TRABALHOS de ARTES DECORATIVAS em: Madeira, Vidro, Velas, Chacota, Arte Floral, Eva, Patchwork, Pintura, Fotografia e Scrapbooking

Quinta-feira, 04 de Outubro de 2012

(Campo Maior)

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Soneto oco

 

Neste papel levanta-se um soneto,

De lembranças antigas sustentado,

Pássaro de museu, bicho empalhado,

Madeira apodrecida de coreto.

 

De tempo e tempo e tempo alimentado,

Sendo em fraco metal, agora é preto.

E talvez seja apenas um soneto

De si mesmo nascido e organizado.

 

Mas ninguém o verá? Ninguém. Nem eu,

Pois não sei como foi arquitectado

E nem me lembro quando apareceu.

 

Lembranças são lembranças, mesmo pobres,

Olha pois este jogo de exilado

E vê se entre as lembranças te descobres.

 

(Carlos Pena Filho)

 

 

publicado por artedasao às 12:21

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Gostei muito deste poema!! Verdadeiramente encanta...
Muito linda
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Belo poema, imagem ainda melhor!Dylan
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