TRABALHOS de ARTES DECORATIVAS em: Madeira, Vidro, Velas, Chacota, Arte Floral, Eva, Patchwork, Pintura, Fotografia e Scrapbooking

Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013

(Ruínas em Azurara Vila do Conde)

 

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Ruínas

 

Se é sempre Outono o rir das primaveras,

Castelos, um a um; deixa-os cair...

Que a vida é um constante derruir

De palácios do Reino das Quimeras!

 

E deixa sobre as ruínas crescer heras.

Deixa-as beijar as pedras e florir!

Que a vida é um contínuo destruir

De palácios do Reino de Quimeras!

 

Deixa tombar meus rútilos castelos!

Tenho ainda mais sonhos para erguê-los

Mais altos do que as águias pelo ar!

 

Sonhos que tombam! Derrocada louca!

São como os beijos duma linda boca!

Sonhos!... Deixa-os tombar... Deixa-os tombar...

 

(Florbela Espanca)

publicado por artedasao às 14:35

Domingo, 18 de Agosto de 2013

(Espigueiro, também chamado Canastro ou Caniço, este Reconstruido em Vila Praia de Âncora)

 

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Ignorância Sábia

 

 

Aconteceu aos verdadeiros sábios o que se verifica com as espigas de trigo, que se erguem orgulhosamente enquanto vazias e, quando se enchem e amadurece o grão, se inclinam e dobram humildemente. Assim esses homens, depois de tudo terem experimentado, sondado e nada haverem encontrado nesse amontoado considerável de coisas tão diversas, renunciaram à sua presunção e reconheceram a sua insignificância. (...) Quando perguntaram ao homem mais sábio que já existiu o que ele sabia, ele respondeu que a única coisa que sabia era que nada sabia. A sua resposta confirma o que se diz, ou seja, que a mais vasta parcela do que sabemos é menor que a mais diminuta parcela do que ignoramos. Em outras palavras, aquilo que pensamos saber é parte — e parte ínfima — da nossa ignorância.

 

(Michel de Montaigne, in 'Ensaios)

 

publicado por artedasao às 11:24

Quarta-feira, 14 de Agosto de 2013

(Sentei na varanda e observei como as pessoas pareciam felizes... Mas só pareciam.)

(Day Anne)

 

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A menina na janela

A água que ferve na panela

O passarinho que pousa na varanda

A chuva que o céu nos manda

O garoto que joga futebol

O peixe que escapa do anzol

Todo dia e a toda hora

Ao nosso lado e pelo mundo afora

Onde estamos

E aonde nem sequer imaginamos

Há poesia até no ar

Basta olhar sentir, reparar

 

(TinaBauCouto)

 

publicado por artedasao às 12:02

Sexta-feira, 09 de Agosto de 2013

(Escreve as ofensas na areia e os benefícios no mármore.)

(Benjamim Franklin)


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Na mesma pedra se encontram,

Conforme o povo traduz,

Quando se nasce - uma estrela,

Quando se morre - uma cruz.

Mas quantos que aqui repousam

Hão-de emendar-nos assim:

"Ponham-me a cruz no princípio...

E a luz da estrela no fim!"

 

(Mario Quintana)

 

publicado por artedasao às 12:22

Quinta-feira, 27 de Junho de 2013

(Casa da Quelha da  Sapateira no Gerês uma das Maravilhas de Portugal)

 

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Casa suspeita

 

 

Talvez eu quisesse ser teu lado mais bonito

 

A parte da tua história mais repleta, plena

 

A coisa certa

 

De uma forma tão serena, tão doce

 

Mas que ao mesmo tempo fosse

 

Selvagem e obscena, violenta até.

 


Que o ódio está sempre contido na paixão

 

E se eu tenho uma paz toda que me enfeita

 

Trago uma casa suspeita dentro do coração

 

 

Trago um crime que cometi ou que vou cometer

 

E jogo contra mim, jogo contra você

 

Vivo do perigo de te fazer enlouquecer

 

No eterno dilema de ser e não ser

 

Ando na beira do que pode acontecer

 

E morro de medo de te perder.


 

(Bruna Lombardi)

 


publicado por artedasao às 15:55

Sábado, 15 de Junho de 2013

(Estacas em Pedra que serviam para fazer ramadas para vinhas)

 

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No fio da faca eu afio meus medos

 

Enfio estacas, alicerço os segredos

 

Construo muros de seda tal qual camisola

 

E nos teus dedos minha alma rebola

 

 

 

Se sou brinquedo me guarda direito

 

Os meus defeitos, não conte a ninguém

 

Meu corpo suado, teu nome tatuado

 

Teu cheiro, cravado no meu misturado

 

São teus por direito, não dou a ninguém

 

 

 

E se por ventura, faltar a candura

 

Duvidar da pureza que em mim você tem

 

Procura ai dentro, meu nome gravado

 

Com o fio da faca, com o lado do corte

 

Antes da nossa morte, por acaso, por um triz

 

Você vai-me achar inteira, como ferida curada

 

Em forma de cicatriz.

 

(Márcia Cardoso da Silva Valente)

 

publicado por artedasao às 15:07

Sábado, 01 de Junho de 2013

(O Cromeleque dos Almendres localiza-se na freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe, no concelho de Évora, Distrito de Évora. Constitui-se num círculo de pedras pré-histórico com 95 monólitos de pedra.)

 

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As pedras

 

 

 

Ajuntei todas as pedras

 

Que vieram sobre mim

 

Levantei uma escada muito alta

 

E no ato subi

 

Teci um tapete floreado

 

E no sonho me perdi

 

Uma estrada,

 

Um leito,

 

Uma casa,

 

Um companheiro,

 

Tudo de pedra

 

Entre pedras

 

Cresceu a minha poesia

 

Minha vida...

 

Quebrando pedras

 

E plantando flores

 

Entre pedras que me esmagavam

 

Levantei a pedra rude dos meus versos

 

 

(Cora Coralina)

 

publicado por artedasao às 12:34

Segunda-feira, 06 de Maio de 2013

(Casa Senhorial em Refontoura Felgueiras)

 

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Quero citar, mas nada me vem á cabeça...

 

As palavras fogem como borboletas de perto de mim...são graciosas, são sedutoras. Mas são livres, acima de tudo livres, são Aleatórias.

 

Ninguém tem direito sobre elas, assim como o amor que ninguém tira farinha com ele é o único sentimento indefinido, mas unanimemente o mais sentido, o mais desejado do mundo, todos o querem, mas o amor não se pega. Não está á venda num centro comercial.

 

Ele chega quando dá na telha, é como a sorte, escolhe as pessoas…

 

Abençoado é aquele que Ama e em troca é Amado.

 

Feliz sempre será aquele que não escolhe amor, e sim se deixa ser escolhido.

 

Não se sonha com Amor, mas pode-se realizá-lo, vivendo-o como ele desejar, como ele estabelecer.

 

Amar é ganhar na Lotaria, você não pode prever, mas quando o tem você goza sem ter fim, e teme mais que tudo que ele acabe um dia, mesmo esbanjando – o cegamente.

 

E quando ele acaba, dificilmente terá o mesmo privilégio numa mesma vida.

 

Por isso não acredito em Títulos, nomes, e todas essas coisas que os humanos inventaram, ninguém manda em mim, salvo o Amor.

 

Ele Manda, eu obedeço.

 

 

(Gabriela Fernandes)

 

publicado por artedasao às 14:41

Domingo, 24 de Março de 2013

(Rotunda Sul de Entrada na Cidade de Penafiel)

 

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Portas

 

Porta da casa e da rua

Porta da escada e da lua

Porta de entrada e saída

Porta que é minha e sua

Porta da boca e do ouvido

Porta da inspiração

Da consciência, o sentido

Porta da minha razão.

Porta que vai e que vem

Que abre e pode fechar

Porta da terra e do além

Porta dos rios, do mar.

Porta da noite e do sono

Do sonho, do anoitecer

Porta de guerra e abandono

Porta que não vou querer.

Porta da integridade

Porta da sabedoria

Porta de uma amizade

De descoberta e harmonia.

São portas que se abriram

Portas de imaginação

Que portem bênçãos tais portas

Para o teu coração.

 

(Ezhequiel Águia Queiróz)

 

publicado por artedasao às 14:39

Terça-feira, 12 de Março de 2013

(Espigueiro em Pedra Melgaço)

 

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Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,

Sê um arbusto no vale mas sê

O melhor arbusto à margem do regato.

Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.

Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva

E dá alegria a algum caminho.

 

Se não puderes ser uma estrada,

Sê apenas uma senda,

Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.

Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...

Mas sê o melhor no que quer que sejas.

 

(Pablo Neruda)

 

publicado por artedasao às 11:54

Sábado, 02 de Fevereiro de 2013

(Na Vila do Soajo, Concelho dos Arcos de Valdevez, são 24 Espigueiros em pedra. Uma das Maravilhas de Portugal)

 

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Da Minha Aldeia

 

Da minha Aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...

Por isso a minha Aldeia é tão grande como outra terra qualquer

Porque eu sou do tamanho do que vejo

E não, do tamanho da minha altura...

 

Nas Cidades a vida é mais pequena

Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na Cidade as grandes casas fecham a vista à chave,

Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,

Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,

E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é Ver.


(Alberto Caeiro)

 

publicado por artedasao às 11:01

Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013

(Riquezas de Portugal no Soajo) 

 

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Pelos caminhos que ando

Um dia vai ser

Só não sei quando

 

Pergunte ao pó

Cresce a vida

Cresce o tempo

Cresce tudo

E vira sempre

Esse momento

Cresce o ponto

Bem no meio

Do amor seu centro

Assim como

O que a gente sente

E não diz

Cresce dentro

Razão de Ser

Escrevo.

E pronto.

Escrevo porque preciso,

Preciso porque estou tonto.

Ninguém tem nada com isso.

Escrevo porque amanhece,

E as estrelas lá no céu

Lembram letras no papel,

Quando o poema me anoitece.

A aranha tece teias.

O peixe beija e morde o que vê.

Eu escrevo apenas.

Tem que ter por quê?

Retracto de lado

Retracto de frente

De mim me faça

Ficar diferente

Segundo consta

O mundo acabando,

Podem ficar tranquilos.

Acaba voltando

Tudo aquilo.

Reconstruam tudo

Segundo a planta dos meus versos.

Vento, eu disse como.

Nuvem, eu disse quando.

Sol, casa, rua,

Reinos, ruínas, anos,

Disse como éramos.

Amor, eu disse como.

E como era mesmo?

Sem Budismo

Poema que é bom

Acaba zero a zero.

Acaba com,

Não como eu quero.

Começa sem,

Com, digamos, certo verso,

 

Veneno de letra,

Bolero, Ou menos.

Tira daqui, bota dali,

Um lugar, não caminho,  

Prossegue de si.

Seguro morreu de velho,

E sozinho.

 

(Paulo Leminski)

 

publicado por artedasao às 13:22

Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013

(Fonte na Quinta do Cruzeiro Vila Praia de Âncora)

 

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Fonte das lembranças

Quantas lembranças me trás

Parece até que foi ontem

Mas foi muito tempo atrás

Minha Mãe lavando roupas

E eu sorrindo a brincar

Mulheres numa prosa que não era pouca

Lavavam e se divertiam em conversar

Com suas trochas de roupas

Nem se quer viam o dia passar

Hoje o prado está mudado

Nem fonte há pra gente brincar

Agora existe lavadoras eléctricas

Que a modernidade fez questão

Do passado nunca lembrar

Feliz de quem conheceu esta fonte

Felicidades ali foram aos montes

Hoje nem sei o que existe lá

Desfizeram daquele horizonte

Encontros, de mulheres amigas  

E seus filhos que banhavam na fonte

Momentos que nem o progresso

Conseguirá estas lembranças apagar.

 

(Carvalho)

 

publicado por artedasao às 11:12

Domingo, 30 de Dezembro de 2012

(Um último Olhar na Capital Europeia da Cultura 2012 Guimarães)

 

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Vamos Fazer um Ano Novo?

 

A passagem de ano não é um divisor de águas, uma mudança forçada e muito menos remissão e perdão instantâneo, é apenas uma regra cronológica e padrão. Por que esperar trinta e um de Dezembro à meia-noite para ligar a entes queridos afastados e que por algum motivo deixaram de se falar, para dizer que ama aquele alguém que tanto lhe estimava e você o feriu com o silêncio e a dúvida, para dar um abraço apertado em um grande amigo e dizer o quanto ele é importante, para vestir aquela roupa nova e desejar com fé que seus sonhos irão se realizar, para começar a fazer uma academia e levar a sério aquele regime que tanto precisa, para se desfazer de coisas que não lhe servem mais e não são úteis, para praticar o desapego material, para dar presentes e escrever um cartão com sentimentos, para reunir toda a família e se sentarem juntos à mesa e se olharem com ternura, para pedir paz e menos violência, para reflectir sobre seus erros e pedir perdão, para conversar com seu filho e ouvir o que ele tem para te dizer, para sair mais cedo do trabalho e passar em uma floricultura e surpreender alguém e recuperar algo considerado irrecuperável, para acordar mais cedo e ver o sol nascer, para começar um curso novo que acrescente no seu crescimento profissional e pessoal, para aprender a se motivar com algo sólido e possível, para viajar e conhecer pessoas e lugares diferentes e ter do que se lembrar, para acreditar que sonhos são reais independentes do tempo que possa levar para se concretizarem e para se encontrar com Deus e agradecer por todas as bênçãos e conquistas diárias. Façamos tudo o que há para ser feito durante o decorrer do ano e da vida, não esperemos até a explosão dos fogos-de-artifício, pois, talvez não estejamos lá para dedicar todos esses projectos e remissões, ou então, as pessoas que amamos já podem ter partido e desperdiçamos a grande oportunidade de sermos mais humanos. Este é o momento e pode parecer cliché o que irei dizer, mas, o amanhã é incerto e improvável. Feliz 2013 e entre subtis sons emanados das taças de champagne e da energia renascentista que exala de nossas almas acredite que a grande virada pode ser dada hoje, basta empenharmos o mesmo sentimento contagiante do Ano Novo no simples agora, que nos pertence.

 

(Pietro Kallef)

 

publicado por artedasao às 11:50

Quinta-feira, 06 de Dezembro de 2012

(Quinta da Granja Barcelos)

 

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Misturas dos séculos que se foram,

A verdadeira miscigenação,

Figuras de um livro amarelado,

A derradeira peregrinação.

Posturas formam seu aprendizado,

A verdade é apenas mais uma versão.

 

As etnias mais fracas permaneceram,

Vingou o sopro da nostalgia,

Os eternos poderes desfaleceram,

Podres em sua hierarquia.

 

Herdeiros Híbridos.

 

Sábios são aqueles que assumem,

Sua carência, sua falha,

Ao invés de se afastarem,

Mantém-se a postos para a batalha.

 

O Ser mais forte é o que mais sofreu,

Sua cruz serviu para salvá-lo,

A cor, a forma, a personalidade,

Forjaram um sinal que irá identificá-lo.

Sua identidade irá diferenciá-lo.

 

 

Quero ser humano em toda esfera,

Não suporto a ideia de ser classificado.

Nem que isso custe uma longa espera.,

Eu fujo do perfil pré-determinado.

 

Fugitivo social, Fugitivo racial,

Fugitivo religioso, fugitivo cultural.

Fujo e vivo afinal, Fujo e vivo no final.

 

Alguém em alguma geração,

Verá os herdeiros fugidos.

Veremos Herdeiros fugidos,

Seremos Herdeiros Híbridos.

 

(Michel F.M.)

 

publicado por artedasao às 14:06

Domingo, 25 de Novembro de 2012

Imagem do Cristo - Rei na Quinta da Granja (Barcelos)

 

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Bons Amigos

 

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.

Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.

Amigo a gente sente!

 

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.

Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.

Amigo a gente entende!

 

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.

Porque amigo sofre e chora.

Amigo não tem hora pra consolar!

 

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.

Porque amigo é a direcção.

Amigo é a base quando falta o chão!

 

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.

Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.

Ter amigos é a melhor cumplicidade!

 

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,

Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

 

(Machado de Assis)

 

publicado por artedasao às 16:48

Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012

Pedras Parideiras são um fenómeno geológico raro, um tipo de pedras que brotam de uma rocha mãe, daí se chamarem Parideiras.

As Pedras Parideiras são um fenómeno raro no Planeta Terra e estão situadas na Serra da Freita (Arouca) em Portugal e na Rússia, perto de S. Petersburgo.

 

(Arte da São)

 

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Não te atenhas neste mundo a esquecer-se de olhar as flores

E a dares demasiada atenção às pedras em teu caminho

Pois ao dares atenção para as pedras

Elas continuarão sendo o que sempre são sem que seja necessário que tu te importes com elas:

Umas pedras!

Enquanto as flores

Se não são olhadas

Entristecem e morrem.

Olhai, portanto, para as coisas boas do mundo

E dê atenção especial para as flores

Para que elas continuem sempre vivas e alegres

Perfumando e colorindo o teu caminho!

 

(Augusto Branco)

 

publicado por artedasao às 10:59

Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012

Penedo do Castelo de Santa Cruz (Arcos de Valdevez)

 

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O PEDREIRO E O CASTELO

 

Conheci um Pedreiro que dedicava sua vida a realizar seu maior sonho: ele queria construir um Castelo.

Mas ele trabalhava sozinho, seus recursos eram poucos, e havia dias em que ele nem conseguia avançar na Obra, mas ele persistia em sua tarefa ano após ano, até que o tempo de seus dias chegou ao fim, e eram muitos os que lamentavam o fato de ele nunca ter realizado seu sonho de terminar o Castelo, ao que ele retrucou com um leve sorriso em seu leito de morte: enganam-se todos, dizia ele. Me senti extremamente feliz e realizado todos os dias, ao assentar cada pequeno tijolo!

Atentai, pois, nestas palavras:

Teus sonhos não são construídos no futuro, mas no presente;

Haverá problemas e dificuldades, mas também haverá vitórias;

Aproveite, portanto, cada momento, caminhando e construindo por que a Felicidade não está no fim, mas no caminho.

 

(Augusto Branco)

 

 

publicado por artedasao às 10:54

Quinta-feira, 08 de Novembro de 2012

Monte Santa Cruz (Arcos de Valdevez)

 

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O Conto do Castelo e das Flores.

 

Um dia um jovem conheceu um senhor, que, cruzou seu caminho. O jovem percebeu que o senhor tinha algo de diferente, hora por suas atitudes, hora por suas palavras e por vezes por suas reacções. Depois de algum tempo de convivência entre o fervor da juventude, que tem a cede de novas coisas, cede de crescimento, por muitas vezes desorientado e a calma dos anos de vivência e experiência do velho o jovem fez a seguinte pergunta:

- Não sou como você, não me igualo a suas qualidades, por muitas vezes contrariei seus conhecimentos, por muitas vezes joguei pedras contra você e mesmo depois de tudo isso ainda me devolves flores. Como?

E o senhor com toda a sua calma pegou o jovem pela mão e o perguntou se ele queria ver o resultado de tudo isso, e, o jovem o mais depressa que pode respondeu que sim.

O senhor então o conduziu para um belo lugar, um campo cheio de flores e um belo castelo ao fundo. O jovem pensativo ficou se perguntando o que aquilo significava, e o velho lhe respondeu.

- Pode-me jogar quantas pedras quiseres, com a força que quiseres, já tenho cicatrizes o bastante para superar cada uma delas, e, força o bastante para empilhar cada uma delas, e, um dia verá que ao seu redor não haverão mais pedras para lançares a mim, só haverão as flores que um dia te dei com todo o meu amor sem nenhum ressentimento. Você olhará ao seu redor e perceberá o quanto é melhor conviver com as flores mas que as pedras já se fizeram necessárias. E, se, mesmo assim achares pedras e arremessa-las a mim, novamente iniciarei mais uma torre de meu castelo e terei ao menos um belo jardim florido para contemplar.

O jovem pensativo se perguntou: Não teve medo de que eu fugisse?

Em resposta o senhor lhe disse que se resolveres fugir já sou grato pelas pedras que me ajudaram e, já ter-lhe-ei mostrado o mínimo de tudo isso: terei despertado em você a curiosidade, e, já estará presente em você a semente do BEM! Você já deu seu primeiro passo em relação a isso pelo simples facto de estar-me questionando.

Por fim o jovem fez a ultima pergunta, porque não me devolveres as pedras que te arremessei?

O senhor sorriu de leve lhe disse:

Ah meu jovem, um dia entenderá que o mais fácil é devolver as pedras que me atingiram, mas, que é muito mais gratificante agir e educar pelo exemplo e não pela igualdade.

 

(Milena Costa)

 

publicado por artedasao às 14:10

Sábado, 03 de Novembro de 2012

Castelo de Santa Cruz (Arcos de Valdevez)

 

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A vida é uma roda gigante onde a gente sobe tanto pelas escadas como pelo elevador

Difícil encontrar alguém que não tenha passado momentos difíceis por falta de dinheiro.

Às vezes o que falta nem é para o principal.

Pode ser um telefone novo, um vestido, trocar de carro ou simplesmente ter um dinheirinho para ir ao cabeleireiro.

É interessante é ver a versatilidade com que as pessoas encaram essa falta de dinheiro e como fazem para obtê-lo.

A maioria rala de seis a oito horas por dia para levar para casa um salário que mal dá para pagar as contas básicas.

E tem gente que opta por usar a beleza que Deus lhe deu, independente de qualquer merecimento.

Esse, ou qualquer outro dom mal usado, costuma ser uma faca de dois gumes.

Pessoas que usam a própria beleza para subir na vida pisam nos menos afortunados podem se dar mal.

Invariavelmente a descida costuma ser uma queda bruta quando a beleza acaba.

E quem só tinha isso, acaba ficando só e sem nada.

 

(Marinho Guzman)

 

 

publicado por artedasao às 11:11

Sábado, 27 de Outubro de 2012

Fotografia de Fátima Teixeira

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Quem Sabe um Dia

 

Quem sabe um dia

Quem sabe um seremos

Quem sabe um viveremos

Quem sabe um morreremos!

 

Quem é que,

Quem é macho

Quem é fêmea

Quem é humano, apenas!

 

Sabe amar

Sabe de mim e de si

Sabe de nós

Sabe ser um!

 

Um dia

Um mês

Um ano

Um(a) vida!

 

Sentir primeiro, pensar depois

Perdoar primeiro, julgar depois

Amar primeiro, educar depois

Esquecer primeiro, aprender depois

 

Libertar primeiro, ensinar depois

Alimentar primeiro, cantar depois

 

Possuir primeiro, contemplar depois

Agir primeiro, julgar depois

 

Navegar primeiro, aportar depois

Viver primeiro, morrer depois

 

(Mário Quintana)

 

publicado por artedasao às 09:43

Domingo, 21 de Outubro de 2012

(Idanha-a-Nova)

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Conta-se que numa Cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia.

Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.

Onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas:

Uma grande de 400 REIS e outra menor, de 2.000 REIS.

Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou; se ainda não havia percebido

Que a moeda maior valia menos.

- Eu sei! Respondeu o tolo. Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba

E não vou mais ganhar minha moeda.

Pode -se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.

A primeira:

Quem parece idiota, nem sempre é.

A segunda:

Quais eram os verdadeiros idiotas da história?

A terceira:

Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.

A quarta, e mais interessante é: 

A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.

Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.

Moral da História

O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de um idiota que banca o inteligente.

 

(Aline Almeida)

 

 

publicado por artedasao às 11:49

Quinta-feira, 18 de Outubro de 2012

Monsanto (Idanha-a-Nova)

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O sino da minha aldeia,

Dolente na tarde calma,

Cada tua badalada

Soa dentro de minha alma.

 

E é tão lento o teu soar,

Tão como triste da vida,

Que já a primeira pancada

Tem o som de repetida.

 

Por mais que me tanjas perto

Quando passo, sempre errante,

És para mim como um sonho.

Soas-me na alma distante.

 

A cada pancada tua,

Vibrante no céu aberto,

Sinto mais longe o passado,

Sinto a saudade mais perto.

 

(Fernando Pessoa)

 

 

publicado por artedasao às 11:10

Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012

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ALMA NUA

 

Ó Pai, não deixes que façam de mim

O que da pedra, tu fizestes

E que a fria luz da razão

Não cale o azul da aura que me vestes.

 

Dá-me leveza nas mãos

Faze de mim, um nobre domador

Lançando acordes e versos

Dispersos no tempo

Pró templo do amor.

 

Que se tiver que ficar nu

Hei-de envolver-me em pura poesia

E dela farei minha casa, minha asa

Loucura de cada dia.

 

Dá-me o silêncio da noite

Pra ouvir o sapo namorando a lua

 

Dá-me o direito ao açoite

Ao ócio, ao cio

A vadiagem pela rua.

 

Deixa-me perder a hora

Pra ter tempo de encontrar a rima

Ver o mundo de dentro pra fora

E a beleza que aflora de baixo pra cima.

 

Ó Meu Pai dá-me o direito

De dizer coisa sem sentido

De não ter que ser perfeito

Pretérito, sujeito, artigo definido.

 

De me apaixonar todo dia

De ser mais jovem que meu filho

E ir aprendendo com ele

A magia de nunca perder o brilho.

 

Virar os dados do destino

De me contradizer, de não ter meta

Me reinventar, ser meu próprio Deus

Viver menino, morrer poeta.

 

(Vander Lee)

 

publicado por artedasao às 14:35

Domingo, 07 de Outubro de 2012

Jardim da Casa D. Nuno (Fátima)

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A Pedra.

O distraído tropeçou nela.

O violento a utilizou como projéctil.

O empreendedor a usou para construir.

O camponês, cansado, transformou-a numa cadeira e se sentou.

Para as crianças, foi um brinquedo.

Davi a utilizou para matar Golias.

E Michelangelo a transformou na mais bela das esculturas.

A diferença não está na pedra, e sim no homem.

 

(António Pereira (Apon)

 

 

publicado por artedasao às 13:57

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Olá Maria da Conceição!Encontrei ao acaso o seu bl...
Gostei imenso... De encontrar esses versos soltos ...
Maravilhosa tarde de segunda-feira para ti doce am...
Muito interessante!! Eu nunca tinha visto jarros c...
Uma fotografia muito linda!! Adoro pavões!!
Mais um belo poema e uma fotografia perfeita!!
Gostei muito deste poema!! Verdadeiramente encanta...
Muito linda
Ouvir o eco de nossas próprias palavras nos dá a i...
Belo poema, imagem ainda melhor!Dylan
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