TRABALHOS de ARTES DECORATIVAS em: Madeira, Vidro, Velas, Chacota, Arte Floral, Eva, Patchwork, Pintura, Fotografia e Scrapbooking

Segunda-feira, 16 de Setembro de 2013

"Quem não sabe por que caminho chegará ao mar, deve tomar o rio por companheiro."

(Plauto)

 

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Amar, nunca me coube

Mas sempre transbordou

O rio de lembranças

Que um dia me afogou

 

E nesta correnteza

Fiquei a navegar

Embora, com certeza,

Não me possa salvar

 

Amar nunca me trouxe

Completo esquecimento

Mas antes me somou

Ao antigo tormento

 

E assim, cada vez mais,

Me prendo neste nó

E cada grito meu

Parece ser maior

 

(Mário Quintana)

publicado por artedasao às 12:14

Sexta-feira, 06 de Setembro de 2013

 

"Na vida, há momentos que parecem que estamos dentro de um túnel. Porém, ao atravessa-lo podemos ver novamente uma maravilhosa paisagem. O que não podemos fazer é parar no meio."

(Daisaku Ikeda)

 

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Todos os dias olho numa direcção única 

Mais sempre vejo um túnel

Talvez eu deva entrar

Mais ele parece ser tão obscuro

Mais talvez como um túnel

Exista um fim

Esse é o detalhe

Será que existirá um fim?

E se existir, será que estaremos felizes com ele?

Tá; prefiro esperar você me encontrar

Pois vamos na mesma direcção

E quem sabe achamos uma rota alternativa

Que nós não precisemos de enfrentar esse túnel obscuro

Para sermos um pouco mais felizes.


(Fernando Tayrone)

 

publicado por artedasao às 11:48

Terça-feira, 13 de Agosto de 2013

(Ponte pedonal na margem do Rio Ave em Vila do Conde)

 

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Identidade Matei a lua e o luar difuso.

Quero os versos de ferro e de cimento.

E em vez de rimas, uso

As consonâncias que há no sofrimento.

 

Universal e aberto, o meu instinto acode

A todo o coração que se debate aflito.

E luta como sabe e como pode:

Dá beleza e sentido a cada grito.

 

Mas como as inscrições nas penedias

Têm maior duração,

Gasto as horas e os dias

A endurecer a forma da emoção.

 

(Miguel Torga)

 

publicado por artedasao às 14:30

Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

(Ponte Nova em Portimão)

 

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A Ponte Para o Sempre

 

 

 

Pensamos que, às vezes, não restou um só dragão.

 

Não há mais qualquer bravo cavaleiro, nem uma única princesa a passear por florestas encantadas.

 

Pensamos, às vezes, que a nossa era está além das fronteiras, além das aventuras. Que o destino já passou do horizonte e se foi para sempre.

 

É um prazer estar enganado.

 

Princesas e cavaleiros, encantamentos e dragões, mistério e aventura... Não existem apenas aqui e agora, mas também continuam a ser tudo o que já existiu nesse mundo.

 

Em nosso século, só mudaram de roupagem. As aparências se tornaram tão insidiosas que as princesas e cavaleiros podem se esconder uns dos outros, podem se esconder até de si mesmos.

 

Contudo, os mestres da realidade ainda nos encontram, em sonhos, para nos dizerem que nunca perdemos o escudo de que precisamos contra os dragões; que uma descarga de fogo azul nos envolve agora, a fim de que possamos mudar o mundo como desejarmos.

 

A intuição sussurra a verdade!

 

Não somos poeira, somos magia!

 

Feche os olhos e siga sua intuição.

 

 

 

(Richard Bach)

 

publicado por artedasao às 16:13

Sábado, 08 de Dezembro de 2012

(Ponte Luis I, Ponte do Infante e o Rio Douro)

 

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"Imagine a vida como um jogo, no qual você faz malabarismo com cinco bolas que são lançadas no ar... Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito.

O trabalho é a única bola de borracha.

Se cair, bate no chão e pula para cima.

Mas as quatro outras são de vidro.

Se caírem no chão, quebrarão e ficarão permanentemente danificadas.

Entendam isso e assim conseguirão o equilíbrio na vida".

Como?

Não diminua seu próprio valor comparando-se com outras pessoas.

Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial.

Não fixe seus objectivos com base no que os outros acham importante.

Só você tem condições de escolher o que é melhor para si próprio.

Dê valor e respeite as coisas mais queridas de seu coração.

Apegue-se a ela como a própria vida. Sem elas a vida carece de sentido.

Não deixe que a vida escorra entre os dedos por viver no passado ou no futuro.

Se viver um dia de cada vez, viverá todos os dias de suas vidas.

Não desista enquanto ainda é capaz de um esforço a mais.

Nada termina até o momento em que se deixa de tentar.

Não tema admitir que não é perfeito.

Não tema enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser valentes.

Não exclua o amor de sua vida dizendo que não pode encontrá-lo. A melhor forma de receber amor é dá-lo. A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a si próprio. A melhor forma de manter o amor é dar-lhe asas. Corra atrás de seu amor, ainda dá tempo!

Não corra tanto pela vida a ponto de esquecer onde esteve e para onde vai.

Não tenha medo de aprender. O conhecimento é leve. É um tesouro que se carrega facilmente.

Não use imprudentemente o tempo ou as palavras. Não se pode recuperar uma palavra dita.

A vida não é uma corrida, mas sim uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo.

 

Lembre-se: Ontem é história.

Amanhã é mistério e HOJE é uma dádiva.

Por isso se chama "Presente".

 

(Brian Dyson)

 

publicado por artedasao às 10:31

Sábado, 29 de Setembro de 2012

(Cidade da Régua)

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Assassino de Passagem

 

Quando não existia tecnologia o mundo vivia em harmonia, não era prejudicado por nenhuma acção dos seres vivos que nele habitavam.

O homem ainda não habitava a Terra, mas quando surgiu, foi o começo da morte do planeta.

Antes, ele não prejudicava o meio ambiente, apenas matava para comer, como todos os outros seres vivos.

Mas, em algum momento, tudo evoluiu e infelizmente o homem começou a pensar, imaginar muito além daquilo que ele tinha, ou como ele vivia.

Surgiu a tecnologia, o botão para a destruição a prazo do planeta.

Por consequência dela, o homem foi desenvolvendo cada vez mais e criar aparelhos electrónicos fantásticos, que encantou os olhos das pessoas e fez esquecer a beleza da natureza, de como é bom respirar um ar puro, escutar o barulho que o vento faz ao balançar as árvores.

Tudo isso foi trocado por buzinas, um céu cinza e rios podres. O homem ficou cego e surdo e só vai perceber realmente, que estragou a vida no planeta quando não ter mais o que comer e beber.

Ele se achou superior a tudo e a todos os seres vivos da Terra, mas é o mais ignorante e egoísta, logo vai morrer, pois não aguentará as consequências dos danos causados por ele mesmo.

Os pequenos seres, insignificantes, assim julgados, serão os que habitarão a Terra e agora será o homem o ser pequeno e extinto.

 

(Flávia Basílio)

 

 

publicado por artedasao às 11:25

Quarta-feira, 19 de Setembro de 2012

Ponte do Infante

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Conta a lenda que dormia

Uma Princesa encantada

A quem só despertaria

Um Infante, que viria

De além do muro da estrada.

 

Ele tinha que, tentado,

Vencer o mal e o bem,

Antes que, já libertado,

Deixasse o caminho errado

Por o que à Princesa vem.

 

A Princesa adormecida,

Se espera, dormindo espera,

Sonha em morte a sua vida,

E orna-lhe a fronte esquecida,

Verde, uma grinalda de hera.

 

Longe o Infante, esforçado,

Sem saber que intuito tem,

Rompe o caminho fadado,

Ele dela é ignorado,

Ela para ele é ninguém.

 

Mas cada um cumpre o destino

Ela dormindo encantada,

Ele buscando-a sem tino

Pelo processo divino

Que faz existir a estrada.

 

E, se bem que seja obscuro

Tudo pela estrada fora,

E falso, ele vem seguro,

E vencendo estrada e muro,

Chega onde em sono ela mora,

 

E, inda tonto do que houvera,

À cabeça, em maresia,

Ergue a mão, e encontra hera,

E vê que ele mesmo era

A Princesa que dormia.

 

(Fernando Pessoa)

 

 

publicado por artedasao às 11:20

Segunda-feira, 17 de Setembro de 2012

Pontes D. Maria Pia e São João

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Retrato do poeta quando jovem

 

Há na memória um rio onde navegam

Os barcos da infância, em arcadas

De ramos inquietos que despregam

Sobre as águas as folhas recurvadas.

 

Há um bater de remos compassado

No silêncio da lisa madrugada,

Ondas brancas se afastam para o lado

Com o rumor da seda amarrotada.

 

Há um nascer do sol no sítio exacto,

À hora que mais conta duma vida,

Um acordar dos olhos e do tacto,

Um ansiar de sede inextinguida.

 

Há um retrato de água e de quebranto

Que do fundo rompeu desta memória,

E tudo quanto é rio abre no canto

Que conta do retrato a velha história

 

(José Saramago)

 

 

publicado por artedasao às 11:04

Quarta-feira, 18 de Abril de 2012

Não viva para que a sua presença seja notada.

Mas para que a sua falta seja sentida.

 

(Bob Marlev)

 

Autora: Arte da São

tags: ,
publicado por artedasao às 14:34

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Olá Maria da Conceição!Encontrei ao acaso o seu bl...
Gostei imenso... De encontrar esses versos soltos ...
Maravilhosa tarde de segunda-feira para ti doce am...
Muito interessante!! Eu nunca tinha visto jarros c...
Uma fotografia muito linda!! Adoro pavões!!
Mais um belo poema e uma fotografia perfeita!!
Gostei muito deste poema!! Verdadeiramente encanta...
Muito linda
Ouvir o eco de nossas próprias palavras nos dá a i...
Belo poema, imagem ainda melhor!Dylan
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