TRABALHOS de ARTES DECORATIVAS em: Madeira, Vidro, Velas, Chacota, Arte Floral, Eva, Patchwork, Pintura, Fotografia e Scrapbooking

Quinta-feira, 19 de Setembro de 2013

(Feito de Encomenda)

 

“Chegará um dia que as nossas recordações serão a nossa única riqueza”

(Paul Géraldy)

 

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Recordações

 

Tenho em meu pensamento

Recordações infinitas

Onde um dia te encontrei

Trazendo-me alegria

Que jamais esquecerei

 

*

Um dia você partiu

Da nossa amizade esqueceu

Quem sabe o vento te traga

Lembranças que não se apagam

 

*

Este caminho intenso

Traz grandes recordações

O coração esperando

Mostrando as alegrias

Estampadas nas feições

 

*

Este brilho, reflectido

Trazia-me o teu olhar

Agora esta distância

Nem tenho mais esperança

De ver este brilho intenso

Estampado em teu olhar

 

(Ducarmo de Assis)

 

publicado por artedasao às 12:41

Quarta-feira, 28 de Agosto de 2013

(A Arte de Trabalhar Cartolina Passo a Passo)


(Aceito Encomendas)

 

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Por Perto

 

Estarei por perto

na dança do vento

nas folhas que caem

no teu pensamento

nas ondas serenas

a me propagar

 

Estarei por perto

no brilho do sol

na claridade da lua

na areia

na espuma

nas estrelas-do-mar

 

Estarei por perto

na fina garoa

na tempestade que assola

na emoção que devora

nos momentos

nas horas

que hás-de contar

 

Estarei por perto

mais perto que nunca

pois eternizo o momento

neste branco violento

e só eu sei o quanto me custa...

 

Estarei por perto

por já não estar

por ter ido sonhar

 

Enfim estou por perto

 

Estou por perto por ter coragem

Estou por perto por seguir viagem

Estou porque posso voltar

 

Lúcia Gönczy

 

publicado por artedasao às 11:37

Domingo, 25 de Agosto de 2013

(Mais um Trabalho Feito por Encomenda)

 

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Há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu sou demasiado duro para ele, e digo, fica aí dentro, não vou deixar ninguém ver-te.


Há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu sou demasiado esperto, só o deixo sair à noite por vezes quando todos estão a dormir. Digo-lhe, eu sei que estás aí, por isso não estejas triste.


Depois, coloco-o de volta, mas ele canta um pouco lá dentro, não o deixei morrer de todo e dormimos juntos assim com o nosso pacto secreto e é bom o suficiente para fazer um homem chorar, mas eu não choro, e tu?

 

(Charles Bukowski)


publicado por artedasao às 14:49

Sexta-feira, 16 de Agosto de 2013

(Mais um Trabalho Em scrapbooking, Feito Por Encomenda)

 

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Canção do dia de sempre

 


Tão bom viver dia a dia...

 

A vida assim, jamais cansa...

 


Viver tão só de momentos

 

Como estas nuvens no céu...

 

 

E só ganhar, toda a vida,

 

Inexperiência... esperança...

 

 

E a rosa louca dos ventos

 

Presa à copa do chapéu.

 

 

Nunca dês um nome a um rio:

 

Sempre é outro rio a passar.

 

 

Nada jamais continua,

 

Tudo vai recomeçar!

 

 

E sem nenhuma lembrança

 

Das outras vezes perdidas,

 

Atiro a rosa do sonho

 

Nas tuas mãos distraídas...


 

(Mario Quintana)

 

publicado por artedasao às 18:16

Segunda-feira, 05 de Agosto de 2013

(Álbum Azul para Recordações de Menino Feito de Encomenda)

 

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Quase

 

 

Um pouco mais de sol - eu era brasa.

 

Um pouco mais de azul - eu era além.

 

Para atingir, faltou-me um golpe de asa...

 

Se ao menos eu permanecesse aquém...

 

...

 

Num ímpeto difuso de quebranto,

 

Tudo encetei e nada possuí...

 

Hoje, de mim, só resta o desencanto

 

Das coisas que beijei mas não vivi...

 

 

(Mário de Sá-Carneiro)

 

publicado por artedasao às 12:25

Quinta-feira, 01 de Agosto de 2013

(Com o tempo e com os reencontros, vou preenchendo o álbum da minha vida)

(Roger Stankewski)

 

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Quando eu nasci,

ficou tudo como estava,

Nem homens cortaram veias,

nem o Sol escureceu,

nem houve Estrelas a mais...

Somente,

esquecida das dores,

a minha Mãe sorriu e agradeceu.

 

Quando eu nasci,

não houve nada de novo

senão eu.

 

As nuvens não se espantaram,

não enlouqueceu ninguém...

 

P'ra que o dia fosse enorme,

bastava

toda a ternura que olhava

nos olhos de minha Mãe...

 

José Régio

 

 

publicado por artedasao às 14:15

Segunda-feira, 29 de Julho de 2013

(Mais um álbum com envelope para colocar recordações, feito por encomenda)

 

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Publicitário

 

Havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco dizia:

 

"Por favor, ajude-me, sou cego"

 

Um publicitário parou e viu umas poucas, moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o cartaz e o giz, e escreveu outro anúncio e foi embora.  

 

Mais tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego. Agora, o seu boné estava cheio de moedas. O cego reconheceu as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, querendo saber o que havia escrito ali.

 

O publicitário disse:

 

- Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras".

 

Sorriu e continuou seu caminho. O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia:

 

"Hoje é Primavera em Paris e eu não posso vê-la"

 

(Derek Destito)

 

publicado por artedasao às 17:18

Domingo, 28 de Julho de 2013

(Mais um Trabalho Feito por Encomenda)

 

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Poesia

 

Escrever um poema é para mim usar a tinta vermelha saída do coração,

Gravando na alma cada palavra e sentimento, seja ele sonho, realidade ou ilusão,

Futuro ou passado. O principal de tudo é que este sentimento é puro,

É meu tão-somente meu, mas que por palavras eu compartilho, exponho, divulgo.

Para que todos possam também sonhar, pensar, tentar, protestar, amar.

 

Poema é a alma falando, o coração pulsando, o nosso perfume exalando;

É antes de qualquer coisa um grito. Grito de emoção, paixão, do coração cantando.

É preciso sintonia, harmonia, loucura, devaneio, para falar sem rodeio.

Falar de amor e ódio, paz e guerra, alegria e tristeza para quem esta em nosso meio.

Tocar os corações, fazer viajar, levar a pensar, reflectir e ousar a amar.

 

Poesia é ver a beleza da lua, sentir a brisa do mar, mesmo em noite escura.

Encontrar nas palavras acalento, aconchego e das feridas a cura.

Sentir as ondas do mar, pisar na areia fina e delicada.

Caminhar na mente, na imaginação, deixar a alma emocionada.

Poesia é demonstrar o amor, que em nosso íntimo está.

 

(Nivaldo Joaquim)

 

publicado por artedasao às 12:01

Quarta-feira, 01 de Maio de 2013

(Mais Um  Envelope para Recordações ou Ofertas)

 

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Vivendo e aprendendo

 

Tenho certeza que alguma coisa aqui dentro mudou. Não sei explicar o quê, mas sinto que algo em mim está diferente. Isso me assusta um pouco porque não sei exactamente o que mudou ou que essa mudança fará de mim.

Às vezes custo a acreditar que o tempo passou tão depressa...

E que levei tanto tempo para perceber só agora as coisas da vida.

Aprendi a valorizar cada pessoa do jeito que ela, realmente é. Aprendi também que paixão, às vezes, não dura para sempre;

Que as pessoas mentem e que confiança só se perde uma vez;

Aprendi que não é preciso muito pra ser feliz.

Ou que o pouco que se tem já é o bastante.

E que temos que valorizar cada conquista porque nunca sabemos

O que realmente conquista-mos de verdade.

Aprendi a nunca desfazer das oportunidades que a vida me tem proporcionado.

E que a felicidade só bate uma vez na porta e temos sempre que estar preparados para que possamos ouvi-la e acompanhá-la sem perder muito tempo...

Aprendi que a pessoa a quem julgava incompreensível era a que, mais se importa comigo. E que amigo de verdade era aquele chato mesmo que vivia, me dando conselho toda hora.

Aprendi também que nada acontece por acaso.

Hoje quero ter a certeza absoluta de poder dizer amanhã, que já fui feliz um dia com alguém e que esse dia é agora. Que fiz a escolha certa. E que valeu a pena tudo que vivi.

Quero recusar todas aquelas coisas que nunca me levaram a nada e poder ir em busca da minha verdadeira felicidade.

Poder me libertar dos meus fantasmas, jogar tudo pro alto e dizer para o mundo que a vida é bem mais colorida e interessante do que ela me apresenta.

 

(Leandro Flores)

 

publicado por artedasao às 12:01

Terça-feira, 30 de Abril de 2013

(Envelope para ofertar um Álbum de recordações)

 

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O Jardim

 

Existe um jardim antigo com o qual às vezes sonho,

Sobre o qual o sol de Maio despeja um brilho tristonho;

Onde as flores mais vistosas perderam a cor, secaram;

E as paredes e as colunas são ideias que passaram.

 

Crescem heras de entre as fendas, e o matagal desgrenhado

Sufoca a pérgula, e o tanque foi pelo musgo tomado.

Pelas áleas silenciosas vê-se a erva esparsa brotar,

E o odor mofado de coisas mortas se derrama no ar.

 

Não há nenhuma criatura viva no espaço ao redor,

E entre a quietude das cercas não se ouve qualquer rumor.

E, enquanto ando, observo, escuto, uma ânsia às vezes me invade

De saber quando é que vi tal jardim numa outra idade.

 

A visão de dias idos em mim ressurge e demora,

Quando olho as cenas cinzentas que sinto ter visto outrora.

E, de tristeza, estremeço ao ver que essas flores são

Minhas esperanças murchas e o jardim, meu coração.

 

(H. P. Lovecraft)

 

publicado por artedasao às 18:19

Segunda-feira, 29 de Abril de 2013

(Álbum de Bebé para mais tarde Recordar com Envelope de Oferta)

 

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Paz é o sorriso puro

Do bebé que dorme sonhando,

É o beija- flor que saltita

Coreografias desenhando.

 

Paz é o olhar da lua

Sentinela dos namorados,

É o gosto de ser tua

Hoje e também no passado.

 

É a brisa refrescante

Que acaricia minha face,

É a fisionomia tranquila

De quem não usa disfarce.

 

É a luz do vaga-lume

Piscando na escuridão,

É o amor sem ciúme

Que prende meu coração.

 

Paz é o sol nascendo

É o grilo que faz cri, cri,

Paz é o teu despertar

Quando estou perto de ti.

 

Paz é o regato manso

Que desliza sobre a areia,

É o amor que nos une

Como sangue em nossas veias.

 

(IsisDumont)

 

publicado por artedasao às 17:41

Domingo, 14 de Abril de 2013

(Envelope para guardar ou ofertar lembranças)

 

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História menino poeta

 

Vejo um singelo menino,

Na calçada de sua casa

Com um pedaço de papel e um toco de lápis.

Parece-me pensativo, a pobre criança.

De repente a criança começa um escrito,

E eu a observo lá de longe:

Parece-me triste, a pobre criança.

Fico-me perguntando:

O que faz uma criança escrevendo na calçada?

Percebo no olhar do menino, que ele sofre muito.

 

Então, outras crianças daquele bairro aproximam-se do garoto,

Que concentrado não percebe o barulho que se aproxima,

As crianças gritando o chamam pra brincar,

E sem olhar pro lado responde que os poemas não podem esperar.

As crianças o deixam lá sentado e vão pra diversão,

Enquanto ele apenas escreve com o máximo de atenção.

 

Descubro que o menino é um pequeno poeta,

E que sua poesia é apenas seu sofrimento transformado em versos.

Dele me aproximo e me apresento.

Peço a ele que me deixe ler o que está a escrever ali,

E sem o menor pudor me entrega folha.

Fico espantado com o que acabara de ler.

Suplico a ele que me dê a tal folha, para guardar comigo.

E ele me responde que sim e diz: Fiz para você amigo!

Ele também me observava de longe então um poema me fez.

Só não entendia porque me chamara de amigo se nem mesmo me conhecia.

Mesmo assim, dei-lhe um forte abraço, derramei algumas lágrimas

E fui embora pelo meu caminho com o menino poeta no coração.

 

(Wallace Neres)

 

publicado por artedasao às 12:39

Sábado, 06 de Abril de 2013

(Álbum para recordações em Scrap)

 

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O Pássaro Cativo


Armas, num galho de árvore, o alçapão.

E, em breve, uma avezinha descuidada, batendo as asas cai na escravidão.

Dás-lhe então, por esplêndida morada, a gaiola dourada.

Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos, e tudo.

Por que é que, tendo tudo, há-de ficar o passarinho

Mudo, arrepiado e triste, sem cantar?

É que, criança, os pássaros não falam.

Só gorjeando a sua dor exalam, sem que os homens os possam entender.

Se os pássaros falassem,

Talvez os teus ouvidos escutassem este cativo pássaro dizer:

"Não quero a tua alpista!

Gosto mais do alimento que procuro na mata livre em que a voar me viste.

Tenho água fresca num recanto escuro.

Da selva em que nasci; da mata entre os verdores,

Tenho frutos e flores, sem precisar de ti!

Não quero a tua esplêndida gaiola!

Pois nenhuma riqueza me consola de haver perdido aquilo que perdi...

Prefiro o ninho humilde, construído de folhas secas, plácido, e escondido.

Entre os galhos das árvores amigas...

Solta-me ao vento e ao sol!

Com que direito à escravidão me obrigas?

Quero saudar as pompas do arrebol!

Quero, ao cair da tarde, entoar minhas tristíssimas cantigas!

Por que me prendes? Solta-me, covarde!

Deus me deu por gaiola a imensidade!

Não me roubes a minha liberdade...

QUERO VOAR! VOAR!..."

Estas coisas o pássaro diria, se pudesse falar.

E a tua alma, criança, tremeria, vendo tanta aflição.

E a tua mão, tremendo, lhe abriria a porta da prisão...

 

(Olavo Bilac)

 

publicado por artedasao às 11:34

Quarta-feira, 03 de Abril de 2013

(Álbum para recordações com envelope para oferta)

 

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SEJA VOCÊ MESMO!

 

A vida tem seus bons momentos, saber aproveitar todos não é fácil.

Fácil é enxergar que certas coisas, não tem volta e que se você não soube curtir, não poderá mais.

Fácil é ter receios e grilos de fazer o que é certo quando nos preocupamos mais com os outros do que com nós mesmos...

Fácil é encontrar pessoas prontas pra te empurrar abismo aquém... Difícil é encontrar um amigo verdadeiro, que te entende e te aceita como você é e se valer, vai contigo até ao além.

E daí as pessoas te avaliam pelo lado de fora, a casca que se quebra por falta da essência interior, muito mais importante do que se vê...

Pessoas não te olham mais nos olhos, poucas querem enxergar a vida além do seu próprio umbigo... Mas ainda acredito na pureza dos humanos, embora estejam em extinção.

Não gosto de mostrar minhas razões sobre as coisas, aliás, razão é algo que todo mundo acha que tem. Prefiro aprender com as inconstâncias dos intransigentes a ser taxado de dono da verdade.

Amar, cuidar, zelar por uma amizade, um amor... Ou até mesmo quem se quer amar sem machucar é mesmo um desafio. Eu sou um desafio... Alguns desistem, outros persistem... E vou trilhando os caminhos do coração.

A cada momento que existo, tenho que escolher entre um caminho e outro, e são as minhas decisões que tornam a vida, tão cheias de encontros… e desencontros.

Fácil é apontar o caminho certo, difícil é descobrir que nem sempre o melhor caminho é o mais fácil. Na verdade, não gosto muito de andar por caminhos traçados, porque eles sempre conduzem onde os outros já foram...

O importante é que no final, eu possa dizer que nada foi em vão e que tudo valeu a pena. Se não para mim, então para quem me teve mesmo por alguns instantes, transformando-se numa lembrança agradável e duradoura...

 

(Leo Cruz)

 

publicado por artedasao às 12:16

Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2013

(Envelope em Cartolina para ofertar e guardar uma qualquer Lembrança nomeadamente um Álbum)

 

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Que o sol brilhe

A gaivota cante

E o vento sopre.

Que a maré se acalme

O vento aqueça

E o sol adormeça.

Você seja você

Eu serei eu.

Quando o outro dia chegar,

Que o vento não leve o que ficou

E a chuva não lave os restos. Pós o prometido chegou.

Que o tempo passe

Que o tempo passe devagar

Que o tempo passe devagar, e eu o acompanhe

Que o tempo passe devagar, e eu o acompanhe, e, veja a gaivota voar

Que a gaivota voe sobre mar, fazendo com que o sol a faça uma com o ar.

E eu estarei na areia sem pretensões do nada.

Que a brisa traga

A lua admire

E as estrelas me contemplem.

Que a grama cresça e o tempo não perca!

Que o tempo não perca sua repleta compaixão na árdua missão em ensinar.

Que eu cresça

E a fome se acabe.

Que eu cresça e amadureça com a sabedoria do tempo

Eu aluno

O tempo mestre

E o outro dia

Há-de chegar.

 

(Erick Guimarães)

 

publicado por artedasao às 11:39

Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013

(Álbum de Recordação, Nascimento ou Baptizado)

 

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Estou sentada à beira mar.

Sozinha, mais ninguém.

Balanço a cabeça:

Não, não quero as recordações!

Só quero estar aqui

A, olhar pró horizonte

Perdido junto ao mar.

Mas elas insistem,

Não resisto,

Me deixo levar pra junto delas.

Uma hora estou no poço,

Grito: Alguém me ajuda!

Poucas pessoas estendem as mãos,

Mas são estas poucas que acreditam quem realmente, eu sou.

Outras horas estou na torre,

E mesmo que comigo nada tem em comum,

Não há espaço para mais ninguém.

Cansada de, vagar,

Sento-me novamente à beira mar.

Daqui para onde fui,

É uma distância enorme,

Mas esta distância

Não traz o esquecimento:

Que eu sempre seguirei

Prisioneira das minhas próprias recordações.

 

(Rosemary Chaia)

 

publicado por artedasao às 11:02

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Olá Maria da Conceição!Encontrei ao acaso o seu bl...
Gostei imenso... De encontrar esses versos soltos ...
Maravilhosa tarde de segunda-feira para ti doce am...
Muito interessante!! Eu nunca tinha visto jarros c...
Uma fotografia muito linda!! Adoro pavões!!
Mais um belo poema e uma fotografia perfeita!!
Gostei muito deste poema!! Verdadeiramente encanta...
Muito linda
Ouvir o eco de nossas próprias palavras nos dá a i...
Belo poema, imagem ainda melhor!Dylan
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