedo me guarda direito

 

Os meus defeitos, não conte a ninguém

 

Meu corpo suado, teu nome tatuado

 

Teu cheiro, cravado no meu misturado

 

São teus por direito, não dou a ninguém

 

 

 

E se por ventura, faltar a candura

 

Duvidar da pureza que em mim você tem

 

Procura ai dentro, meu nome gravado

 

Com o fio da faca, com o lado do corte

 

Antes da nossa morte, por acaso, por um triz

 

Você vai-me achar inteira, como ferida curada

 

Em forma de cicatriz.

 

(Márcia Cardoso da Silva Valente)

 

publicado por artedasao às 15:07

Sexta-feira, 14 de Junho de 2013

(Este abstracto em fotografia, foi obtido de um candeeiro)

 

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Tenho Dó das Estrelas

 

 

 

Tenho dó das estrelas

 

Luzindo há tanto tempo,

 

Há tanto tempo…

 

Tenho dó delas.

 

 

 

Não haverá um cansaço

 

Das coisas,

 

De todas as coisas

 

Como das pernas ou de um braço?

 

 

 

Um cansaço de existir,

 

De ser,

 

Só de ser,

 

O ser triste brilhar ou sorrir…

 

 

 

Não haverá, enfim,

 

Para as coisas que são,

 

Não morte, mas sim

 

Uma outra espécie de fim,

 

Ou uma grande razão –

 

Qualquer coisa assim

 

Como um perdão?

 

(Fernando Pessoa)

 

publicado por artedasao às 14:08

Quinta-feira, 13 de Junho de 2013

(Pavão Azul, Macho da Família dos Faisões)

 

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Olhei pró céu, acho que vi um pássaro ou será um avião, um periquito ou um pavão, talvez um gnomo ou apenas um anão, não, era mais que uma mera ilusão, era você caindo dentro do meu coração.

 

(Igor Rocha de Jesus)

publicado por artedasao às 11:51

Quarta-feira, 12 de Junho de 2013

(Tronco de Uma Oliveira Mais que Centenária)

 

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Velhas Árvores

 

 

 

Olha estas velhas árvores, mais belas

 

Do que as árvores moças, mais amigas,

 

Tanto mais belas quanto mais antigas,

 

Vencedoras da idade e das procelas...

 

O homem, a fera e o insecto, à sombra delas

 

Vivem, livres da fome e de fadigas:

 

E em seus galhos abrigam-se as cantigas

 

E os amores das aves; tagarelas.

 

Não choremos, amigo, a mocidade!

 

Envelheçamos rindo. Envelheçamos

 

Como as árvores fortes envelhecem,

 

Na glória de alegria e da bondade,

 

Agasalhando os pássaros nos ramos,

 

Dando sombra e consolo aos que padecem!


(Olavo Bilac)

publicado por artedasao às 14:27

Terça-feira, 11 de Junho de 2013

(Vela com Flor Vermelha e com Técnica de Découpage

     

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Noite Sem Sol

 

Olho para as estrelas,

Dividem minha dor.

Agora sim posso velas,

Elas também sofrem de amor.

 

A noite é mais escura,

Não existe mais o dia.

A vida já é dura...

Insuportável sem alegria.

 

Dei meus últimos passos,

Deixei meus sonhos para traz.

Perdi todos meus laços...

Junto: minha paz.

 

Quando o dia vai voltar?

Raiar sobre teu corpo...

Não consigo acreditar,

Que por palavras eu fui morto.

 

Sempre reconheci minha falta de brilho,

A distância que teria, que andar.

Da saudade hoje sou filho...

Pois sonhei que um dia iria, me amar.

 

Dei todo meu calor ao sol,

Senti frio por querer.

Hoje preso ao seu anzol...

Já não me importo em morrer.

 

(Adilson Salles Bueno)

publicado por artedasao às 14:31

Segunda-feira, 10 de Junho de 2013

(Um dos Painéis que decoram o átrio da estação de São Bento considerada uma das maravilhas de Portugal)

 

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AMOR MEDIEVAL


 

Seus olhos... Espelhos d’alma mais bela

 

Em que mergulho suave e bem fundo

 

São meus sonhos na mais linda aquarela

 

Retractando o que sinto, reflectindo meu mundo

 

 

 

Paixão sincera sublimada na esfera

 

Fecho meus olhos por breves segundos,

 

Vejo então, pergaminho, tinta e vela

 

É real em sentimentos fecundos

 

 

 

Está escrevendo pra sua donzela

 

Envolto em mistério mantém o assunto

 

Distante da plebe e suas mazelas

 

 

 

Exalta a emoção de um amor oriundo

 

De anseios estros glorificados na espera

 

Cavaleiro cortês, cordato e profundo.

 

 

(Siomara Reis Teixeira)

 

publicado por artedasao às 16:02

Domingo, 09 de Junho de 2013

(O Ardina, Praça da Liberdade, Obra de Manuel Dias, datada de 1990)

 

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Vou colocar minha dor

 

Estampada num jornal...

 

Será que você leria,

 

Um pedaço de mal?

 

 

 

Essa notícia é passageira

 

Noutro dia sempre acordo inteira, cheia...

 

Cheia de disposição

 

Rasgando o tédio sem autorização.

 

 

 

Leia a primeira notícia

 

Todo mundo gosta de melancolia...

 

O charme está nas entrelinhas.

 

 

 

Mas será que você leria,

 

Um pedaço de alegria?


 

(Camila Senna)

publicado por artedasao às 12:57

Sábado, 08 de Junho de 2013

Não é que eu veja o que outros não vêem;

Muito menos sinto o que os outros não sentem.

 

Eu apenas vejo o que os outros não sentem;

E sinto, o que os outros não vêem."

 

(Cleber Martins)

 

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A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.

 

A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.

 

A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...

 

TUDO BEM!

 

O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum... É amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.

 

Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.

 

(Chico Xavier)

 

publicado por artedasao às 14:26

Sexta-feira, 07 de Junho de 2013

(Cidade do Porto, Praça da Liberdade, Estátua de D. Pedro IV)

 

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Fim-de-semana

 

 

 

Fim-de-semana

 

Vou passear,

 

Reunir os amigos

 

Pra conversar.

 

 

 

Há muitos assuntos

 

Para tratar,

 

É sentar-se a mesa

 

E começar.

 

 

 

Eu vou à praia,

 

À beira mar,

 

Vou a um clube

 

Ou a um bar,

 

 

 

Vou a um descampado

 

Para jogar,

 

Também vou

 

Para acampar.

 

 

 

Fim-de-semana

 

Vou passear,

 

Há muitos lugares,

 

É só inventar.

 

 

 

Amizades ficam,

 

A juventude passa,

 

Aproveite agora,

 

Arrependimento mata.

 

 

 

Reúna os amigos

 

E aproveite a vida para gozar,

 

Quem sabe uma sexta ou um sábado!

 

É só combinar...

 

 

 

(Rinaldo Pedro)

 

publicado por artedasao às 15:31

Quinta-feira, 06 de Junho de 2013

(Hydrangea ou Hortênsia cor produzida em solo alcalino)

 

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Eu tenho meus dias de sim

 

Eu tenho meus dias de não

 

Um suspiro na noite

 

Uma solidão

 

Que aperta e prende

 

Meu coração.

 

 

 

Eu tenho meus dias de lua

 

Eu tenho meus dias de sol

 

Uma manhã que clareia

 

Outra dor que lateja

 

Talvez um amor me deseja

 

E me beija

 

Como flor de cereja.

 

 

 

Eu tenho meus dias de inverno

 

Eu tenho meus dias de verão

 

Uma tempestade de neve

 

Um vento quente de ilusão

 

Um cachecol de vento

 

Um sopro de vida

 

Que sim e que não.

 

 

 

Eu tenho meus dias de luz

 

Eu tenho outros de escuridão

 

Brilho de estrela que cega

 

Um coração de cristal

 

Uma alma de poeta

 

Que respira

 

E de perfume transpira.

 

 

 

Eu tenho meus dias de raiva

 

Outros de toda gratidão

 

Um dia de dor

 

Outros de viva paixão

 

Muitos só de alegria

 

Tantos de solidão.

 

 

 

Eu tenho meus dias de lágrimas

 

Tantos de risos e alentos

 

Sonhos dourados de amor

 

Pesadelos de loucas insónias

 

Desvarios, cansaço e perdão

 

Tem dias que sou flor

 

E outros que sou só rebentos!

 

 

(Vanusa Flores)

 

publicado por artedasao às 15:21

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Junho 2013
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Olá Maria da Conceição!Encontrei ao acaso o seu bl...
Gostei imenso... De encontrar esses versos soltos ...
Maravilhosa tarde de segunda-feira para ti doce am...
Muito interessante!! Eu nunca tinha visto jarros c...
Uma fotografia muito linda!! Adoro pavões!!
Mais um belo poema e uma fotografia perfeita!!
Gostei muito deste poema!! Verdadeiramente encanta...
Muito linda
Ouvir o eco de nossas próprias palavras nos dá a i...
Belo poema, imagem ainda melhor!Dylan
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