TRABALHOS de ARTES DECORATIVAS em: Madeira, Vidro, Velas, Chacota, Arte Floral, Eva, Patchwork, Pintura, Fotografia e Scrapbooking

Quinta-feira, 09 de Janeiro de 2014

A noite só é negra quando não temos uma luz para iluminar a escuridão.

(Valdeci Alves Nogueira)

 

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Recordo Ainda

 

Recordo ainda... E nada mais me importa...

Aqueles dias de uma luz tão mansa

Que me deixavam, sempre, de lembrança,

Algum brinquedo novo à minha porta...

 

Mas veio um vento de Desesperança

Soprando cinzas pela noite morta!

E eu pendurei na galharia torta

Todos os meus brinquedos de criança...

 

Estrada afora após segui... Mas, aí,

Embora idade e senso eu aparente

Não vos iludais o velho que aqui vai:

 

Eu quero os meus brinquedos novamente!

Sou um pobre menino... acreditai!...

Que envelheceu, um dia, de repente!...

 

(Mario Quintana)

 

publicado por artedasao às 14:47

Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2013

"Uma vela, nada perde quando com sua chama, acende uma outra que está apagada."

 (Orison S.Marden)


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Uma Vela a manter a esperança

Outra a iluminar a beleza

Acendeu a terceira só por lembrar

De como pode ser efémera toda a certeza!

 

(Marcia Bandeira)

 

publicado por artedasao às 11:59

Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2013

Ligue o som, ouça sua música preferida, acenda um incenso, atraia bons fluidos, faça o que você gosta e quando você se der conta, o problema já terá saído de fininho.

(Rayana Krambeck)


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Poesia do amor


 

Muito agradável este cheiro teu,

mesclado ao aroma do incenso.

Esqueço até mesmo quem sou eu,

sem saber, ao menos, no que penso.

 

Os teus lábios na mesma taça de vinho,

aonde os meus, marcados também estão,

fazem, dos nossos apenas um carinho.

Duas mentes ligadas, numa só emoção.

 

Na parede, feito tela, a paisagem.

Contornos que identificam o amor.

Fundimo-nos numa mesma imagem.

Na sombra, não há distinção de cor.

 

Na fogueira, somos chama que se renova.

Nossa fusão amorosa se dá no abraço.

Uma teoria, em prática, posta à prova.

Dois corpos ocupam o mesmo lugar no espaço.

 

(Maria da Consolação)



publicado por artedasao às 20:24

Terça-feira, 03 de Dezembro de 2013

(Velas Decorativas trabalhadas com vários materiais)

 

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Primavera Perdida

 

 

Eu sou o inverno que não te aquece

E tu, a primavera que enfeita minha vida.

Se eu me aproximo de ti, ao sentir-me, estremeces

E eu choro minha primavera perdida.

 

Chegará o dia de seres o verão ardente,

Alcançaras então tua plenitude.

Serão tempos de actos inconsequentes,

Sonhados, todos, em tua juventude

 

O tempo, tempo não perdoa é implacável!

Ao mirar-te no espelho, assustada, perderás o sono,

Ele, o tempo, porá em ti, dele, a marca indelével,

Acusando-te: - É chegado o teu outono!

 

Daí, ao inverno onde estou!

O caminho é bem curto e frio,

Olharás para trás e não verás onde tudo começou.

A chama se apaga, quando da vela acaba o pavio!

 

(ubirajara)

 

publicado por artedasao às 14:27

Quarta-feira, 27 de Novembro de 2013

(Velas Especiais para decoração, feitas por encomenda. Coloquei esta foto na capa do meu Facebook https://www.facebook.com/ArteDaSao?ref=nf )

 

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À LUZ DAS VELAS


 

Olhando, a bruxuleante chama, desta vela.

Viajo em pensamento, até aquele dia.

Na lembrança, parece até, com cena de novela.

Daquele encontro, só restou à nostalgia.

 

Marcamos o encontro, em um lugar, bem afastado.

Combinamos que o jantar seria à luz de velas.

Tudo perfeito, com esmero, preparado.

Noite estrelada, romântica e muito bela.

 

Na penumbra, à luz das velas.

Nas chamas, eternizamos aqueles momentos.

O tempo insensível passou tão rápido.

Mas, os minutos transcorriam suaves e lentos.

 

Eu a ti olhava, com olhos ávidos.

E os teus se mostravam também sedentos

Dávamos vazão, aos mais profundos, sentimentos.

Esquecidos, ficamos do mundo com suas mazelas

 

Mágicos momentos vividos,

Relembro-os agora á luz desta vela.

Trago-os, ao presente, pelos meus sentidos.

Como num filme, projectado, em uma tela.

 

(Rosangela


publicado por artedasao às 09:31

Sábado, 23 de Novembro de 2013

(Velas Craqueladas e Enfeitadas com Vários Materias)

 

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VENDA DOS OLHOS

 

Silêncio, que noite calma

No céu só vejo neblina

Onde mergulha minha alma

Nenhuma estrela ilumina

 

Olhando pela janela

Meu pensamento é infinito

E como uma Cinderela

Eu passo pra um mundo bonito

 

Eu tiro a venda dos olhos

E dos meus pés a corrente

E como um pássaro nocturno

Voo e deixo meu coração pungente

 

Tenho amigos, sou feliz

Sorrio muito contente

Não tenho varão, nem raízes

E desconheço descendente

 

Não tenho medo de nada

Nem sinto a hora passar

Mas temo a madrugada

Que o pássaro tem que voltar

 

E assim vestida de rendas

Chego a pensar que sou gente

Mas outra vez, coloco a venda nos olhos

E nos meus pés a corrente

 

(Lindalva Anzellotti Leal)

 

publicado por artedasao às 10:52

Quinta-feira, 21 de Novembro de 2013

(Porta velas em vidro pintado, peças únicas)

 

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Voo Imaginário

 

 

Seria então, o meu céu no teu sorriso

Flores, beijos, nós, dois...Mais ninguém

Neste mar fascinante, revolto e impreciso

Porque ao teu lado sou mais e além

 

Sou o sol em dia escuro e in conciso

Iluminando o vil e sombrio engano do bem

Pois contigo, sou só o céu e o paraíso

Sou alma, coração e libido, também

 

Nem contabilizo o ínfimo humano indeciso

Decido querer ser pra sempre, tua refém

Neste voo imaginário, enigmático e indiviso

 

Aí então todos os poemas que fluem e nos mantém

Serão a lírica e santa música de versos concisos

O universo, o amor e a paz... Amém!...

 

(Siomara Reis Teixeira)

 

publicado por artedasao às 12:58

Terça-feira, 19 de Novembro de 2013

(Porta Velas em Vidro Pintado, Peças Únicas)

 

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O Teu Olhar

 

 

Nos teus olhos lindos e profundos

 

Consigo ver todos os mundos.

 

A paz, a luz, a amizade e a cor,

 

Consigo visualizar todo o amor

 

Que possuis no teu quente coração.

 

Consigo imaginar a dádiva da tua mão

 

Espalhando para todos a felicidade

 

Da tua bela e generosa amizade.

 

Vejo que não existem pesares

 

No mar que vais velejando

 

Dia a dia com bons ares

 

E sempre procurando

 

A chegada a um qualquer cais

 

Com paz, amor e amizade

 

Onde nunca será demais

 

Distribuíres a felicidade.

 

Nesse olhar lindo e profundo

 

Com inabalável esperança

 

De criar um novo mundo

 

Pleno de real temperança

 

Assim vais tu pelo mundo

 

Pela terra, pelo ar, pelo mar

 

Ensinando amor profundo

 

Com esse teu lindo olhar.

  

(Maria Real)

 

publicado por artedasao às 12:25

Domingo, 17 de Novembro de 2013

Se tens conhecimento, deixa que as outras pessoas acendam as suas velas na tua.

(Thomas Fuller)

 

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AS QUATRO VELAS

 

 

Quatro velas ardiam sobre a mesa,

E falavam da vida e tudo o mais.

A primeira, tristonha: “Eu sou a PAZ,

Mas o mundo não quer me ver acesa…”

 

A segunda, em soluços desiguais:

“Sou a FÉ! Mas é triste a minha empresa:

Nem de Deus se respeita a Realeza…

Sou supérflua, meu fogo se desfaz…”

 

A terceira sussurra, já sem cor:

“Estou triste também, eu sou o AMOR…

Mas perdi o fulgor como vocês…”

 

Foi a vez da ESPERANÇA – a quarta vela:

“Não desiste ninguém, que a vida é bela!

E acendeu novamente as outras três!

 

(Dedé Monteiro)

 

publicado por artedasao às 12:39

Sexta-feira, 15 de Novembro de 2013

(Vela Oca Craquelada)

 

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DÚVIDA...

 

Esperar...

Sentir bater no peito angustiado,

Medroso, o coração, desesperado,

Tentando respirar, buscar mais ar...

 

Pensar...

De volta à cabeça, o mesmo fato,

Perder o que se quer, um triste ato,

Tentar pedir, rogar, se humilhar...

 

Chorar...

E não se ter certeza da resposta,

Ter que se perder o ser que gosta,

E se ferir, mentir, sofrer, penar...

 

Amar...

E não se ter passado, nem futuro,

Ter-se pela frente, à cara, um muro,

Que te envolve, oprime, esmaga...

 

Sofrer...

Buscar achar nas brumas do passado,

A luz de um amor (já condenado)

No fogo de uma vela que se apaga...

 

(BUCHARA)

 

 

publicado por artedasao às 12:40

Quarta-feira, 13 de Novembro de 2013

(Vela Oca Craquelada e trabalhada com Galão)

 

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Velas e Flores

 

Velas e flores oram

escutando os contos

que narra o mar...

 

O mar conta vidas:

umas, sonhos de amor;

outras, desespero e dor...

 

O mar anda cansado;

já não é ponte e magia,

nem floresce poesia...

 

O mar é hoje saudade:

de peixes, mariscos e

estrelas encantadas...

 

O mar chora o barco

da vida que atolado no

charco, deixou de navegar.

 

(Jorge Bichuetti)

 

 

publicado por artedasao às 12:11

Sábado, 09 de Novembro de 2013

Até que o sol não brilhe, acendamos uma vela na escuridão.

(Confúcio)

 

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Dores da ausência

 

 

A bagunça da minha cabeça

Aperta o peito meu,

A saudade do teu beijo

Me deixa um tanto ateu.

 

Perco a fé

E tenho febre

No frio da tua ausência

Minha dor é de carência.

 

Tua chegada é incerta

Minha utopia ainda é vê-la

De madrugada acendo uma vela

Faço prece

Sem pressa de terminar

Pois enquanto oro

Sinto você me abraçar.

 

Clamo à lua com fervor

Teu rosto em minha mente

Leva-me aos prantos

E lava-me das mágoas e dores

Que toda essa ausência me causa.

 

 (Vitoriano Bill)

publicado por artedasao às 12:27

Sexta-feira, 01 de Novembro de 2013

(Porta velas em vidro pintado)

 

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À Luz Das Velas

 

Não longe daqui, em algum lugar

Os sinos repicam acordes

Que me chegam, feito canção

Um alento de esperança

O murmúrio de uma oração

Nessa noite que se me faz diferente e tão bela

O Céu derrama uma avalanche de estrelas

Aos meus olhos que choram

E não podem vê-las…

Fico, então, somente com as fagulhas

Da chama das humildes velas que evolam

Centelhas luminosas que reflectem

O brilho húmido do meu olhar

Desvencilhando-me das sombras que carrego

Da minha própria imperfeição

Sinto-me agora, boa e pura

Nessa noite da minha solidão.

 

(Maria Lúcia)

 

publicado por artedasao às 12:05

Quinta-feira, 17 de Outubro de 2013

O Amor é uma luz que não deixa escurecer a Vida.

(Camilo Castelo Branco)

 

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Lá muito ao longe… está a luz!

Eu já a vi!

E agora…

Procuro o caminho que a Ela conduz…

 

Mas afastai-vos, caridoso intento!

Saí da minha frente,

Gentes que ouvistes meu lamento!

 

Perdoai o meu tom brutal, irado…

… Mas eu não quero fazer o tema copiado!

 

Eu quero ir sozinha!

Consciente dos meus passos!

Ainda que gaste a vida em sofrimento…

Eu quero ir sozinha!...

 

Deixai-me passar!...

Deixai-me enganar e recomeçar…

Deixai-me ficar aos bocados pela estrada,

Deixai-me que procure em direcção errada,

Mas deixai-me ir sozinha!...

 

E se eu morrer antes de alcança-la,

A Luz saberá

Que eu gastei a vida a procurá-la!...

 

(Maria José Rijo)

 

publicado por artedasao às 12:03

Terça-feira, 11 de Junho de 2013

(Vela com Flor Vermelha e com Técnica de Découpage

     

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Noite Sem Sol

 

Olho para as estrelas,

Dividem minha dor.

Agora sim posso velas,

Elas também sofrem de amor.

 

A noite é mais escura,

Não existe mais o dia.

A vida já é dura...

Insuportável sem alegria.

 

Dei meus últimos passos,

Deixei meus sonhos para traz.

Perdi todos meus laços...

Junto: minha paz.

 

Quando o dia vai voltar?

Raiar sobre teu corpo...

Não consigo acreditar,

Que por palavras eu fui morto.

 

Sempre reconheci minha falta de brilho,

A distância que teria, que andar.

Da saudade hoje sou filho...

Pois sonhei que um dia iria, me amar.

 

Dei todo meu calor ao sol,

Senti frio por querer.

Hoje preso ao seu anzol...

Já não me importo em morrer.

 

(Adilson Salles Bueno)

publicado por artedasao às 14:31

Sábado, 27 de Abril de 2013

( e Decorativas)


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O que escrevo é impossível descrever

 

 

À luz de velas é difícil se apagar

 

Até o infinito é mais fácil decifrar

 

Brancos no preto, tarda a acender

 

Noite estrelada, tarda o amanhecer

 

 

Noite escura que se esqueceu de acabar

 

Raios da manhã se esqueceram de aparecer

 

Uma sombra teima a iluminar

 

A luz insiste em iludir

 

Uma vida inteira a acordar

 

Inúmeras noites sem dormir

 

 

Palavras mais sinceras com letras ilegíveis

 

Imagens abstractas com tintas invisíveis

 

Pretos no branco na margem da reflexão

 

Verdades expostas na mais clara escuridão

 

Extinto de menino, sentimento em extinção

 

 

(Junior Fortini)

 

publicado por artedasao às 13:59

Sexta-feira, 19 de Abril de 2013

(Vela trabalhada com Tecido)

 

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Caminhos

 

Na vida existem caminhos...uns tortuosos, outros dolorosos, outros planos.

Caminhos, que nos fazem trilhar horas de intensa felicidade, de infinitas verdades, caminhos que inspiram o nosso pensar.

Há caminhos atraentes, cuja trilha enche a vista, mas são caminhos enganosos, fraudulentos, traiçoeiros.

Há quem encontre no caminho uma sombra onde repousar, onde declinar a cabeça, respirar o ar puro da natureza, revigorar as forças e fazer um novo começo.

Caminhos...

De dor e desespero, caminhos do pavor e do medo, do desconhecido e também de segredos.

Caminhos que não te deixam opção, onde deves ponderar e até duvidar do que diz o coração.

Caminhos e trajectórias de esperança e de vontades, caminhos que te levam a liberdade. Caminhos que te dizem o que fazer, onde está a razão e onde encontrar o querer.

Caminhos que impedem de ser covarde. Caminhos que gritam onde está a minha felicidade.

Então...Caminho nesse sol causticante, na estrada da vida que outrora fora errante.

Caminho a passos largos porque tenho pressa. Deixando assim, a dúvida e o medo que resta, caminho em busca do que acredito, não sei se estarei em caminhos próximos ou longe do que vivo, caminho simplesmente...

 

(Elke Sandra)

 

publicado por artedasao às 11:45

Segunda-feira, 15 de Abril de 2013

(Vela Trabalhada com Tecido)

 

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São essas pequeninas coisas bordadas com fios de afectos no tecido áspero do cotidiano, que enfeitam com gotinhas açucaradas a nossa alma.

 

(Elza Nack)

 

publicado por artedasao às 12:04

Segunda-feira, 11 de Março de 2013

(Velas Decorativas com galão, Glitters e Tecido)

 

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Vago Poema

 

Cheirando à areia e sal,

Sou gaivota a sobrevoar o mar.

Sou mistério neste vazio,

Sou o tranquilo voo das aves,

Rumo à linha oscilante, mar e maresia.

Enquanto o vento no areal vai passando,

Como as marcas desenhadas na areia,

Somem as palavras da lembrança,

Como rastros na maré cheia.

Íntima ideia, clara no pensamento,

Que se perde em devaneios e,

Na latência deste silêncio,

Me alimento da poesia alheia.

 

(Sônia Schmorantz)

 

publicado por artedasao às 17:10

Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013

(Caixa com Vela que preparei para o baptizado da minha Neta Beatriz)

 

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À Distância

 

Há quem por ti de longe vela,

Deseja-te ver sempre brilhar,

Oferece-te carinho e zela

Por tua felicidade e bem-estar.

 

Alguém com palavras pincela

O quanto encanta o teu olhar,

Compõe versificada aquarela,

Almeja admiração demonstrar.

 

Tanta dedicação assim revela

Ser pouco importante o lugar,

Se uma paixão existe e é bela

Até a distância poderá superar.

 

(Dennys Távora)

 

publicado por artedasao às 10:50

Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013

(Vela decorada com tecido de lantejoulas)

 

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EU?

 

Eu sou alguém que sabe que o mundo adoeceu...

E a cada dia me convenço mais dessa nossa loucura, porque não me excluo.

Quantas vezes; me vi concordando com absurdos inconfessáveis?

Quantas vezes; acreditei na verdade comercializada, como se o valor da verdade correspondesse a preço?

Somos esse mundo louco que não se encara, que teme ver no espelho a cara feia da decepção, a horrenda mas infantil imagem de seus próprios passos, as tortuosas curvas dos nossos caminhos; encantados e consequentemente falsos.

Que prodigiosamente nos levam a lugar nenhum.

As pessoas boas estão sozinhas e desprezadas.

As pessoas simples frequentemente são subjugadas.

Os inocentes morrem cedo.

As qualidades são dia a dia questionadas, mas os defeitos podem ser revisados, revisitados, compreendidos, perdoados.

Queremos matar um leão por dia e ainda assim temos uma voraz fome de paz.

Suplicamos aos céus fagulhas de luz mas ignoramos olhos que brilham ao nos ver.

Perdemos horas decifrando os que nos magoaram e minutos rindo dos que dizem nos amar.

Clamamos contra a solidão, mas não permitimos que alguém nos ame de verdade.

Tememos a sinceridade, mas permitimos que nos enganem sem cerimónia.

Julgamos tolos os que nunca nos fariam sofrer e atraentes os que nos fizeram chorar.

Já não sabemos distinguir o riso do deboche, o apaixonado do idiota, o sofrimento do sofredor, o carinho do desejo, a inocência da dissimulação, a fé da ignorância, o amor da possessividade.

O mundo está doente...

Nós estamos doentes...

Estamos viciados em dor.

Vivemos um eterno; doping emocional, social, canibal, insano, digerindo as pílulas amargas da desilusão e transpirando com pressa nossa capacidade de amar. Diante de pessoas dignas nos apiedamos.

Com quem não tem valor nos aventuramos.

Somos a antítese do que sonhamos ser na infância.

Ou nem sabemos quem somos.

Louco mundo dos "sem noção"!

Perdemos a capacidade de amar sem medo, mas temos a coragem de nos entregar por nada.

O mundo está doente!

Somos o mundo!

E eu; faz tempo, nem sei quem sou.

 

(Rosane Rocha de Freitas)

 

publicado por artedasao às 12:20

Terça-feira, 08 de Janeiro de 2013

(Vela trabalhada com folha de Alumínio, Galão e Aplicação )

 

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Vida: Beleza sem Fim!


Faz parte da vida as surpresas,

Faz parte da vida as incertezas,

Faz parte da vida as decepções,

Faz parte da vida o sofrimento,

Faz parte da vida conscientizar-se da vida...

Faz parte da vida as decisões,

Faz parte da vida usar de boas intenções,

Faz parte da vida a perseverança...

Faz parte da vida a bonança...

Faz parte da vida as discordâncias...

Faz parte da vida o respeito ao outro.

Faz parte da vida procurar melhorar-se,

Faz parte da vida doar-se,

Faz parte da vida ser autêntico,

Faz parte da vida sentir a vida do outro,

Faz parte da vida sentir o outro na sua vida,

Faz parte da vida, a vida do outro sair da tua vida...

Faz parte da vida entristecer-se...

Só não faz parte da vida sentir tua vida sem vida, quando tua vida é uma parte da VIDA que forma esta BELEZA SEM FIM!

 

(José Guilherme)

 

publicado por artedasao às 11:15

Sábado, 29 de Dezembro de 2012

(Decorada com Folha de Alumínio)

 

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Amigo de Verdade

 

Sou a voz desesperada que grita no deserto

Em teu coração faço morada

Compartilho contigo meus anseios

E tu, amigo, me encontrastes

Em tua mente encontro espaço

Te faço conhecer os meus sonhos

Por ti, me transformo num exército

Só para te defender.

Se me chamas

Estou pronto a te servir

Não há muros nem barreiras

Para separar nossa amizade

Se tu estás triste, choro contigo

Se tu estás feliz, me alegro contigo

Se vais para a guerra, serei a linha de frente

Se paras de guerrear, serei a bandeira branca

Sou confissão, sou ouvidos

Sou aquele que te estende a mão

Sou aquele que compartilha

O momento e a decisão

Mas se não fosse nada disso

Seria apenas um simples amigo

Atento a qualquer reacção

Sou seu amigo, de coração.

 

(Clayton Montarroyos)

 

publicado por artedasao às 10:49

Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2012

(Vela decorada com galão)

 

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Sou uma nuvem negra no Céu

Prestes a chover

Sou a letra triste no papel

Que o poeta começou a escrever.

Sou a mulher branca, negra, mulata,

Sou a loura, a morena e a parda.

Sou a mulher magra e a alta.

Sou a mulher pequena e a gorda.

Sou enfermeira

E psicóloga

Sou professora

Sou sexóloga.

Sou a dona de casa e chefe também.

Sou doméstica no meu lar.

Sou guia espiritual que diz amém

Sou eu mesma quem guia meu caminhar.

Sou do Norte e do Nordeste

Represento a mulher Portuguesa

Sou do Sul, Sudeste, Centro-o este;

Sou de Portugal, mas não discrimino a estrangeira.

Sou a tristeza e a alegria

Sou o riso, o choro, a amizade.

Sou a melancolia e a euforia

Sou o abraço da saudade.

Sou a mulher labareda

Onde o fogo foi meu algoz

Sou a vitória e sou a perda

Sou a nascente de um rio e sou a foz.

Sou Joana D’Arc, não tenho medo

Sou a chegada e sou a saída

Sou o calor dos ágeis dedos

Da poetisa que me deu a vida.

 

(Autor Desconhecido)

 

publicado por artedasao às 11:19

Terça-feira, 25 de Dezembro de 2012

(Vela com Laço e Flor)

 

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Eu tenho pena da Lua!

Tanta pena, coitadinha,

Quando tão branca, na rua

A vejo chorar sozinha!...

 

As rosas nas alamedas,

E os lilases cor da neve

Confidenciam de leve

E lembram arfar de sedas

 

Só a triste, coitadinha...

Tão triste na minha rua

Lá anda a chorar sozinha...

 

Eu chego então à janela:

E fico a olhar para a lua...

E fico a chorar com ela!...

 

(Florbela Espanca)

 

publicado por artedasao às 10:30

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Olá Maria da Conceição!Encontrei ao acaso o seu bl...
Gostei imenso... De encontrar esses versos soltos ...
Maravilhosa tarde de segunda-feira para ti doce am...
Muito interessante!! Eu nunca tinha visto jarros c...
Uma fotografia muito linda!! Adoro pavões!!
Mais um belo poema e uma fotografia perfeita!!
Gostei muito deste poema!! Verdadeiramente encanta...
Muito linda
Ouvir o eco de nossas próprias palavras nos dá a i...
Belo poema, imagem ainda melhor!Dylan
Arte da São
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