TRABALHOS de ARTES DECORATIVAS em: Madeira, Vidro, Velas, Chacota, Arte Floral, Eva, Patchwork, Pintura, Fotografia e Scrapbooking

Segunda-feira, 03 de Fevereiro de 2014

(Travessa em Vidro com Técnica de Pintura Encáustica)

 

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Pequeno grande mundinho

 

 

 

Quando saímos do nosso

 

Grande pequeno mundinho,

 

Percebemos que há um outro

 

Bem maior e mais vivo.

 

Que existem outras pessoas.

 

Que há delírios, conflitos,

 

Problemas maiores que o nosso.

 

E que bastaria

 

Não uma tempestade

 

Mas uma simples brisa

 

Para varrê-los como poeira.

 

Mas o que importa os outros?

 

Estamos presos a nós mesmos.

 

Problemas todos os têm.

 

Que cada um fique com os seus.

 

É assim que pensamos,

 

E voltamos para o nosso

 

Pequeno grande mundinho,

 

Para a nossa redoma de vidro,

 

Onde a qualquer momento

 

Uma pedra será lançada.

 

 

(Ricardo Ohara)

 

publicado por artedasao às 16:06

Sábado, 21 de Dezembro de 2013

(Porta Incenso, Peças Únicas Desenhos Abstratos)

 

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Desenhos Abstractos

 

 

Às vezes é necessário desenhos abstractos para saber que faz parte dos meus traços... Às vezes quadrado, outras vezes em círculos, outras vezes em paralelos, às vezes em tripé, as vezes em linha recta no horizontal e muitas vezes no vertical, mas tudo se resume em cores berrantes da paixão.

 

(Khaleb Bueno)

 

publicado por artedasao às 11:58

Quinta-feira, 19 de Dezembro de 2013

(Taça de Vidro Pintado, Peças Únicas)

 

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Amor Adormecido

 

 

Em uma cruzada de olhar

 

Foi que um imenso amor nasceu.

 

Não houve tempo pr’a pensar

 

Só sei que tudo escureceu.

 

 

 

Teu sorriso me enterneceu

 

Conseguiste -me emocionar.

 

Em uma cruzada de olhar

 

Foi que um imenso amor nasceu.

 

 

 

Hoje do passado a lembrar

 

Sinto que algo ainda não morreu.

 

Há vontade de te encontrar,

 

Logo nem tudo esmoreceu

 

Em uma cruzada de olhar.

 

 

 

(Mardilê Friedrich Fabre)

 

 

publicado por artedasao às 18:34

Terça-feira, 17 de Dezembro de 2013

(Duas Taças em Vidro Pintado, Peças Únicas)

 

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Deixo Viver

 

Muitas taças coloridas

A esperar por tua bebida

 

Muitas tramas, muitas vidas

Atracções multicoloridas

 

Impressões ensandecidas

Que transbordam sonhos

 

Esvaziam esperanças

Evaporam o amor

 

É fato beber da realidade

De quem apenas "deixa viver"

 

E vai buscar, outra verdade!

 

(Siomara Reis Teixeira)

 

publicado por artedasao às 14:10

Sábado, 07 de Dezembro de 2013

(O porta incenso é de vidro Craquelado a caixa em madeira pintada e forrada de papel)

 

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Chego em casa

 

Encontro apenas seu perfume

Alimento certo, nutritivo pro ciúme

Um bilhete escrito com batom me diz assim:

"Entre um take e outro eu telefono; pense em mim"

Pra me relaxar, ligo a televisão

Mas que tolice a minha

Triste tentativa em vão

Ela me aparece com alguém que não sou eu

Vejo noutros braços tudo, aquilo que é meu.

 

Vejam só vocês; que foi que eu fiz

Fui-me apaixonar por uma actriz.

 

Outra vez eu tento controlar meu coração

Mas meu controle é mais remoto

Que o que eu tenho em minha mão

Fecho os olhos, tento não pensar

Mas não consigo

Com ou sem controlo

É sempre nela que eu me ligo.

Vejam só vocês; que foi que eu fiz

Fui-me apaixonar por uma actriz.

 

O telefone toca, ela me chama

Me lembra que me ama

Aquela voz macia

Diz que tem ciúme e quer saber

Se nela eu pensei

Durante todo o dia.

 

(Roberto Carlos

 

publicado por artedasao às 13:12

Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2013

Ligue o som, ouça sua música preferida, acenda um incenso, atraia bons fluidos, faça o que você gosta e quando você se der conta, o problema já terá saído de fininho.

(Rayana Krambeck)


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Poesia do amor


 

Muito agradável este cheiro teu,

mesclado ao aroma do incenso.

Esqueço até mesmo quem sou eu,

sem saber, ao menos, no que penso.

 

Os teus lábios na mesma taça de vinho,

aonde os meus, marcados também estão,

fazem, dos nossos apenas um carinho.

Duas mentes ligadas, numa só emoção.

 

Na parede, feito tela, a paisagem.

Contornos que identificam o amor.

Fundimo-nos numa mesma imagem.

Na sombra, não há distinção de cor.

 

Na fogueira, somos chama que se renova.

Nossa fusão amorosa se dá no abraço.

Uma teoria, em prática, posta à prova.

Dois corpos ocupam o mesmo lugar no espaço.

 

(Maria da Consolação)



publicado por artedasao às 20:24

Domingo, 01 de Dezembro de 2013

"A confiança é um prato que não pode ser quebrado"

(Aldo Teixeira)

 

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Se eu fosse uma cozinheira

Lhe daria um prato de sopa

Mas como sou uma jovem,

Lhe dou um beijo na boca.

 

Eu amo teu sorriso,

Eu amo teu modo de falar,

Fico perturbada e sem jeito,

Quando vejo teu olhar

 

(Deborah)

 

publicado por artedasao às 16:10

Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013

(Pintado com  Découpage)

 

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Sobre Mesa

 

A vida nos serve de jantar

Frutas e um belo prato principal

Horas, minutos, segundos

Tempo é o que comemos

Desfrutar serenamente

Pois após a comilança

Nada restará

Talheres de prata

Vasos, pratos e cristais

Tudo se foi

Junto com o jantar

As conversas

Os amigos, as promessas

O vazio é o que nos resta

Se der, sente-se a mesa

Deguste cada fruta

E no prato principal

Desfrute como nunca.

 

(Guilherme)

publicado por artedasao às 13:04

Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013

(Ambas em vidro e pintadas, peças únicas)

 

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O que escrevo é impossível descrever

À luz de velas é difícil se apagar

Até o infinito é mais fácil decifrar

Brancos no preto, tarda a acender

Noite estrelada, tarda o amanhecer

 

Noite escura que se esqueceu de acabar

Raios da manhã se esqueceram de aparecer

Uma sombra teima a iluminar

A luz insiste em iludir

Uma vida inteira a acordar

Inúmeras noites sem dormir

 

Palavras mais sinceras com letras ilegíveis

Imagens abstractas com tintas invisíveis

Pretos no branco na margem da reflexão

Verdades expostas na mais clara escuridão

Extinto de menino, sentimento em extinção

 

(Junior Fortini)

 

publicado por artedasao às 17:53

Terça-feira, 19 de Novembro de 2013

(Porta Velas em Vidro Pintado, Peças Únicas)

 

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O Teu Olhar

 

 

Nos teus olhos lindos e profundos

 

Consigo ver todos os mundos.

 

A paz, a luz, a amizade e a cor,

 

Consigo visualizar todo o amor

 

Que possuis no teu quente coração.

 

Consigo imaginar a dádiva da tua mão

 

Espalhando para todos a felicidade

 

Da tua bela e generosa amizade.

 

Vejo que não existem pesares

 

No mar que vais velejando

 

Dia a dia com bons ares

 

E sempre procurando

 

A chegada a um qualquer cais

 

Com paz, amor e amizade

 

Onde nunca será demais

 

Distribuíres a felicidade.

 

Nesse olhar lindo e profundo

 

Com inabalável esperança

 

De criar um novo mundo

 

Pleno de real temperança

 

Assim vais tu pelo mundo

 

Pela terra, pelo ar, pelo mar

 

Ensinando amor profundo

 

Com esse teu lindo olhar.

  

(Maria Real)

 

publicado por artedasao às 12:25

Quinta-feira, 07 de Novembro de 2013

(Desta Técnica de Pintura saem Peças que são únicas no seu desenho)

 

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Horas Íntimas

 

O vinho derramado

O brilho no olhar

O corpo molhado

No espelho embaçado...

 

O olhar derramado

O brilho do vinho

O corpo embaçado

No espelho molhado...

 

A taça quebrada

As roupas jogadas

A chuva de inverno

Na janela da sala...

 

(Walter Pantoja Teixeira)

 

publicado por artedasao às 12:00

Terça-feira, 05 de Novembro de 2013

(Vidro Pintado, sendo peças únicas na sua Pintura)

 

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Apenas um Abraço

 

 

Pode ser bem calminho...

Bem devagarzinho...

Mas que tenha muito carinho...

Vai, não custa nada...

 

Só desejo que seja verdadeiro...

Que tenha amor e amizade...

Que tenha sinceridade...

 

Apenas um abraço...

Estou carente...

Estou sozinha...

Precisando de seu carinho...

 

Meu dia amanheceu...

Frio e nublado...

Abrace-me por favor...

Quero sentir o teu calor...

 

(Vania Staggemeier)

 

publicado por artedasao às 13:09

Sexta-feira, 01 de Novembro de 2013

(Porta velas em vidro pintado)

 

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À Luz Das Velas

 

Não longe daqui, em algum lugar

Os sinos repicam acordes

Que me chegam, feito canção

Um alento de esperança

O murmúrio de uma oração

Nessa noite que se me faz diferente e tão bela

O Céu derrama uma avalanche de estrelas

Aos meus olhos que choram

E não podem vê-las…

Fico, então, somente com as fagulhas

Da chama das humildes velas que evolam

Centelhas luminosas que reflectem

O brilho húmido do meu olhar

Desvencilhando-me das sombras que carrego

Da minha própria imperfeição

Sinto-me agora, boa e pura

Nessa noite da minha solidão.

 

(Maria Lúcia)

 

publicado por artedasao às 12:05

Sexta-feira, 25 de Outubro de 2013

(Taças e lenços de seda pintados, sendo peças únicas visto nunca poderem sair iguais)

 

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Vai lá longe, na floresta,

 

 

Vai lá longe, na floresta,

Um som de sons a passar,

Como de gnomos em festa

Que não consegue durar...

 

É um som vago e distinto.

Parece que entre o arvoredo

Quando seu rumor é extinto

Nasce outro som em segredo.

 

Ilusão ou circunstância?

Nada? Quanto atesta, e o que há

Num som, é só distância

Ou o que nunca haverá.

 

(Fernando Pessoa)

 

publicado por artedasao às 10:22

Segunda-feira, 21 de Outubro de 2013

(Prato Pintado a verde de notar que esta Técnica de Pintura são sempre peças únicas)

 

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Cada ano que se passa

Só confirma o início

Hoje atritamos taças

Comemorando o mútuo vício

 

O amor que se renova

É como o que não se acaba

Sempre brinda o começo

Num ciclo eterno para cada

 

Todos os dias comemoro

Por você estar comigo

Juro ser seu companheiro

Um amante e amado; amigo

 

Se isso te apetecer

Façamos sempre assim

Dou-te sempre meu amor

E você dá o seu pra, mim

 

(Ivan Lyra)

 

publicado por artedasao às 14:45

Sexta-feira, 18 de Outubro de 2013

(Com esta Técnica de Pintura as peças são Únicas)

 

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Como Inútil Taça Cheia

 


Como inútil taça cheia

Que ninguém ergue da mesa,

Transborda de dor alheia

Meu coração sem tristeza.

 

Sonhos, de mágoa figura

Só para Ter que sentir

E assim não tem a amargura

Que se temeu a fingir.

 

Ficção num palco sem tábuas

Vestida de papel seda

Mima uma dança de mágoas

Para que nada suceda.

 

(Fernando Pessoa)

 

publicado por artedasao às 12:44

Domingo, 13 de Outubro de 2013

(Taças em vidro Pintado, que podem ser colocadas em quem encomendar)

 

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Duos...

 

Dois corpos, duas caras…

Duas taças, duas bebidas,

Dois pensares, dois olhares,

Duas visões, duas vidas...

 

Uma mão sobre a outra...

Uma presa, outra solta,

Uma chora, outra implora,

Uma pensa, outra se apavora...

 

Duas vidas, duas sinas...

Duas ruas, duas esquinas,

Duas aves: uma dócil outra de rapina,

Dois destinos, duas diferentes doutrinas…

 

Uma história, dois amores...

Uma vontade, dois vencedores,

Duas visões e muitos valores,

Dois desejos e muitas flores...

 

Fim do tempo, fim de linha,

Fio longo ou só uma pontinha,

Fim do reinado, do Rei e da Rainha,

Da imaginação, do que se pensava que tinha...

 

(Tarciso de Souza)

publicado por artedasao às 11:49

Domingo, 26 de Maio de 2013

(Travessa em Vidro com Découpage de Guardanapo e Papel de Arroz)

 

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Tempo Certo

 

 

 

Assim Como as Frutas, Tudo Tem Seu Tempo! =)

 

De uma coisa podemos ter certeza:

 

De nada adianta querer apressar as coisas; tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto, mas a natureza humana não é muito paciente.

 

Temos pressa em tudo, aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca por pura ansiedade de não aguardar o Tempo Certo.

 

Mas alguém poderia dizer:

 

Mas qual é esse tempo certo?

 

Bom, basta observar os sinais...

 

Quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do quotidiano, enviarão sinais indicando o caminho certo.

 

Pode ser a palavra de um Amigo, um texto lido, uma observação qualquer; mas com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa!

 

Basta você acreditar que,

 

Nada Acontece Por Acaso!

 

(Maressa Amorim)

 

publicado por artedasao às 14:34

Quarta-feira, 08 de Maio de 2013

(Travessa em Vidro com Découpage e Papel de Arroz)

 

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O Florista

 

 

Havia um garotinho que todos os dias oferecia rosas vermelhas às pessoas que passavam na rua.

 

Para ele, era sagrado.

 

Fizesse chuva ou fizesse sol, não importava: todos os dias lá estava ele a oferecer rosas vermelhas aos que passavam, e sempre com o melhor sorriso no rosto!

 

E havia os que gostavam muito.

 

Havia quem estivesse triste e ficasse alegre.

 

Havia os que ficavam surpresos.

 

E havia até os que iam até ele buscar mais rosas!

 

 

Mas também havia os que dispensavam e até os que reclamavam, como uma certa senhora que falou ao garotinho certa vez:

 

De novo? Outra rosa vermelha?

 

Já estou até cansada de receber todos os dias uma rosa vermelha!

 

Então o garotinho primeiro ficou envergonhado, mas depois, sorrindo, disse para ela:

 

Me perdoe.

 

A senhora merece muito mais do que isso.

 

Por favor, aceite DUAS rosas vermelhas!

 

 

 

(Augusto Branco)

 

publicado por artedasao às 12:38

Domingo, 28 de Abril de 2013

(Prato em Vidro com Técnica do Pingado e com folha de Alumínio)


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Hoje é um dia simples

Sem data especial

Sem nada de diferente

Eu caminho pela casa sozinha

A lua parece alegre no céu

Tudo conspira pra minha alegria

Mas falta um pedaço

O melhor pedaço

Uma tristeza no peito

Uma confusão na cabeça

Quando o dia chega encontro refugio

Mas coisas importantes que faço

Mas a noite eu adoeço de solidão

E toda a minha imaginação

Vira minha companhia

As vezes boa, as vezes má

É tão estranho viver sem mim

Me sinto uma turista na minha própria vida

Passeando

Conhecendo cada canto meu

Sentindo desinteresse por tudo

E pensando no que realmente me faz bem

Queria, me transportar pra perto de você

E me recarregar no calor do seu abraço

No seu carinho sincero

Na sua força perfeita

Mas desmereço tudo

E vivo desse deserto

Dessa ventania de areia na cara

Procurando, tentando sem sucesso

Por alguém que não esta mais

Que não vive mais

Isso me faz tão pequena

Por trás de toda minha vida

Eu subestimei o destino

E agora estou de novo aqui...

 

(Carla Veloso)

 

publicado por artedasao às 14:51

Quarta-feira, 24 de Abril de 2013

(Garrafa Craquelada e com Découpage)

 

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Meia garrafa e uma poesia.

 

Outra noite no mesmo bar,

aquela garota com uma tatuagem

tocava em sua guitarra

Ódio, Amor e Coragem

 

Aqueles; velhos acordes

ainda soam perfeitos,

ainda contam a minha vida

e também cantam meus defeitos

 

A onda fria queimava na minha garganta.

A guitarra chorava e a garota sorria

que nem minha tristeza já parecia tanta

 

Todo homem naquele bar sofria,

sendo por ouro, mulheres ou ganas.

A bebida gelada descia

e ainda queimava na minha garganta.

 

"Quem não encontrou o amor, anda perdido nos vícios".

Ouvi de um velho ao meu lado

que mesmo choroso mostrava um sorriso.

 

Pergunto a todos aqui

e a quem souber, agradecerei.

Como querer largar este vicio,

se meu amor eu já encontrei?

 

Meu vicio não é bebida,

nem drogas, posso, lhes dizer! 

Eu só bebo para amenizar,

a dor que venho a sofrer

 

Viver longe de quem se ama

eu afirmo, não é viver!

 

Assim como a lua precisa do sol,

eu preciso te amar,

mesmo que do outro lado do mundo

Sem você, eu não sei brilhar.

 

Meu vício é querer estar perto

e também é, querer amar

alguém que está longe de mim,

mas sei que um dia irá voltar.

 

Nunca é uma causa perdida

quando se ama, de verdade

e a distância é só um degrau

entre a tristeza e a felicidade!

 

(Somenteigor)

 

publicado por artedasao às 14:30

Segunda-feira, 22 de Abril de 2013

(Garrafão em Vidro Craquelado e com Découpage)

 

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“ Achada a garrafa,

Não tinha dentro génio nenhum

Para atender meus três desejos:

Boca para encher de beijos

Bolso onde sobrasse algum

Alegria repartida a esmo.

Mas tinha muita pinga

O que vinha a dar no mesmo.”

 

(Ulisses Tavares)

 

publicado por artedasao às 12:21

Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013

(Prato em vidro trabalhado com a técnica de guardanapo)

 

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Arroz, feijão, bife, ovo. Isso, nós temos no prato, é a fonte de energia que nos faz levantar de manhã e sair para trabalhar. Nossa meta primeira é a sobrevivência do corpo. Mas como anda a dieta da alma?

Outro dia, no meio da tarde, senti uma fome me revirando por dentro. Uma fome que me deixou melancólica. Me dei conta de que estava indo pouco ao cinema, conversando pouco com as pessoas, e senti uma abstinência de viajar que me deixou até meio tonta. Minha geladeira, afortunadamente, está cheia, e ando até um pouco acima do meu peso ideal, mas me senti desnutrida. Você já se sentiu assim também, precisando se alimentar?

Revista, jornal, internet, isso tudo nos informa, nos situa no mundo, mas não sacia. A informação entra dentro da casa da gente em doses cavalares e nos encontra passivos, a gente apenas selecciona o que nos interessa e despreza o resto, e nem levantamos da cadeira neste processo. Para alimentar a alma, é obrigatório sair de casa. Sair à caça. Perseguir.

Se não há silêncio a sua volta, cace o silêncio onde ele se esconde, pegue uma estrada de terra batida, visite um sítio, uma queda de água, ou vá para a beira da praia, o litoral é bonito nesta época, tem uma luz diferente, o mar parece maior, há menos gente.

Cace o afecto, procure quem você gosta de verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria, permita que lhe cacem também.

Cace a liberdade que anda tão rara, liberdade de pensamento, de atitudes, vá ao encontro de tudo que não tem regras, patrulha, horários. Cace o amanhã, o novo, o que ainda não foi contaminado por críticas, modismos, conceitos, vá atrás do que é surpreendente, o que se expande na sua frente, o que lhe provoca prazer de olhar, sentir, sorver. Entre numa galeria de arte. Vá assistir a um filme de um director que não conhece. Olhe para sua Cidade com olhos de estrangeiro, como se você fosse um turista. Abra portas. E páginas.

Arroz, feijão, bife, ovo. Isso me mantém de pé, mas não acaba com meu cansaço diante de uma vida que, se eu me descuido, torna-se repetitiva, monótona, entediante. Mas nada de descuido. Vou, me entupir de calorias na Alma. Há fartas sugestões no cardápio. Quero engordar no lugar certo. O ritmo dos dias é tão intenso que às vezes a gente esquece de se alimentar direito.

 

(Martha Medeiros)

 

publicado por artedasao às 13:28

Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012

(Um Olhar ao Espumante a descansar numa das caves em Águeda)

 

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Eu era branco e preto

As pessoas eram brancas e pretas

As luzes brancas, o asfalto preto

O carro branco, a noite preta

Tudo era branco e preto.

 

O ambiente era branco e preto

A conversa era branca e preta

A cadeira era branca, a mesa preta

O garçom usava camisa branca e calça preta.

 

De repente, um drinque colorido, * extremamente colorido, inebriantemente colorido,

Aquele piano de teclas brancas e pretas – ficou colorido.

E a sua ausência colorida, tão insuportavelmente colorida que a minha vida ficou branca e preta.

 

(Carlucho Vitaliano)

 

publicado por artedasao às 10:14

Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012

Trabalhado com Guardanapo, Papel de Arroz e Craquelado Transparente

 

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Eu sou assim... Duas de mim...

Às vezes três... Quatro... Cinco... Seis...

Sou uma por mês, me diversifico.

Tem horas que grito vivo num conflito, mostro ao mundo minha dor;

Outras horas; só sei falar de amor, a mais romântica, melodramática, estática, chorosa e nervosa, carente e decadente, vingativa e inconsequente!

Aí, quando menos percebo, me transformo em mulher cheia de medo, cheia de reservas, coberta de subtilezas, séria ou sem defesa;

No minuto seguinte, no papel de mulher fatal viro logo a tal... Sou dona do mundo, segura e destemida, altiva e atrevida, rasgo meus segredos ao meio e exponho num roteiro de poesia ou texto...

Agrido, inflamo, conto o que ninguém tem coragem de contar, explico detalhes que é bom nem lembrar...

Sou assim... Várias em mim, sorriso por fora, angústia, toda hora, por dentro um tormento, no rosto, algum sofrimento, no corpo; uma explosão de prazer, nos olhos, meu desejo; deixo perceber.

Melhor nem me conhecer, fique com minhas letras, com as minhas palavras, na vida real sou bem mais complicada.

Sou mil em mim e quem tentou, descobriu que viver ao meu lado é viver dentro de um campo minado...

Quem esteve nele... Quis fugir...

E quem ficou... Viu tudo explodir!

Passei pelo nascimento e pela morte, alegria e sofrimento, céu e inferno; e no final eu reconheci que estou em tudo e que tudo vive em mim.

 

(Elaine Bettini de Souza)

 

publicado por artedasao às 10:54

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